Arte militar
Prisoners Piled Up
One of the soldiers accused of the abuse, insisted it was the Army's fault for not training its troops properly in how to treat prisoners.
Um dos soldados acusados do abuso insiste que a culpa é do Exército por não treinar as tropas adequadamente no tratamento de prisioneiros.
SkyNews P.S. Pelo noso correspondente no Iraque soubemos afinal a verdadeira história desta fotografia. A ideia era uma das que estava incluída no programa de geminação de cidades que compreendia uma vertente cultural. A assossiação, nomeadamente entre aquela cidade iraquiana onde se situa a prisão e as cidades de onde são naturais os soldados que guardavam os energúmenos começa a ser materializada nesta forma de expressão plática. Insere-se esta mostra, portanto, numa mais que sã tentativa de recuperação e reintegração na sociedade civil e nas emanações das vivências democráticas que sempre afloram mais tarde ou mais cedo na sua forma de manifestações artísticas. Os carcereiros, quais assistentes sociais, resolveram consultando os reclusos, fazer uma instalação remetendo a inspiração para o tema sempre actual da ausência de Pirâmides do Egipto na Mesoptâmia. É sabido há muito que o cosmopolitismo, com a divulgação cultural que transporta, é um dos terrenos propícios à libertação de povos e mentalidades menos abertas. Nesse sentido foi feita esta instalação que teria por título "Se nós gostassemos de Pirâmides te-las-íamos feito". a comunidade internacional não percebeu o alcance da iniciativa e apressou-se a condenar as novas tendências e manifestações artísticas do Oriente Próximo. Aliás, de acordo com a corrente Ocidental ostracizadora de tudo o que não vem da Califórnia.
A propósito da palestra proferida por Bertrand Russel, a 6 de Março de 1927 na "Câmara Municipal" de Battersea, sob os auspícios da Nacional Secular Society, Inglaterra, com o título «Porque não sou cristão».
Deste texto traduzido, abordamos “O argumento da causa primeira”, em 10 de Fevereiro, depois “O Argumento da Prova Teológica” da Existência de Deus (Desígnio Divino), num post de 10 de Março. Agora propomo-nos falar de “Os argumentos morais a favor da Deidade”, quando o filósofo diz :
(…)The point I am concerned with is that, if you are quite sure there is a difference between right and wrong, then you are then in this situation: is that difference due to God's fiat or is it not? If it is due to God's fiat, then for God himself there is no difference between right and wrong, and it is no longer a significant statement to say that God is good.(…)
(...) O ponto em que estou interessado é que, se estamos tão certos de que existe uma diferença entre o bem e o mal, nos achamos, então, na seguinte situação: é essa diferença devida ao fiat (faça-se) de Deus ou não? Se é devida ao fiat de Deus, então não existe, para o próprio Deus, diferença entre o bem e o mal, e não constitui mais uma afirmação significativa o dizer-se que Deus é bom.(…)[bold nosso]
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Tomar Deus como mau, não constitui hipótese que nos sirva. Ser Deus mau e bom ao mesmo tempo também não, pelo que trabalharemos com a hipótese de que Deus é bom, sendo que Bem e Mal não são sinónimos de Felicidade e Sofrimento. Temos ainda que definir, senão o bem, pelo menos o mal; concordaremos que é muito bem aceite a ideia de que, por exemplo, matar uma pessoa para a roubar, é em si uma coisa má e exemplo de um mal.
Russel é o único responsável por ter escrito a palestra. Poderia muito bem não o ter feito, poucos homens terão sido tão livres quanto ele próprio. O mesmo não se pode dizer em relação às leituras que se venham a fazer do seu texto. O agente desta leitura, podendo afastar-se ou não da original, é diferente do autor do mesmo texto.
O mundo e tudo o que ele contém, até ao exacto momento em que o autor resolve escrever a palestra é resultado do Fiat e, tudo o resto; seja a acção criadora e filosófica do nosso Russel, seja a acção assassina, como no exemplo dado acima, é resultado da opção feita em cada momento, sendo estes decisores os responsáveis pelas decisões.
No Fiat, não desconhecia Deus que haveria lugar, no mundo que acabava de criar, para as acções más. O mundo criado compreendia uma entidade cuja vontade seria livre. O mal é resultado de uma vontade e de uma acção e opção da entidade Homem, quando por exemplo o assassinato tem lugar.
Podemos dizer que Deus criou a possibilidade de a natureza do mal se manifestar e dizer também que ao conceder o livre arbítrio, a manifestação da natureza do mal, cujo único agente é o Homem, não se confunde com a natureza e qualidade de Deus.
Terminado o ultimato os EUA entram
Se já têm tantas dificuldades em controlar a situação no Iraque e tendo uma das cidades do triângulo sunita sob cerco, o que lhes dá uma posição negocial muito forte, porque resolvem entrar na cidade e despoletar sabe-se lá que reacção? A pergunta que me ocorre é a quem interessará este crescendo de violência e guerra? Aos sitiados ou aos sitiadores? Pura estupidez e sobranceria ou um plano para poder usar mais força ainda sobre os vários actores deste teatro de guerra? Tudo é possível.
Por isso eu digo; quem as faz que as desfaça e lá para finais de Junho que venha a GNR para casa, porque para sofrimento já basta o que já foi provocado por todas as baixas, quaisquer que sejam, e, em especial, quando são as dos outros contingentes "aliados".

Mercenários cativos no Zimbábue.
O relator especial da Organização da Nações Unidas (ONU), o peruano Enrique Bernales Ballesteros, advertiu sobre a proliferação de mercenários no Iraque e em outras regiões em conflito, em entrevista a DW-World. Ele supõe, inclusive, que os terroristas de 11 de setembro de 2001 não foram treinados diretamente pela Al Qaeda, mas por pessoas que se especializaram em treinamento militar nos próprios Estados Unidos.
