março 31, 2004

És português ou cigano?


O Departamento da Avaliação Prospectiva e Planeamento (DAPP), na qualidade de órgão delegado do Instituto Nacional de Estatística preparou um inquérito para as escolas onde se pergunta se o aluno é português, europeu, africano, cigano ou brasileiro. Ao que parece, alguns inquéritos terão ido parar às mãos dos alunos. Interpelado pelo PCP o ministério defende-se dizendo que tal não devia ter acontecido e que se destinam a ser preenchidos pelas escolas.


Desde ano lectivo de 1991/92 que este tipo de levantamentos têm vindo a ser feitos. O tempo decorrido é mais que suficiente para que este tipo de vício de forma, menos constitucional, tivesse desaparecido.


Muito mal vai a Educação quando os envolvidos no preenchimento dos inquéritos, funcionários, professores e Conselhos Directivos se vêem obrigados a descrever a população escolar em parâmetros que confundem etnia com nacionalidade, disjuntivamente. A diluição das fronteiras entre estes dois conceitos, a etnia e a nacionalidade, devia aumentar e não ser alimentada.


Desta maneira, de geração para geração, subtilmente e com o patrocínio dos mais altos responsáveis a diferenciação étnica vai continuando a sedimentar-se na mentalidade das populações, com a agravante de neste caso os envolvidos, no aparelho do Ensino e da Educação, serem responsáveis pela passagem de valores que se querem humanistas, universais e cada vez mais cosmopolitas.

http://online.expresso.pt/1pagina/artigo.asp?id=24743575

Posted by terramann at 05:31 PM | Comments (3)

A Revolução Portuguesa de 25 de Abril

Há vinte anos, em vésperas do 25 de Abril, Portugal era um país anacrónico. Último império colonial do mundo ocidental, travava uma guerra em três frentes africanas solidamente apoiadas pelo Terceiro Mundo e fazia face a sucessivas condenações nas Nações Unidas e à incomodidade dos seus tradicionais aliados.


Para os jovens de hoje será talvez difícil imaginar o que era viver neste Portugal de há vinte anos, onde era rara a família que não tinha alguém a combater em África, o serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos censório e policial, os partidos e movimentos políticos se encontravam proíbidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento facilitado, a vida cultural apertadamente vigiada.


A anestesia a que o povo português esteve sujeito décadas a fio, mau grado os esforços denodados das elites oposicionistas, a par das injustiças sociais agravadas e do persistente atraso económico e cultural, num contexto que contribuía para a identificação entre o regime ditatorial e o próprio modelo de desenvolvimento capitalista, são em grande parte responsáveis pela euforia revolucionária que se viveu a seguir ao 25 de Abril, durante a qual Portugal tentou viver as décadas da história europeia de que se vira privado pelo regime ditatorial.

António Reis - Portugal 20 Anos de Democracia
Centro de documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra.

http://www.uc.pt/cd25a/cron_po/cron01.html

Posted by terramann at 12:33 AM | Comments (4)

março 30, 2004

Assassínio de terrorista Yassin causa fome a 600 000 em Gaza

A ONU vai cancelar a entrega de alimentos a 600 mil pessoas na Faixa de Gaza na quinta-feira desta semana devido a restrições impostas por Israel. Nas últimas três semanas, Israel proibiu que veículos da ONU e de outras agências humanitárias passassem pelo posto de Erez. Os contentores não podem regressar o que obriga a uma multa de 9 000 dólares/dia, incomportável mesmo para a ONU. Neste momento 11 mil toneladas de comida estão paradas na fronteira com a Faixa de Gaza.


Segundo Israel, a proibição acontece porque homens-bomba estarão usando os contentores para entrar em Israel. Aqui perguntámos nós porque não abrir os contentores na entrada em Israel?!! Argumenta Israel que "No momento, não podemos confiar em ninguém, principalmente após a morte do líder espiritual do Hamas, o xeque Ahmed Yassin"

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/03/040330_israelcl.shtml

Posted by terramann at 10:48 PM | Comments (0)

Efeitos secundários do Euro 2004

O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) avançou hoje que irá aproveitar o Euro 2004 para "envergonhar" o Governo com a distribuição de folhetos onde vai revelar que há um milhão de analfabetos no país e 40 mil docentes desempregados.

Posted by terramann at 07:41 PM | Comments (6)

MAI, um Ministério honrado

«(...) Gostaria muito de ver o nome de Portugal honrado por todos e não ser aproveitado desta forma para criar dúvidas nos que pensam dirigir-se ao país e que deveriam vê-lo como um país com regras que funcionam», disse Figueiredo Lopes, ministro da Administração Interna reagindo à ameaça de greve dos Investigadores e Fiscais do SEF, por falta do pagamento de 2,5 milhões de Euros de horas extras. Sobre o pagamento em atraso nem uma palavra.
O estado pode ser devedor desde que pareça que é «honrado».

P.S. Greve às horas extraordinárias.

Posted by terramann at 06:45 PM | Comments (2)

Retoma, news flash...

INE 2004-03-30 15:02
Produção industrial diminuiu 4,5% em Fevereiro

Posted by terramann at 05:57 PM | Comments (1)

500 000 contos só de horas extras

O <b>Serviço de Estrangeiros e Fronteiras</b> (SEF)( que tem a decorrer um Concurso para <b>admissão</b> de Inspectores Adjuntos ) é um serviço de segurança, dependendo do Ministério da Administração Interna, com autonomia administrativa e que se integra no quadro da política de <b>segurança interna do país.</b> São atribuições do SEF: No plano interno: <b>Vigiar e fiscalizar</b> nos postos de fronteira, incluindo a zona internacional dos portos e aeroportos, a circulação de pessoas, podendo impedir o desembarque de passageiros e tripulantes de embarcações e aeronaves, indocumentados ou em situação irregular; «(...)tem por objectivos fundamentais controlar a circulação de pessoas nas fronteiras, a <b>permanência e actividades de estrangeiros </b>em território nacional, bem como <b>estudar, promover, coordenar [?]</b>e executar as medidas e acções relacionadas com aquelas actividades e com os <b>movimentos migratórios. </b>[<b>bold</b>e demais trapalhadas de html nossos]


http://www.sef.pt/organizacao.htm

«(...)O PÚBLICO noticiou hoje que o Sindicato dos Investigadores e Fiscalizadores do SEF admitiu a possibilidade de cumprir uma semana de greve no mês de Junho, coincidindo com o Euro 2004, como forma de protesto contra o atraso no pagamento de <b>2,5 milhões de euros </b>referentes a horas extraordinárias.(...)»


http://noticias.clix.pt/Sociedade/64373.html

Como é possível numa organização com estas sensíveis atribuições haver "500 000 contos" por pagar aos funcionários que desempenham funções de investigação e fiscalização <b>só em horas extraordinárias</b>!!!, é um facto notável. Esta organização conta com apenas com quatro Directores Gerais Adjuntos. São muito poucos Directores, claro está, o que ajuda a compreender a descoordenação, a desmotivação e mesmo a falta de civilidade no atendimento e no contacto com estes serviços. E, finalmente, dá uma ideia da importância que o Estado Português dá a estas matérias.

Posted by terramann at 05:06 PM | Comments (0)

O êxtase

Na internet, como soe dizer-se, encontra-se de tudo, senão vejam esta pérola, digna de um estudo psicanalítico;

Não consigo descrever o estado de ânimo, a leveza da alma e a transcendência espiritual com a qual me encontro ao saber da morte dessa criatura grotesca. Dizem que terroristas são recebidos por vinte virgens no paraíso. Que ele seja recebido por 50 meretrizes asquerosas nas profundezas do inferno.

acerca de Ahmad Yassin, pela pena de Márcio Gama em http://oreacionario.blogspot.com/

Posted by terramann at 10:01 AM | Comments (2)

Eles andam aí

Uma amostra de terapia política:

As vezes me sinto deprimido. Então eu penso: em algum lugar existe um esquerdista preso numa cela de um regime comunista, padecendo mil torturas, por ter sido traído por seus companheiros. O prazer que eu tenho pensando no sofrimento físico e moral de um esquerdista preso em alguma cela de um país comunista é tão grande que minha depressão passa.

Em http://jorgenobre.blogspot.com/

Posted by terramann at 09:50 AM | Comments (0)

março 29, 2004

Preocupações com aprovação dos Planos de Tróia

Hoje também há golfinhos roazes e, amanhã..., não sabemos. Com a aprovação do Plano de Urbanização de Tróia os autarcas de Grândola propuseram a construção de uma marina, pondo em causa a existência destes mamíferos no Estuário do Sado

«(...)Que consequências poderiam advir da construção desta marina ? Em primeiro lugar, não se trata efectivamente de uma marina, mas sim de uma estuarina, o que não é o mesmo. O estuário de um rio é uma imensa maternidade. Há que protegê-la.

golfinho do Sado.jpg

Sabemos já da desgraça que se abateu sobre a produção de ostras. Com a deficiente gestão do rio desapareceram as ostras e cerca de três milhares de postos de trabalho.

No relatório síntese do Estudo de Impacte Ambiental da Marina e novo cais dos "ferries" do Troiaresort, afirma-se que "a singularidade desta população de golfinhos roazes residente em meio estuarino traduz um elevado valor conservacionista, com repercussões económicas decorrentes de possíveis actividades de turismo ambiental". O mesmo estudo também refere que "A população residente no estuário será directamente afectada pelos projectos em apreço, nomeadamente em relação às actuais zonas de alimentação e socialização". E, mais adiante, "De facto o presente nível de perturbação é já significativo, desde afecções dérmicas, até morte de crias e juvenis":

Os roazes são considerados os sentinelas do Estuário do Sado. Eles atestam a qualidade das águas, a abundância de alimento e a tranquilidade do local. Se a sua população já se resume apenas a 30 indivíduos que estão a ficar envelhecidos, com a agitação de mais 151 barcos da estuarina ou porto de recreio e com o afastamento do cais dos ferrys para uma zona por eles muito procurada, certamente que pode ser dado um passo em falso, contribuindo para o seu desaparecimento. Isso seria uma enorme perda para o desenvolvimento turístico da região.