Não ignoramos a autoria dos atentados nem a identidade dos perpetradores como não ignoramos toda a restante realidade que se prende com este fenómeno. Pretendemos ver combatido o terrorismo e não queremos descurar nenhum aspecto desse mal. Neste contexto, a entrevista acima referida faz todo o sentido.
20 mil clandestinos poderão legalizar-se
"Aqueles que provarem junto do Ministério do Trabalho que a entidade patronal reteve os descontos na fonte ou nunca os efectuou poderão também legalizar-se". Os imigrantes que tenham entrado em Portugal depois de 12 de Março do ano passado ou que não estejam integrados no mercado de trabalho só poderão regularizar a sua situação regressando aos seus países de origem, onde poderão candidatar-se a autorizações de permanência, cujo número máximo será fixado anualmente pelo Governo português com base nas necessidades de mão de obra. Para o ano em curso, o Governo fixou em 8500 o número de imigrantes autorizados a vir trabalhar para Portugal.
É impossível que os legisladores desconheçam os números que apontam para mais de 200 000 imigrantes a viver
[bold nosso]
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Obrigado militares portugueses porque com um só pronunciamento terdes mudado tanto.
Trechos do texto revisionista de Vasco Pulido Valente no Diário de Notícias
Palavras de um português pouco educado e com memória.

Era o medo quem mais ordenava,
Com o 25 de Abril de 1974, dá-se início à Revolução,
Portugal libertado, vive agora em LIBERDADE
VIVA A LIBERDADE, …VIVA! SEMPRE!
O ESPANTO gostaria de homenagear todas as mulheres e homens que, pagando um alto preço, inclusive o da vida, nos permitiram deixar de viver em medo.
Do fundo do coração,
Muito, muito obrigado!
Prevenção da delinquência terá uma nova estratégia
[sublinhado nosso, JN]
(…)O Governo prepara-se para desmantelar um programa de prevenção da criminalidade juvenil, criado em 2001 e distinguido, no ano passado, pelo Conselho da Europa e pela União Europeia, pela excelência do trabalho realizado. Em três anos, a equipa do "Programa Escolhas"conseguiu envolver, regularmente, cinco mil jovens, afastando-os dos comportamentos delituosos que vinham mantendo. O que vai acontecer a esses jovens? O mais certo é voltarem à rua. Eduardo Vilaça, coordenador do programa, considera que o Executivo "tem toda a legitimidade para tomar as decisões que entender", mas não compreende o que se pretende com essa alteração. O diploma do Governo, que deverá ser aprovado nos próximos dias, prevê a passagem daquele organismo (actualmente tutelado por cinco ministérios) para o Alto Comissariado para os Imigrantes e as Minorias Étnicas. E esta é a primeira perplexidade de Eduardo Vilaça: "Associar a criminalidade aos imigrantes e às minorias étnicas não é sensato e parece-me, mesmo, perigoso. A menos
que não se pretenda prevenir a criminalidade e se pretenda apenas acolher imigrantes". Para além disso, o diploma do Governo altera toda a metodologia. "Se se tratasse apenas de mudar de coordenador, não era preocupante. Eu próprio pus o lugar à disposição; o problema é alterar-se todo um método de trabalho, que tem revelado sucesso e foi reconhecido por peritos europeus". A estrutura actual funciona com coordenadores regionais e coordenadores de bairro. Aposta na intervenção no território e na proximidade. "Conhecemos pelo nome todos os jovens envolvidos", garante o responsável. O projecto do Governo esquece esta política de proximidade. "Opta por uma metodologia burocrática e administrativa. As associações locais apresentam projectos e os responsáveis limitam-se a aprová-los ou a rejeitá-los...".(…) a contenção financeira não deverá ser a principal razão dessa mudança. Eduardo Vilaça, actual coordenador, diz que, em três anos de existência, o programa só consumiu 40% das verbas. "Temos uma gestão muito rigorosa", afiança.(…)
[sublinhado nosso, JN]
Israel's Prime Minister Ariel Sharon says he no longer feels bound by a promise to the US not to harm veteran Palestinian leader Yasser Arafat.
In a TV interview, Mr Sharon said he had informed US President George W Bush about the change in his position when they met in Washington last week.
However, a US State Department spokesman said nothing had changed in US policy regarding Mr Arafat.
[sublinhados nossos, BBC NEWS]
Antigos empregados do governo, de professores escolares a oficiais do Exército, poderão ter seus empregos de volta se provarem que eram registrados no partido Baath, mas não eram membros ativos. [BBC BRASIL.com]
Manuela Teixeira, 30 anos de lides sindicais.
Manuela Teixeira, acusou, ontem, o ministro David Justino de ter uma visão "redutora e perigosa" do ensino.
"É um ministro que decide sozinho e que tem da Educação uma visão redutora e perigosa", a ainda líder da FNE considerou ainda David Justino, um ministro que "trata a educação como se ela fosse um negócio da sua exclusiva propriedade", sem ouvir a sociedade civil. As críticas ao ministro continuam; "o ministro dos adiamentos"
A dirigente citou os casos da entrada em vigor dos novos currículos do Ensino Secundário, aplicação do Regime Jurídico do Pessoal Não Docente das Escolas e aplicação de um plano de apoio nas áreas de Português e Matemática.
"Mas, em matéria de adiamentos, o plano de combate ao insucesso e abandono escolar é a sua verdadeira obra-prima", criticou, frisando que o plano, "apresentado ao país com pompa e circunstância, é de facto o plano de adiar esse combate para depois de 2006".
[bold nosso]
Vinda a crítica de uma alta figura da UGT, dispensámo-nos de comentar. Deixamos apenas uma pergunta;
- Onde estava a Srª Manuela Teixeira em 10 de Dezembro de 2002?!