Sem os roazes poderá ainda a Baía de Setúbal fazer parte das mais Belas do Mundo !?(...)»

António Gamito Vilhena, Março 2004, ler artigo em http://www.udp.pt/Textos/troia.htm
udp bandeira.jpg

Posted by terramann at 10:45 PM | Comments (4)

Publicidade enganosa

«Investimento publicitário cresce 11% em Fevereiro de 2004

O Observatório da Comunicação (Obercom), citando dados da Marktest, revelou hoje que os investimentos publicitários, a preços de tabela, cresceram 11% em Fevereiro para 205,6 milhões de euros (M€), face ao período homólogo de 2003.
[bold nosso]»

Temos muitas reservas em relação ao título do artigo que fala de um aumento de 11%. É mencionado que os valores variaram em função dos preços de tabela, mas é sabido que nenhuma empresa divulga a sua facturação de publicidade a não ser quando é obrigada como no caso da contabilidade que envia às Finanças. O que vai acontecendo é, o contrário, cada vez menos empresas mantêm os preços de tabela, (o preço mínimo) e vendem "pacotes". Uma página de publicidade que custaria a preço de tabela 4 000 Euros é agora vendida por muito muito menos até um quarto do valor de tabela.Ninguém a não ser as Finanças tem acesso a esses números, muito menos a Marktest. Concluímos, portanto, tratar-se de uma tentativa de criar a ideia de que tomando estes números como exemplo a retoma está aí à porta. Pelo desespero da medida tomada; uma notícia sem qualquer fundamento, percebemos afinal que quanto a economia estamos na mesma, ou seja mal.

http://www.diarioeconomico.com/edicion/noticia/0,2458,464780,00.html

Posted by terramann at 05:51 PM | Comments (3)

Parcerias Publico-Privado (PPP)

Negócios na saúde provocam guerra nas misericórdias

Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam as pombas,

e disse-lhes: "Está escrito, minha casa será chamada casa de oração, vós, porém, a fazeis covil de salteadores".
Mat. 21:12-13


«(...)o grupo Caixa Geral de Depósitos, associado ao grupo Pestana, terem formado uma sociedade - a Carlton Lyce - propondo uma parceria com a Misericórdia de Loures para a exploração de lares de idosos. O grupo Mello, assim como o grupo BES, também já formalizaram parcerias com várias Misericórdias com o objectivo de actuarem em áreas tipicamente sociais que antes ninguém imaginaria geradoras de lucros e que, por isso, só aquelas instituições assumiam. »
[bold nosso]

As Mesiricórdias actuavam sózinhas nestas áreas, muito bem e às vezes menos mal. A chegada das novas regras, as Parcerias Publico-Privado (PPP), começou a dar os primeiros resultados. É triste.

http://dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=148624&codEdicao=1043&codAreaNoticia=2

Posted by terramann at 12:35 PM | Comments (3)

março 28, 2004

Ventos de mudança ?

fan1.jpg


«(…) O secretário-geral do PS admite fazer acordos pós-eleitorais com outras forças políticas de esquerda "dependendo daquilo que se passar nessas mesmas eleições". (…)

Uma excelente notícia, a confirmar-se.


Uma solução para inverter este processo de neo-liberalização em crescendo protagonizado com mais ou menos agressividade pelos partidos do bloco central. O PS coligado seja com o PC ou com o BE seria uma força governativa completamente diferente. Uma experiência positiva porque o PS tem muita experiência governativa mas ficaria enriquecido ao ter de levar em conta reformas mais radicais propostas dos partidos à esquerda, nomeadamente nas questões sociais sempre postas em segundo plano face às preocupações com a saúde financeira do país. Numa palavra seriam injectados sangue novo e um discurso e propostas alternativas.

P.S.Francisco Louçã também admite a possibilidade de uma convergência à esquerda após as legislativas, mas considera que ainda é cedo para falar nisso.
Em http://www.rr.pt/noticia.asp?idnoticia=100916

Posted by terramann at 08:06 PM | Comments (3)

O lado negro

Durao Barroso.jpg


Durão Barroso foi falar para a Juventude do Partido Popular Europeu na Holanda e não perdeu a oportunidade para dizer que «Estamos em guerra», «Al-Qaeda, (...) quer restaurar a ordem mundial islâmica» e defende que se deve « trabalhar em conjunto com os Estados Unidos ao nível da segurança mundial».


Durão não explicou porque é que estamos em guerra, mentiu ao atribuir aos terroristas a vontade de dominar o mundo e, preconiza como solução a força bruta.


Os EUA  já tentaram acabar com a Al-quaeda em anos de administração Clinton, mas só entraram em guerra contra a Al-Quaeda no Afganistão quando foram atacados no seu teritório as torres chamadas de Centro de Comercio do Mundo. Entre todos os alvos é desse que nos lembramos, foi planeado assim. Foi aí que foram severa e covardemente atacados.


É bom não esquecer que só entraram na 2ª guerra mundial depois de serem atacados numa base situada a quase meio mundo do deu território continental. E que utilizaram duas bombas atómicas sobre civis. Guernica comparada é uma brincadeira.


Os EUA não têm a segurança mundial a seu cargo nem a têm como prioridade. Se assim fosse  deveriam ter intervido  em conflitos como os que varrem o Uganda há 18 anos ou no Burundi e Ruanda, só para citar exemplos de onde não existem interesses estratégicos para a única superpotência mundial.


 


Os EUA estão preocupados em reorganizar a geopolítica no médio oriente. É lá que estão as maiores reservas de gás e petróleo do mundo. As reservas de petróleo são detidas em 77,6% pelos países da OPEP e, neste grupo, uma fatia de 63,8% está no Médio Oriente - Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos, Irão, Iraque e Kuwait. Destes só o Irão, já ameaçado, ainda não esta de uma maneira ou outra controlado pelos EUA e Reino Unido. Um dado a reter prende-se com o facto de que entre 1985 e 1999, a taxa do crescimento da produção nos países da OPEP (3,5% anuais em média) foi quase 9 vezes superior à verificada nos países fora daquela organização(0,4%).


 


Quando a China invadiu o Tibete, a Indonésia invadiu Timor Leste, Marrocos e Mauritânia invadiram o Sahara Ocidental onde, um ano depois, em 1976 nasce a RASD (República Árabe Sahraoui Democrática ) reconhecida por 75 países, os EUA nada fizeram.


Quando a sorte calhou ao Kuwait já a preocupação pela segurança mundial despertou nos EUA.


 


Este é o lado negro, tal como a cor do petróleo, o lado que nos impele a tratar da nossa vidinha sem olhar a meios. Os EUA evidenciam-no muito bem ao invadir novamente o Iraque, aproveitando a confusão entre Islão e terroristas islâmicos, cultivando este lado negro da natureza humana.


O nosso primeiro ministro, apercebeu-se que as regras da ética de hoje são as mesmas da Idade Média e alinha nelas, quando pretende reduzir a complexidade das causas e a natureza dos efeitos do terrorismo( que aproveitamos para condenar veentemente), numa frase demagógica : «Al-Qaeda, que quer restaurar a ordem mundial islâmica»

Posted by terramann at 03:53 PM | Comments (5)

março 27, 2004

Eu quero um comando em Portugal

Paulo Portas.jpg


O Comando Conjunto da NATO em Oeiras sofre uma transferência de poderes para o almirante norte-americano que o vai chefiar e que irá suceder ao vice-almirante português Silva Santos responsável pelo sucesso na operação na Guiné.
Passam a existir três únicos comandos aprovados: o Quartel- General Conjunto Ocidental, em Oeiras, Portugal, o Comando Conjunto do Norte, em Brunssum, Holanda e o Comando Conjunto do Sul, em Nápoles, Itália.

Lisboa conseguiu fazer vingar a necessidade da NATO em ter um terceiro comando regional, virado para o Atlântico, no quadro da luta anti-terrorista pós-11 de Setembro de 2001 e em que o Magreb é considerada uma região potencialmente geradora desse tipo de ameaças.[segundo o Diário dos Açores http://da.online.pt/news.php?id=59435em 12/03/2004 11:03:11]
Mas visitando a página da Joint Headquarters Lisbon como é chamada pela NATO dificilmente descortinamos uma bandeira portuguesa e nem sequer existe texto traduzido para português.http://www.southlant.nato.int/index.htm

Posto isto, não percebi para que serviu o nosso alinhamento com os EUA na guerra. Somos agora um alvo mais apetecido, em caso de guerra. Eventuais inimigos quererão decapitar os principais comandos, agora temos um à porta da capital Passamos a ter um orgão da NATO que já tinhamos mas agora com uma chefia dos EUA. A sapiência destes estrategas não me deixa de espantar.

Posted by terramann at 07:20 PM | Comments (5)

março 26, 2004

A nossa justiçazinha

celestecardona3.jpg

Escusa de explicar Soutora, nós já percebemos, o problema é que ...


O Governo na forma dos seus tentáculos, depois de convidar Maria José Morgado a demitir-se, quando esta tomava em mãos a tarefa de combater a corrupção, diz-se empenhado no combate à fraude e evasão fiscal, mas é impotente e ou não tem coragem e alinha com os prevaricadores. Como se não bastasse o caso da ponte mais um mega processo vai dar em nada. Parir um rato. Senão como compreender?;

«(...)Como é possível que directores a quem foram apreendidos processos não tenham sido acusados de qualquer crime? Porque é que os 104 volumes de informação bancária, que poderiam permitir estabelecer o nexo de causalidade nos esquemas de corrupção, não foram sequer analisados? (...)»