Resistentes de Falluja recebem aviso dos EUA | ||
Lt Gen James Conway disse que as suas forças, cerca de 1000 marines, continuam a impedir, o que disse serem cerca de 200 resistentes estrangeiros, de escaparem da cidade. | ||
[BBC NEWS]
Na infância disseram-me que o Sol estava parado e que era a Terra que se movimentava à volta da estrela. A minha estupfacção só foi atenuada pela inquestionável autoridade e credibilidade de quem me contava esta "heresia".
Aquela rapaziada, ali ao lado, não me parece nada nativa da antiga Mesoptâmia. Portanto, os estrangeiros vindos do outro lado do mundo, combatem os estrangeiros vindos dos países contíguos(?) e chamam-lhes estrangeiros ! ?
Outra questão muito interessante é saber até que ponto chega a estupidez na elaboração da estratégia de guerra pelos americanos. Será que, para capturar os os assassinos de quatro empresários (?) americanos, vão abrir mão de uma posição consolidada e previligiada?. Trocarão o cerco e confinamento dos resistentes, pelo controlo da cidade ?, provocando baixas em ambos os lados e abrindo uma caixa de Pandora com a frente sunita?
Via PUBLICOS [ http://publicus.blog-city.com/], com a devida vénia, se deixa aqui o link para um historial de intervencionismo dos EUA. A ler, e mesmo que não se concorde com tudo, serve para contextualizar o presente. Como se vê pela amostra a história é antiga.
México (1835), Nicaragua (1893), Cuba (1898), Puerto Rico (1898), Filipinas (1898), Honduras (1899), Colombia (1900), Panamá (1903), República Dominicana (1905), Haití (1915), El Salvador (1932), Hiroshima y Nagasaki (1945), Bolivia (1946), Islas del Pacífico (1947), Perú (1948), Tailandia (1948), Corea (1950), Irán (1953), Paraguay (1954), Guatemala (1954), Líbano (1958), Vietnam (1962), Brasil (1964), Indonesia (1965), Argentina (1966), Camboya (1968), Laos (1971), Uruguay (1972), Chile (1973), Angola (1976), Granada (1983), Libia (1986), Irak (1991), Somalia (1992), Sudán y Afganistán (1998), Yugoslavia (1999), Afganistán (2001)

(…)série de explosões em quatro instalações policiais na região da de Basra, no sul do Iraque, também deixou dezenas de feridos.(…)De acordo com o porta-voz, médicos da coalizão tentaram auxiliar as equipes locais no resgate das vítimas, mas não conseguiram chegar ao local de duas das explosões porque foram "apedrejadas por uma multidão", que culpou os britânicos de terem falhado ao fornecer a segurança da cidade.(…)Em sociedades tão distantes da iraquiana em Bassorá, como a do nordeste de Angola, esta peculiar atribuição de responsabilidade directamente para a pessoa ou grupo de pessoas que ocupam o posto cimeiro da autoridade, também acontece. Se um automobilista, sem culpa, tal como a entendemos no Ocidente, atropela uma pessoa, terá de fugir imediatamente se não quiser perder a vida. Quando um transeunte e uma máquina potencialmente mortífera como é o caso de um carro se encontram da pior maneira, em atropelamento, a culpa é sempre atribuída ao condutor. Se num complexo industrial um manobrador de máquinas, no exercício das suas funções, atinge por acidente um outro funcionário, a culpa é atribuída ao mais alto responsável pelas instalações, que tem de fugir e rapidamente se o acidente for grave. Este tipo de entendimento que procura sempre o responsável máximo e o encontra como único responsável, radicará na concepção de que o mundo tem uma e uma só autoridade, sendo esta a única responsável e responsabilizável.Se em Angola poderíamos pensar que a explicação se encontra na tradição de uma hierarquia étnica ou tribal, Kioka, que estivesse ainda na base de uma desadequada organização da sociedade, e desadequada uma vez que é já muito marcada pela ocidentalização, com a sua faceta de novas tarefas, ritmos e objectivos, não é só paralelamente que o mesmo se passa no Iraque. Continuamos a falar de populações marcadas ainda por fortes laços tribais e étnicos.Um mundo com regras diferentes vive lado a lado com o nosso, mais populoso, mais pobre, o do terceiro mundo. Os Norte-americanos, Britânicos e outros aprendizes não entendem que uma cultura, uma mentalidade não pode ser mudada por decreto. É um imenso rio, cujo caudal e percurso a serem transformados, o devem ser com tempo para que das mudanças não resultem catastróficas. Uma pistola apontada à cabeça tem muito poder persuasivo, e pode mudar muita coisa, enquanto a arma se mantiver, mas não há armas suficientes para apontar à cabeça de toda a gente a quem querem mudar comportamentos.Ou já começou a terceira guerra mundial e se está disposto a usar arsenal não convencional ou as tropas ocupantes sairão derrotadas e com o inimigo mais hostil e mais forte.
(...)"Portugal tem pouco dinheiro e o pouco que tem será desperdiçado na compra de submarinos, tendo--nos pedido que justificásemos tal opção. Não o faremos", escreveu a NATO num dos documentos classificados(...) [Bold nosso]
O Díario de Notícias também nos diz tratar-se apenas de 770 milhões de Euros o montante em questão nesta fase do programa de aquisição de dois submarinos.
Sim, porque; o que é que são afinal 154 milhões de contos ?!
Na publicação de Estudos Sobre a Paz e Cultura da Paz, que consta do site do Instituto Nacional de Defesa Publicações, de José Manuel Pureza, podemos ver referido o nome e o conceito amplo de paz concebido por Johan Galtung. Deste Prémio Nobel da Paz alternativo deixamos aqui uma entrevista actual.

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Detentor do Prêmio Nobel da Paz alternativo, o pesquisador da paz Johan Galtung vê política dos EUA no Iraque como fracassada. Em entrevista à DW-WORLD, o norueguês exige que o Ocidente negocie com Bin Laden. Os EUA já fracassaram no Iraque e podem acabar batendo em retirada, da mesma forma como saíram do Vietnã, diz o detentor do Prêmio Nobel da Paz alternativo Johan Galtung. Em entrevista à DW-WORLD, o pesquisador da paz sugere que o Ocidente negocie com o top terrorista Bin Laden e se reconcilie com o Islã. DW-World: O senhor é visto como um dos adversários mais ferrenhos da intervenção norte-americana no Iraque. Apesar da situação explosiva no país, o governo dos Estados Unidos está convencido de que agiu certo. O mundo ficou mais seguro depois da derrubada de Saddam Hussein e do regime Talibã no Afeganistão? Como o senhor avalia a situação? Johan Galtung: O governo norte-americano criou uma realidade virtual de mal-entendidos e avaliações erradas. Agora ele é vítima de suas próprias informações falsas e mentiras. O senhor não vê nada de positivo na queda de Saddam Hussein? Isto não foi tão importante para os EUA. Suas metas principais eram o controle das reservas de petróleo iraquianas, a segurança de Israel e a garantia das bases militares mais importantes sob o aspecto geopolítico. A época mais cruel de Saddam Hussein foi nos anos 80, quando o parceiro mais importante do Iraque eram exatamente os Estados Unidos e havia bons motivos para uma intervenção. Saddam Hussein agiu cruelmente contra a rebelião de curdos e xiitas encenada pelos norte-americanos. A situação atual no Iraque é caracterizada por extrema violência. O senhor teme uma escalada da violência? Evidentemente. Se os EUA atacarem Najaf e matarem El Sadr irão ter, com certeza, a maioria predominante dos xiitas contra eles. Esta seria a pior burrice que os americanos poderiam cometer. O problema é que eles não acreditam em ninguém e acham que têm um mandato divino. A guerra em si já foi a maior burrice. A minha proposta é que se realize uma conferência nos moldes da de Helsinque de 1973 e 1975 - que resultou na fundação da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. Numa conferência desta se poderia discutir a possibilidade de estabilizar o Iraque como um Estado federado com três partes para os curdos, xiitas e sunitas. Mas isto não é compatível com a meta declarada dos norte-americanos no Iraque. É lícito se comparar o Iraque com o Vietnã? De certa forma sim. Os EUA estão cometendo o mesmo erro. Eles não entendem a situação lá. A ação no Iraque pode terminar de forma semelhante à do Vietnã, com uma retirada das tropas norte-americanas. Os parceiros no conflito vão cuidar para que isto aconteça sem grandes perdas morais para os EUA. A derrubada de Saddam Hussein não deteve o terrorismo internacional. Muito pelo contrário, a Europa também se vê na mira do terror. O que é necessário fazer agora? É necessário uma reconciliação entre o Ocidente e o Islã. Existem 1, 3 bilhão de muçulmanos e eles foram pisoteados, mas ninguém admitiu isto. Fala-se sempre só de contra-ataques. A gente tem que se dispor a ouvir claramente a voz islâmica e entendê-la, pois só assim se poderá contribuir não só para a paz, mas também para a segurança na Alemanha. Até onde deve ir o diálogo entre as religiões? Deve-se também negociar com Osama Bin Laden e aceitar a proposta de trégua que ele fez recentemente? (O líder da organização terrorista Al Qaeda esclareceu numa fita de vídeo que iniciaria uma trégua se os soldados europeus fossem retirados dos países islâmicos.) Nós precisamos de negociações secretas com Bin Laden. Eu já havia sugerido isto meses atrás. De uma certa forma, a oferta que Bin Laden propagou agora se assemelha à solução da crise de Cuba de 1962. Naquela época, a União Soviética disse aos Estados Unidos: Vocês tiram os seus mísseis da Turquia, e nós e tiramos os nossos de Cuba. (Na época muitos desconheciam o estacionamento dos mísseis na Turquia). De uma ou outra forma, Bin Laden fez a mesma coisa agora. O senhor acredita que um homem como Bin Laden esteja sinceramente disposto a negociar? Naturalmente que não é fácil conversar com estas pessoas. Elas se sentem humilhadas pelo Ocidente. O problema é que os dois lados se satanizam mutuamente, e nisto a mídia também desepenhou o seu papel. A maior parte da mídia é cruel e presta uma contribuição asquerosa para a espiral da violência. Quem relata só sobre violência colhe violência. Por exemplo, as manchetes de primeira página sobre os terroristas suicidas e suas famílias geram um sentimento de triunfo entre as pessoas dispostas à violência. Jornalismo pacifista, ao contrário, significa colocar questões adicionais. Primeiro: qual a causa do conflito e quais as metas que perseguem as partes Steffen Leidel/ef | |
A 30 anos, 11 missionários combonianos e o arcebispo de Nampula, P. Manuel Vieira Pinto, foram expulsos de Moçambique. A causa imediata foi a divulgação de Um Imperativo de Consciência. O documento pedia à hierarquia da Igreja que se distanciasse do poder político e da ideologia colonial, através da renúncia aos subsídios e aos privilégios. Um apelo que mantém a sua actualidade profética.