Ler artigo na íntegra em http://jn.sapo.pt/textos/textho6.asp

Posted by terramann at 11:52 PM | Comments (2)

Os negócios do Governo

Ministro da saude.jpg


O governo pretende vender a dívida aos laboratórios, à banca.  Luís Filipe Pereira, [ex Administrador não-executivo do Banco Mello (1998 a 2000)], para quem a dívida "deve andar perto dos 700 milhões de euros",  alega que será um bom negócio porque permitirá dividir o peso da dívida por um prazo mais alargado, 10 anos. Poderá, acontecer que quem o siga na pasta tenha de arcar com os compromissos, sejam quais forem, bons ou maus, facilmente saneáveis ou onerosamente pesados, o Ministro não tem os números dos juros definidos. Mas o assunto parece estar bem encaminhado porque já está a dar ao país, conhecimento do facto.


Entretanto; «(...) as dívidas dos hospitais aos laboratórios dispararam em 2003, ascendendo, em Dezembro, aos 647 milhões, mais 87% do que o valor registado em Janeiro. Já na altura as contas mostravam um desequilíbrio: os prazos médios de pagamento dos hospitais aos fornecedores cresceram em 2003, aumentando progressivamente de 231 dias em Janeiro para 333 dias em Dezembro passado. Mas havia já unidades a liquidar as contas a 410 dias.» [como se pode ler em http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1189523&idCanal=91]


Ora, em 10-12-2003, o governo interpelado na Assembleia da República,  falava assim;


(...) - Aprovámos uma nova Lei de Gestão Hospitalar, moderna, responsável e flexível. Prometemos e cumprimos.


- Iniciámos o processo de Empresarialização de 31 grandes hospitais, por forma a lograr melhores resultados para os cidadãos. Esta decisão já está a dar frutos. (...)


[ itálico nosso, consultar em http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC15/Ministerios/MS/Comunicacao/Intervencoes/20031210_MS_Int_AR.htm]


Os 700 milhões de euros, divididos por habitante português dão aproximadamente 70 Euros, 14 contos na moeda antiga. Porque não fazer deste negócio uma operação em que se beneficiasse os cidadãos, propondo-lhes que comprassem a dívida e para tanto, dar-lhes as mesmas garantias que se darão aos bancos, que como toda a gente sabe não vão em cantigas e assim se poupava algum dinheiro aos cofres públicos?


Mais um negócio que não entendo, que para mim não faz sentido. Um exemplo de governação exemplarmente mau.


 

Posted by terramann at 03:07 PM | Comments (2)

UNICEF revela que 45% das crianças brasileiras têm anemia

UNICEF revela que 45% das crianças brasileiras têm anemia

jornaldigital

2004-03-25 18:22:04
Rio de Janeiro - Um relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), na quarta-feira, revelou que cerca de 45% das crianças brasileiras com menos de cinco anos apresentam anemia por deficiência de ferro. Estes resultados são mais alarmantes que os apresentados por países como República Dominicana, El Salvador, Honduras e Guatemala.

De acordo com o relatório, cerca de 87% das residências brasileiras usam sal iodado, consequentemente, 50 mil crianças brasileiras nascem anualmente com deficiências mentais causadas por falta de iodo. Segundo o UNICEF, um terço da humanidade não atinge o seu potencial físico e mental por causa desse tipo de problema.

O relatório «Deficiência de Vitaminas e Minerais» analisa a situação de 80 países afectados por deficiência dessas propriedades, cobrindo cerca de 80% da população mundial. O documento diz que a falta de tais substâncias prejudica o desenvolvimento de milhões de mentes em todo o planeta, o que diminui os níveis de inteligência

Copy paste de http://www.jornaldigital.com/noticias.php/2/16/0/20217/

Posted by terramann at 12:47 AM | Comments (0)

março 25, 2004

Musharraf, «traidor»

Ayman al-Zawahiri.jpg

Ayman al-Zawahir

O facto de na Al Jazeera, numa cassete, uma voz atribuida a Ayman al-Zawahir, número dois da Al-Qaeda, pretender acicatar os ânimos dos ulemas, chefes religiosos dos sunitas, corrente largamente maioritária no mundo Islâmico, contra o poder no Paquistão, na pessoa do presidente, a quem chama «traidor», pode ser uma boa notícia.

Na sequência da refrega entre o exército paquistanês e alegados membros da al-Qaeda, ex-talibãs e simpatizantes de tribos locais na fronteiriça com o Afeganistão, desde meados de Março, pode querer dizer que o cerco aos terroristas está a ter êxito e que Musharraf, o presidente, se passou definitivamente para o lado dos perseguidores.


A partir de

http://online.expresso.pt/1pagina/artigo.asp?id=24743510

Posted by terramann at 10:13 PM | Comments (1)

TODOS INOCENTES

ponte Castelo Paiva.jpg

Como diz Senhor Doutor Juíz?! Do ponto de vista penal, e no conjunto de arguidos, não há ninguém inputável ? Acha que o processo foi bem conduzido?!, que os seus antecessores na preparação do caso trabalharam bem ?! Limita-se aplicar as leis ?!, não lhes pode descobrir o espírito?! - Não foi o senhor o responsável pela queda da ponte, é claro. Mas alguém foi, ou não?!