Um Imperativo de Consciência destinava-se a ser discutido na reunião da Conferência Episcopal de Moçambique, que estava agendada para o dia 19 de Fevereiro de 1974,
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O acusado foi um dos combonianos. Mas a reconstituição histórica indica que foi um dos bispos (cujo nome não vale a pena revelar), ou alguém da sua confiança, a entregar D. Manuel Vieira Pinto e os combonianos nas mãos do poder político.Na época, a situação era cada vez mais insustentável. A Igreja não tinha a liberdade suficiente perante o Governo e perdia a sua credibilidade diante do povo. Os combonianos não queriam ser cúmplices de uma Igreja, que, em sua opinião, tinha renunciado à «sua missão profética e libertadora», estava debilitada e era «um contrates-temunho para o povo de Moçambique». Por isso, decidiram questionar o seu posicionamento como aliada do Governo, com um documento cujas propostas teriam enormes consequências, eclesiais e sociopolíticas.Os bispos, em vez de enfrentarem o repto, preferiram centrar-se no escândalo da sua divulgação e proclamar a sua inocência, acusando os combonianos. Mas não podiam ignorar o seu conteúdo diante da Santa Sé e, de uma forma tortuosa, puseram mesmo o seu lugar à disposição: «Ou a Igreja de Nampula ou nós. Roma julgue!»Na altura, não havia escolha possível. O Governo agiu e expulsou os combonianos. Alguns dias mais tarde, caiu o Estado Novo. E foi a História a última a julgar: os missionários reentraram e a maior parte dos bispos acabaram por sair.O episódio constituiu, pelo menos para os combonianos, uma grande lição: a Igreja não deve andar atrelada ao poder, político ou económico. Só que se trata de uma lição que nunca se aprende de modo definitivo. E que é preciso sempre reavaliar à luz de um dado contexto histórico.Em termos gerais, a Igreja deve colaborar com as autoridades até onde for possível, de modo a ajudá-las a resolver os problemas das gentes e proporcionar-lhes melhores condições de vida. Mas nunca deve perder a sua liberdade de denúncia e. acção.O poder tem a sua dinâmica, os seus interesses. Quando dá, quer ser recompensado; requer vassalagem, fidelidade. Ora, apoiar-se no poder para ter força diante do povo é uma ilusão, melhor: uma tentação, a maior tentação. Que Jesus rejeitou. Se sucumbirmos, corremos o risco de ficar com as mãos atadas. Além disso, estamos a mostrar que não acreditamos no verdadeiro poder do amor e da cruz. A única forma de poder que Jesus nos legou. Porque nos confere a possibilidade de mostrar o verdadeiro rosto de Deus.
P. José Rebelo in FAMÍLIA COMBONIANA
(...)retirada do Iraque foi anunciada no domingo pelo novo primeiro-ministro espanhol(...)
Rei da Jordânia adia encontro com Bush.
Honduras decide retirar tropas do Iraque, "no menor prazo possível", nas palavras do seu Presidente.(...)outros países latino-americanos com tropas no Iraque estariam, no momento, reavaliando sua participação na coalizão militar que ocupa o país.
TAILÂNDIA PODE RETIRAR TROPAS DO IRAQUE
Mubarak: há um ódio «sem precedentes» de árabes contra EUA
Governo russo vai retirar os seus cidadãos do Iraque
Mais norte-americanos a favor do aumento do número de soldados no Iraque
Perante tão grande debandada dos militares do Iraque e tendo em conta o desamparo e falta de solidariedade a que Bush está a ser sujeito na sua campanha para libertar o mundo do terrorismo solicita-se a todos os valentes, homens e mulheres, que se juntem aos libertadores. As baixas são muitas, e é preciso refrescar as hostes, qualquer par de braços se aceita.
Vós os corajosos e adeptos da democratização musculada não percais a oportunidade. O tempo urge, não vacileis agora. Parti. Ide.

O vídeo TOXIC de Britney Lanças, tem uma interessante particularidade. Vemo-la transportada num fantástico avião (símbolo fálico) a perfurar o céu. A imagem mais recorrente aparece; uma mulher que não se destaca do chão. Os homens são usados e roubados. Reaparece a imagem . O piloto manipula a alavanca dando mais velocidade ao avião. Reaparece a imagem . Quando fala a língua sai da boca. Deixa-se conduzir por um modelo negro que conduz uma mota. Reaparece a imagem . A palavra TOXIC é focada. Reaparece a imagem . Vence os que guardam a poção mortal . Reaparece a imagem . Toma a forma de um super-herói. Reaparece a imagem . Empurra, puxa e maltrata um homem e atraindo-o mata-o. Toma a forma de um super-herói. O avião afasta-se com uns pássaros seguidores na peugada.
Desta amálgama de imagens com disfarces, acções violentas, transformações, viagens e tomadas de posição de Spears ficam-me na retina as dez vezes que a imagem reaparece, a da mulher sendo capaz de todas estas aventuras, não tem forma própria, não se destaca do chão a que fica colada.
Esta é mulher lasciva que reduz os machos a um estado quase hipnótico. Sem expressão ou esboçando um mostrar das presas ao jeito de um grande felino que acumulando energia se mostra capaz de a arremessar. Sem nunca o fazer, bamboleando-se mais ou menos agitadamente na imagem recorrente.
As imagens não podem ser mais contrastantes, por um lado a imagem recorrente amorfa de personalidade, por outro a referência ao êxito, ás aparências, ás coisas materiais, à eficácia, a omnipotência, vencendo os guardas da poção ganhando poder sobre a vida e a morte.
Trata-se dum ser artificial nascido a par da técnica que nos invadiu. Um emblema, não sendo senão uma reprodução dos homens que, com a alma morta mais nada podem possuir senão a morte na alma. É a mulher descaracterizada. A mesma que vemos na imagem que insistentemente reaparece.
A imagem de mulher que é capaz de me obrigar a um post. Paradigma do mundo tecnologicamente desumanizado. A música que suporta o vídeo é apresentada pela MTV como uma vitória da ex-namorada sobre o ex-namorado.
[escrito valendo-me de uns trechos de Pierre Daco]
«Esta mañana una vez que el ministro de Defensa ha jurado su cargo le he dado la orden de que disponga lo necesario a fin de que las tropas españolas destinadas en Irak regresen a casa en el menor tiempo y con la mayor seguridad posibles.»
http://www.elpais.es/
Isto coloca maior pressão sobre os EUA e UK. É um agravavamento das dificuldades da “coligação” que a levará a ter de negociar com o Conselho de Segurança da ONU no sentido deste organismo chamar a si o protagonismo no teatro de operações militares e de reconstrução, agora mais cedo do que ontem, mas com as condições que o mesmo conselho designar. A China, a Rússia e a França terão uma palavra a dizer. A supervisão deste processo de pacificação do Iraque pela ONU será uma boa notícia para os iraquianos, não para os terroristas.
Gostaria de assinalar a passagem de mil visitantes por este blog com o meu agradecimento a tod@s os que têm por aqui passado, comentado e lido. Muito obrigado.
Via O GIN TÓNICO, a quem deixamos a devida vénia, um post sobre tiroteio entre soldados polícias (!!!) norte-americanos e jordanos
«(...)por uma discussão em torno da guerra do Iraque.(...)»
uma notícia que não deve passar desapercebida."If you despise the killing of a Hamas leader, you welcome suicide bombings against innocent civilians. There is no other way of looking at it."
Randal Ippolito, New York, US
"Se você condena o assassínio de um líder do Hamas, está a dar cobertura aos bombistas suicidas contra civis inocentes. Não há outra maneira de ver a questão."
Randal Ippolito, Nova York, EUA
Se a memória não nos falha havia sido cometido um grave atentado com um bombista suicida em Israel poucos dias antes de 10 de Junho de 2003. Mas ninguém ainda falara em terminar negociações com a autoridade Palestiniana para um cessar fogo entre radicais islâmicos Palestinianos e Israelitas. Negociações que nunca haviam tido lugar, uma oportunidade histórica, portanto.
Nos dias seguintes, quando este líder terrorista foi alvo de uma tentativa de assassinato, ainda no hospital dizia:«"Esta é a nossa terra, não é a deles"», e sublinhava que as conversações com a autoridade palestina para um cessar fogo com Israel tinham terminado"»
"In jihad ... there are usually two outcomes, either martyrdom or victory," Mohammed Rantisi said. "In this case, he got martyrdom.". Esta é outra maneira de ver a questão de um dos seis filhos de Abdel Aziz al-Rantissi.
Emhttp://edition.cnn.com/2004/WORLD/meast/04/18/rantisi.funeral/index.html
Condenamos ambos os ataques terroristas (aquele feito contra soldados israelitas e este contra o líder do Hamas).
A nossa maneira de ver a questão é a da retomada do caminho da redução da violência e da negociação, até à paz, sob pena de no fim da contenda não restarem olhos para arrancar nem se enxergue seja o que for.
Saindo da Vila do Gerês para a Portela do Homem pela Estrada Nacional e mal a estrada começa a contorcer-se para vencer a encosta, ali por onde, em tempos, estiveram em cativeiro entre outros bichos, uns lobos, parei.
No lugar dos lobos encontrei um homem e o seu cão. Anda pelos quarenta anos, tem os longos cabelos já grisalhos, apanhados por uma fita que passando pela fronte apresenta uma folha de cannabis encimada por um Cristo na cruz.
A sua escolhida função primeira é manter aqueles lugares de merendas arranjados e sempre limpos. As canalizações da água para as fontes que deixam de cumprir são alvo das suas pacientes e dedicadas preocupações. Um pequeno saco serve-lhe para recolher pedacinhos de vidro, pontas de cigarro, sacos de plásticos e outros objectos abandonados pelos poucos que nesta altura por lá passam e se sentam nos bancos e mesas de granito, ali espalhadas à sombra das árvores. Estruturas de apoio aos passantes e respectivos acessos são restaurados, com as suas mãos amigas. Gosta de falar com as pessoas e se for caso disso aconselha-as a deixar ficar o local tão limpo quanto o encontraram, ajuda e aconselha o estacionamento sem pedir ou aceitar dinheiro, para que todos os carros parados não atrapalhem os que passam.
Durante a nossa conversa as contínuas associações de ideias foram uma constante no seu discurso, bem sustidas por um calmo fio condutor, a profunda convicção de que Cristo o acompanha e o anima.
No dia que havia passado, duas Neo-zelandesas suas amigas foram recebidas na sua casa, uma ruína, talvez de um moinho que foi arranjando até ser suficientemente acolhedor. Não tem fontes de rendimento nem se preocupa com isso, espera que a generosidade dos outros se manifeste, com pouco vive, a única riqueza que persegue é a de espírito.
Durante a nossa conversa perguntei-lhe por que razão levava a cabo aquele trabalho que não parecia ter quaisquer resultados. Nem as pessoas mudam os hábitos de desleixo nem as pessoas com responsabilidades no Parque deixam de o perseguir.
Respondeu-me que sentia necessidade de fazer aquele trabalho e que era a sua contribuição para um mundo mais agradável para os filhos de todos incluindo os seus.
Ontem fiz um amigo que a si se baptizou. Chama-se Emmanuel.

Em Braga, já alguém se encarregou de repor a ortografia nos três "outdoors" existentes junto ao santuário do Carrefour, sítio escolhido não certamente ao acaso pelos revisionistas.
Viva a Revolução do 25 de Abril, sempre.
WASHINGTON (Reuters) - The State Department on Thursday "strongly urged" private U.S. citizens to leave Saudi Arabia as it announced plans to order some U.S. diplomats out the country because of security concerns. "Private American citizens currently in Saudi Arabia are strongly urged to depart," the State Department said in a travel advisory after it decided to send nonessential U.S. diplomats and all embassy family members home.
Há fortes razões para crer que a estabilização e segurança da região se está a propagar. Parabéns Bush.
Há uns anos largos atrás, vi, na Alemanha, Portugal perder um campeonato da Europa para a Turquia numa das selecções mais jovens. Fiquei um pouco aborrecido. Mas tinha a imagem dos turcos a festejarem ainda na memória imediata e isso fez-me pensar que muitos milhões de pessoas estariam felizes pelo que o meu desconforto teria de ser relativizado.
Quando cheguei a casa onde vivia com os meus amigos de outras nacionalidades, tentaram entrar comigo, que tinha perdido na Final e tal...
Como estava a tentar sacudir a tristeza saiu-me esta:
- Eu não estou contente, nem os 10 milhões de portugueses mas em contrapartida muitos mais turcos estão neste momento a festejar, ainda bem pois que foi assim e que Portugal perdeu.