Vamos lá a ver o filme todo. A ponte cai, morrem 59 pessoas, já havia sinais e notícias de que as coisas não estavam, em termos de segurança, a ser completamente asseguradas. Ninguém tem culpa? ...isso não existe. Não foi um acidente não evitável. Começando pelo Instituto de Navegabilidade do Douro e indo até aqueles que passam as licenças aos areeiros, temos gente que aufere remunerações em conformidade com as responsabilidades acrescidas que têm. Porque não a reciprocidade?! Porque não são responsabilizadas as pessoas que tinham a seu cargo, em articulação, precisamente os instrumento que permitiam a manutenção das condições de segurança que falharam?!

Quando um amigo Galês me perguntou se tinhamos bom aço em Portugal e eu lhe disse que não, não estava a mentir. Ele tinha sabido da queda da ponte pela televisão inglesa e queria saber o que eu pensava sobre o assunto. Agora, quando me perguntar se a justiça é boa em Portugal terei de dizer a verdade, novamente, e dizer-lhe que não. Pois como se pode explicar a alguém que num país da UE, apesar de uma ponte ter caído e terem morrido 59 pessoas, não obstante se ter procedido legalmente para o apuramento das responsabilidades, a Justiça tenha dito que não há ninguém para responsabilizar?!

São acidentes como este, decisões como esta, tomada hoje pelo tribunal e o diálogo entre cidadãos dos vários países que, também, fazem passar a imagem de um país. O meu, Senhor Doutor Juíz. O respeito, devido em particular aos familiares das vítimas, devia obrigar a uma inflexão da desresponsabilização e da falta de ética, endémica, de que Portugal padece.

Posted by terramann at 05:52 PM | Comments (4)

Não somos do mesmo rol

Geoge W. Bush.jpg

Esta fotografia é a da apresentação da biografia do presidente dos Estados Unidos da América.


Escolhemos esta fotografia porque segundo a página da Casa Branca dos E.U.A., terá sido a mais favorável para apresentar o senhor. Não brincamos com coisas sérias e não queremos ser acusados de manipular fotografias, em casos como este. Olhando para a fotografia ficamos com a impressão que se trata de uma pessoa alegre e bem disposta. Não somos especialistas em nada, muito menos em diagnosticar desequilíbrios psíquicos a partir de uma fotografia, mas a ideia ocorre-nos. Também sabemos que não existem raças nem subespécies na humanidade. Pelo que não podemos destacar a nossa, da natureza deste espécimen. Não são as posições na hierarquia do poder. O nível de vida ou a inteligência, ou sequer as castas ou etnias. O que nos distingue é que nós aqui no ESPANTO não somos da mesma laia de gente como este senhor. Nem da daqueles que se riem do seu pretenso humor vertido nas piadas sobre a procura das Armas de Destruição Massiva. Não entendemos ser minimamente defensável fazemos chacota de nós mesmos quando, conscientemente ou não, cometemos um ou mais erros grosseiros e detestáveis, com consequências nefastas para a humanidade, seja para a vida de soldados norte-americanos seja para quaisquer outras vidas. E ainda que o fizéssemos, para uma catarse saudável sob a perspectiva da necessidade de nos reconciliarmos connosco próprios, não o faríamos em público nem encenaríamos este tipo de exercícios que hão-de ser espontâneos para serem autênticos. Mas este espécimen não está desacompanhado no conjunto dos cidadãos do mundo, agora parcialmente globalizado, em termos de acesso à informação. Tem acólitos...que aplaudem as suas acções e as defendem. Em muitos casos seguem-nas mesmo. Somos todos diferentes e somos todos iguais em direitos e em deveres. As decisões tomadas em liberdade são da responsabilidade dos sujeitos.


Nada de confusões. Entre nós e esta gente há uma diferença. Não somos do mesmo rol.

Posted by terramann at 03:13 PM | Comments (2)

O cúmulo do TERROR

A notícia já corre há muito mas só agora me apercebi, uma criança de 14 anos que ainda por cima não estava na posse de todas as capacidades mentais para a idade foi enviada por um grupo terrorista palestino para se fazer explodir junto aos soldados, ou se passasse por estes, onde calhasse.
Em nome da coerência e porque aqui nesta terrinhablog somos contra TODOS OS TIPOS DE TERRORISMO consideramos isto um acto terrorista, desde logo sobre a criança, hediondo.
Que tipo de sociedade, grupo, guerrilha ou grupo terrorista usa crianças como carne para canhão? Na segunda guerra foram usados cães neste tipo de missões.
Passados 60 anos é preciso fazer uma pausa para pensar no que motiva esta ignomínia.
E condená-la, veementemente.