Ontem mataram um italiano no Iraque, abatido com um tiro na cabeça. Culpa? colaborar com as tropas ocupantes. Não defendo a pena de morte nem para o Hitler pelo que não posso deixar de lamentar e condenar este acto porque uma vida foi ceifada deixando muita gente triste em especial os familiares e amigos. Condenamos já noutra altura todas as formas de terrorismo e condenamos esta também. Hoje morreu também um Iraniano, abatido a tiro numa emboscada perto da embaixada do Irão
Quando uma nação inicia um conflito armado sem ser ter sido atacado pelo país alvo dessa acção e à margem da lei deve ser julgado e, caso fique provado, obrigado a pagar pelo que fez.
Nesta situação está administração Bush que começou uma guerra sem ser atacada. Uma guerra que já causou milhares de mortos, iguais à dos dois civis executados. Quando o exército mais poderoso do mundo entra em acção vai causar vítimas civis, inevitavelmente. Todos, todos nós sabemos isto. Já morreu muita gente no Iraque e vai continuar a morrer.Nenhum dos executados ou milhares de mortos civis desta guerra pertencem ao clã político Bush. Não fico, se me ponho a pensar, mais triste por serem ocidentais a morrer do que fico se forem do Médio Oriente.
É sofrimento infligido a distâncias diferentes, só isso.

Em cima podemos "ver" Salazar, humildemente posando entre os outros pescadores, no meio do povo que serviu 40 anos.
Alguns habitantes de Santa Comba Dão gostariam de ver a estátua do ditador de novo no local onde já esteve em tempos.
No ano em que passam 30 anos sobre a revolução de 25 de Abril, este é um sinal pequeno. Mas claro.
No inconsciente colectivo existe este ícone ainda necessário para a capacidade de referenciação das mentes. As pessoas entrevistadas pela SIC que apoiavam a ideia eram pessoas simples. Não se pense que há uma relação directa entre o menor esclarecimento do espírito e os símbolos de um tempo em que o mundo era mais previsível e os valores não se metamorfoseavam tão depressa.
Também entre as classes mais privilegiadas, no conjunto de constelações que compõem o céu das pessoas mais esclarecidas, a saudade de um tempo de valores sólidos perdido, está latente. Porque são mais conscientes do impacte da confissão destes sentimentos, não o fazem em público, em frente às câmaras de uma televisão, mas fazem-no em privado.
Toda a força da vontade de voltar à segurança que um sacerdote político provê, ganha intensidade, tenta aflorar. Seja na censura dos “erres” a uma escala nacional ou na procura de um alinhamento com uma nova ordem cuja características são a luta contra a insurreccional natureza dos novos ventos construtivos e destrutivos que vão soprando dos quatro cantos do Mundo.
"Os deputados são soberanos e podem, se quiserem [revogar a lei], decidir e o Governo acatará a decisão",
"Se fosse um empresário e tivesse meios de confirmar a assiduidade dos trabalhadores durante o ano anterior não fazia desta questão [22 ou 25 dias de férias] um problema na minha empresa"
O PSD, apesar de discordar da aplicação em 2004, mostrou-se disponível para discutir o tema.
Faz a lei, diz que discorda dela e pede a quem a aprovou que a revogue. Em nome do bem estar dos trabalhadores.
Humm...este tipo é subversivo, deve ser comunista…
É por estas e por outras que depois aparece o terrorismo.


Mesquita Abássida
Figueiredo Lopes "aconselha as pessoas a não se deslocar ao Iraque nem em negócios nem em turismo."
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Os socialistas já foram acusados de gostarem mais da Humanidade que do indivíduo, os nacionalistas de gostarem mais da ideia de Nação que das pessoas que a compõem.
Ao ler este texto fiquei com a impressão, reforçada, de que é impossível uma sociedade não capitalista. O indivíduo não se consegue desassociar da sua natureza gregária e dos laços que desde o primeiro instante inquinam a possibilidade prática de “um interesse comum unânime”.

O motivo pelo qual troquei por *********** a palavra correspondente foi para descarregar ideologicamente o texto.
«(…)Já me ocorreu presenciar assembleias deliberativas ***********, até uma vez, num dos congressos gerais da Internacional das Federações *********** (I.F.*.), e posso-vos assegurar que vi de tudo naquelas sedes, em nada diferente do que ocorre em cada partido político, se não fosse pelo facto de que estes últimos têm interesses de poder para defender, os *********** . Não! Então qual a razão para os subterfúgios, as tretas dialécticas, os jogos psicológicos, o trabalho atrás dos bastidores contra as posições que contradizem a mesma? Honestamente, tudo me deu a impressão de um manicómio.
No entanto, tudo está perfeitamente em regra no que respeita à formalidade dos mecanismos.
(…) Mas há outro aspecto, igualmente importante, que evidencia quanta confusão há no *********** organizado de maneira federativa e que tem como momento central do seu funcionamento a assembleia deliberativa: tal aspecto é o instituto democrático, essencialmente baseado na votação da proposta, e é por si mesmo uma enorme contradição para o ***********, seja nos termos metodológicos, seja naqueles mais propriamente gnosiológicos.
O conteúdo das propostas (seja no que concerne à análise, seja no que concerne a operacionalidade revolucionária) constitui-se sobre a base das sensibilidades específicas, das concepções do *********** e da existência em geral, própria dos sujeitos que as elaboram.
Tem portanto um valor em si, para além de outros o partilharem ou não. O facto de submeter a uma votação tal conteúdo, é algo que menospreza de todas as maneiras aquele valor próprio, reduzindo-o a objecto de mera contabilidade numérica, como se alcançando a maioria dos votos, ou também a unanimidade se encontre uma comprovação objectiva da própria validez; e pelo contrário, em caso de minoria de votos a comprovação democrática negaria a validez da mesma. Que razões da luta de classe, da insurgência individual e colectiva contra o poder subjugante fazem parte de uma simples questão numérica ?(…)»
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[Onde está *********** deve ler-se anarquismo ou anarquistas. O bold foi introduzido.]
Constantino Cavalleri, in O ANARQUISMO NA SOCIEDADE PÓS-INDUSTRIAL, Inserruccionalismo, informalidade, metodologia anárquica no inicio do novo milénio. Discórdia, edições.
Primeiro-ministro aconselha portugueses a abandonarem o Iraque
«(…)"A situação no Iraque é extremamente inquietante, principalmente pelos métodos utilizados na guerra, que são actos de terrorismo, em particular o rapto de civis", sublinhou o chefe do Governo português.(..)»
Quando um Primeiro Ministro avisa os civis para saírem de um país quer dizer que vai haver guerra, neste caso, como a guerra, (a tal que tinha acabado decorrido um mês), está em curso, só pode ser entendido como um sinal de que tudo vai piorar naquele país.
Se atentarmos na realidade damos conta que o terrorismo não nasce por geração espontânea e a violenta invasão Americana veio criar um caldo de cultura propiciador da violência, qualquer que ela seja na já conturbada e sensível zona.
A própria invasão militar que foi denominada “Choque e pavor” pelos americanos, nos diz que se tratava de uma operação terrorista, porque destinada a infundir o terror e o pasmo nas tropas inimigas. Mas também é sabido que por mais inteligentes que sejam as armas que apoiam uma operação de “choque e pavor” matam sempre inocente, quando não os próprios, no chamado fogo inimigo, quanto mais os civis no teatro de operações. Do ponto de vista técnico, a posterior legitimação da ONU das operações da coligação vem provar que era ilegítima, à luz do direito internacional, aquela operação de invasão, com um cortejo de mortos civis e militares na ordem dos milhares.
Pelo que a invasão se pode ela mesma enquadrar no conceito de terrorismo, de colarinho branco, em que quem morre tem direito a uma medalha e funeral de “herói militar”. Enquanto Bush e Cheney enchem os bolsos com as suas empresas ligadas ao petróleo e ao armamento.
O Vice-Presidente Dick Cheney esteve no Grupo Halliburton Oil, o chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld na petroleira Ocidental, a Conselheira de Segurança nacional, Condoleza Rice integrou o directório da Chevron e tem navios petroleiros com o seu nome. Também a Secretária do Interior, Gale Norton está vinculada ao petróleo como esteve Bush pai no grupo petrolífero Carlyle e o actual presidente Bush filho na Harkings Oil.
Por outro lado exceptuando os quatro para-militares mercenários (funcionários de empresas de segurança privadas) mortos e barbaramente tratados depois de mortos, no que diz respeito a civis e até hoje já quatro Italianos, um Americano, três japoneses, dois árabes, três checos, dois alemães, cinco ucranianos, três russos, sete chineses, um britânico, paquistaneses, filipinos, indianos e turcos, além de sete coreanos, foram raptados mas nenhum executado e pasme-se um britânico foi mesmo libertado.
O que é revelador da capacidade de estratégia concertada dos iraquianos, das várias facções religiosas associadas nos objectivos; desgastar os ocupantes, inteligentemente capazes de gerir a guerra psicológica a que o Ocidente é tão sensível na procura de negociação, já conseguida.
A Procissão ainda vai no adro….
A partir de uma notícia do Público em http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1191016&idCanal=34
«(…)O Comando Central dos EUA confirmou hoje que vão ser enviadas para o Iraque mais duas Brigadas Móveis, uma decisão que surge em resposta ao agravamento da situação no teatro de operações e que contraria o objectivo político de reduzir a presença militar norte-americana naquele país.

Duas brigadas representam, sensivelmente, dez mil homens, num reforço de grande magnitude, que eleva para cerca de 130 mil o número de soldados norte-americanos destacados no Iraque.(…)»
Henry Kissinger respondia aos ainda incrédulos, antes da reunião das Lajes, que ninguém mobilizava 120 000 militares para depois retirar. Agora confirmado que está este reforço militar, tudo leva a crer que a guerra ainda está apenas na fase inicial.
Rafsanjani, xiita conservador pragmático e ex-líder Iraniano que em Dezembro de 2001 foi o primeiro líder Islâmico a sugerir, em público, o uso de armas nucleares contra Israel, disse Sexta-feira última, que apoiava a resistência e louvava Moqtada al-Sadr, o impetuoso líder xiita a que chama “herói”. Os xiitas constituem a maioria da população no Iraque e Irão.
Decorridos apenas 12 dias deste mês de Abril e o número de militares americanos mortos eleva-se já a 70, quase tantos quantas as baixas dos dois últimos meses. A resistência é de tal modo feroz que foram obrigados a negociar, o que pode estar relacionado com o facto de mercenários e militares americanos terem sido capturados vivos pela resistência.
A necessidade de reforços, um ano depois, e o público apoio Iraniano à revolta são sinais de uma escalada na magnitude do conflito.
Um problema de estratégia que a administração Bush ignorou e que vai ser determinante; prende-se com o facto de, quais anticorpos adormecidos até o invasor se instalar no organismo, uma agressão Ocidental no Médio Oriente congregar no terreno de operações os agentes da sempre teorizada grande Nação Islâmica, tão querida dos clérigos e integralistas islamitas, que pode agora, ensaiar-se, experimentar-se, tomar forma.

Cerca de 60 mulheres morrem por ano em Portugal em consequência de maus-tratos e violência doméstica e mais de 300 são vítimas de crimes contra a vida, segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).
http://www.brainwashstudios.com/till_death.html

Esta é uma cultura de violência que passa de geração em geração e quanto mais se falar deste problema melhor. Escolhemos um video em que as imagens de violência sendo representadas em desenho animado que ilustra a mús