Posted by terramann at 10:50 AM | Comments (3)

ANSIEDADE


Estou ansioso por fazer algo


Estou ansioso por partir


Estou ansioso por ficar


Não sei decidir, decidam por mim


Aguardo ansiosamente a vossa decisão


A ansiedade está dentro de mim


Este sentimento mata-me, dá-me vida

Continuo sem saber o que fazer


Procuro fugir


Procuro esconder-me


É difícil abandonar a ansiedade


Quero matá-la


Quero adorá-la


Não sei o que fazer


Está difícil encontrar o caminho


Não sei o que fazer


Estou no fio da navalha


Por favor decidam por mim


Estou ansioso


Não sei porque me fazes isto?


Vou abandonar-te


vou deixar-te


Mas como?


Continuo sem saber


Talvez aprendendo a lidar contigo


Não sei, está difícil

Um dia, quem sabe um dia


Vou lidar contigo


E juntos viveremos lada a lado

Ricardo Pereira

Posted by terramann at 02:32 AM | Comments (5)

março 24, 2004

Portugal em Saldos

Mais uma operação FORÇA PORTUGAL

A Somincor, sociedade mineira de capitais maioritariamente portugueses e detentora da maior jazida de cobre da Europa no Alentejo e em laboração, empregando 700 pessoas, vai ser vendida à Eurozinc Canadiana, única concorrente do leilão, que vai pagar 118 milhões de euros.
O preço do cobre atingiu os valores mais altos desde há oito anos.
No primeiro semestre de 2003, a Somincor gerou receitas de 45,2 milhões de Euros.
O caderno de encargos permite despedir até 10% ao ano. Ou seja, em dez anos podem ser despedidos todos os trabalhadores, quando as reservas conhecidas em Neves Corvo vão, pelo menos, até 2030
Esta empresa só detém duas minas no mundo. Ambas estão fechadas
A Eurozinc existe há 6 anos.

Para compra de acções, que vão ser detidas pela EuroZinc convém ver este "desenho":
Latest Stock Chart EZM.V
EuroZinc.gif

A partir de um artigo de alerta da UDP emhttp://www.udp.pt/Textos/somincor.htm

Posted by terramann at 09:53 PM | Comments (0)

Soldados e civis mortos fazem subir a bolsa

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Perdemos este programa mas Donald está explicar aos incrédulos que a guerra nada tem a ver com o assunto;«(...)Segundo a “Economist”, nos doze meses que terminaram em Fevereiro, a bolsa americana registou o maior ganho em termos reais dos últimos 50 anos.(...)A bolsa volta a ser considerada como fonte de financiamento(...)»

Emhttp://www.negocios.pt/default.asp?CpContentId=240474


[ 20 de Março de 2003 ]
«Segundo a agência de notícias AP, as tropas americanas e britânicas puseram-se em marcha, na noite de hoje, invadindo o sul do Iraque. Teria começado assim a grande ofensiva anunciada pelo Pentágono, contrariando as previsões de peritos militares que acreditavam que ela só seria iniciada no fim-de-semana.(...)»
Em http://www.dw-world.de/brazil/0,3367,7127_A_812753,00.html

Posted by terramann at 04:12 PM | Comments (0)

Um calhau com 6 olhos

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Nãa...ainda não compro.
Parece-me um magma fluido lentamente solidificado com cristais formados aqui e além, de forma, e isso é estranho, arredondada, também pela erosão.
Se os nódulos fossem fosséis teria de haver mais e de mais variados tamanhos porque a alegada sedimentação tem uma espessura muito fina quando comparada. Não poderiam depositar-se só aqueles 6 ou 7 em tantas épocas diferentes de sedimentação, porque a haver só aqueles fósseis num tão largo período em que se formaram várias camadas, como se concentrariam assim tantos em 8 X 8 cms ?!
But this is mars, who knows??

Posted by terramann at 01:10 AM | Comments (1)

março 23, 2004

Chavez, Bush e Democracia

A Câmara Constitucional da Suprema Corte de Justiça da Venezuela decidiu anular uma sentença de um tribunal de alta instância como o da Câmara Eleitoral da Suprema Corte de Justiça.
Aquele tribunal tinha decidido pela validação de 800 000 assinaturas num universo de 3 400 000 que prefazeriam as suficientes para um referendo.
Nestas alturas tenho dúvidas acerca da legitimidade da magnitude do poder judicial.
Um número reduzido de pessoas pode decidir a favor ou contra a vontade de centenas de milhar.
O objecto de investigação é a autenticidade e o correcto procedimento no abaixo-assinado.
É muito difícil entender como pequeno grupo de pessoas numa democracia pode ter tanto poder.
Nas eleições que Bush ganhou foi determinante o parecer legal de uma pessoa próxima daquele péssimo Presidente. Uma pessoa pôde assim, impedindo a continuação da recontagem de votos, ditar a vitória, no país mais poderoso do mundo, a quem ele entendeu. Uma só pessoa decidiu com consequências para muitos milhões. Numa democracia isto não devia acontecer.
Com o número de abstenções em todos os processos eleitorais a aumentar talvez já não estejamos em democracias, mas em partidocracias com departamentos jurídicos tão decisivos para os resultados quanto as ideologias ou programas eleitorais.

Posted by terramann at 11:47 PM | Comments (2)

Capitalismo, o melhor adaptado à sobrevivência?

A Delphi, (conponentes para automóveis) quer encerrar até ao fim do ano a fábrica do Linhó onde trabalham cerca de mil pessoas.
A multinacional norte-americana tem "desviado" novas encomendas do Linhó para unidades na Polónia e República Checa.
Emhttp://jn.sapo.pt/textos/textho4.asp

DELPHI-Z0Decay.jpg

Na Alemanha a Siemens pretende seguir a estratégia de deslocalização para leste. No anúncio da perda de postos de trabalho perdidos agora, juntam-se os muitos milhares dos últimos anos.


Uma das duas vertentes das multinacionais é o crescimento, que é valorizado como objectivo tão importante quanto o lucro. Estas empresas visam a sobrevivência e a manutenção das suas posições relativas nos rankings de modo a não decepcionarem os accionistas.

Os capitais gerados pelas empresas são fruto em, pelo menos, grande parte pelos empregados menos diferenciados. Mas com esta lógica de manter a saúde financeira das empresas, estes, são relegados para o domínio dos recursos humanos.

E é neste sentido que o valor do lucro e do crescimento se sobrepõem ao valor do bem estar da pessoa empregada.
No caso da Delphi, « "foram admitidos 100 trabalhadores" já este ano para responder a um aumento "inesperado" da actividade.» e serão despedidos, tudo indica, no final do ano.

Quando os países que agora se tornam atractivos como a Polónia ou a Rep. Checa em que os salários mínimos são de 201 Euros e 199 Euros, respectivamente, o deixarem de ser, serão, de novo, trocados por destinos mais compensadores. Durante estes processos, as oportunidades de emprego aparecem e desaparecem.

Pessoa e capitalismo, confinamento.jpg


As entidades empregadoras limitarem-se a alugar a mão de obra beneficiando das legislações laborais que se vão transformando em função das necessidades da economia. As pessoas empregadas, que disto se apercebem, têm cada vez menos motivação nos seus empregos e esse é um factor de produtividade que é descurado.

Os despedimentos causam um profundo sofrimento e são fortes factores de exclusão social.
À medida que menos e menos países estejam dispostos a aceitar esta modalidade de crescimento económico cuja figura central não é a humanidade mas a criação de riqueza, outras estratégias terão de ser encontradas para o desenvolvimento das sociedades.Talvez nessa altura a pessoa, tenha adquirido o estatuto de protagonista da actividade humana.

Infelizmente, não parece que isso chegará alguma vez a acontecer.

Posted by terramann at 01:02 PM | Comments (2)

Pronto, estamos ...consolidados

Nem tudo são recriminações, até há elogios, mas o que aqui retenho é a confirmação(?) do que todos, menos o Governo e apaniguados simpatizantes, parecemos entender acerca da consolidação das contas públicas e as opções tomadas para lá chegar.

«(...)Para este ano o FMI prevê um agravamento no défice orçamental de 2,8% para 4,1%.(...)»

Artigo em http://www.negocios.pt/default.asp?CpContentId=240448

Posted by terramann at 01:24 AM | Comments (1)

março 22, 2004

33 dias para o 25 de Abril

25 de Abril, sempre.jpg

«As classes sociais, que constituem o suporte do fascismo, continuam intactas, através do poder económico, dos bancos, dos corruptos desse baronato que são os agentes do imperialismo estrangeiro.»

Mário Soares no 1º de Maio de 1974.

In "Mil Dias, Editora" de Sérgio Guimarães.Diário de uma revolução, 1º Vol. sob direcção de Orlando Neves, com a colaboração de Carlos Pinto dos Santos, Carlos Osório, Eduardo Maia cadete, José Carlos Vieira, Maria Carrilho, Mario Fabre e fotografia de Hernando Domingues.

Posted by terramann at 10:03 PM | Comments (2)

HELENA MATOS É DA DEMOCRACIA E A DEMOCRACIA LIBERTÁ-LA-Á

Helena Matos quis brincar com coisas sérias usando os estilos de Sto. Agostinho e ou de Santa Teresa, mas a minha estatura só me permite brincar com o que vem nos catecismos. E ainda me lembro que mentir é feio mas omitir também não é nada bom;


                           Carta de Um Cidadão da Europa não Vendida


É verdade que o mundo muçulmano não se tem desenvolvido e é verdade que as fronteiras dos países árabes foram desenhadas pelas antigas potências coloniais com o desmembramento do Império Otomano depois da Primeira Guerra Mundial.


Depois disso, as tardias independências do Líbano (1941) e da Argélia (1962) por exemplo dizem mais acerca das razões da falta de desenvolvimento quanto a exemplos de democracia dados pelos países Ocidentais, lembrarmos que em 1926, a Irak Petroleum Company foi repartida entre Inglaterra, que detinha 52,5% das acções; França, com 21,25% e EUA, com 21,25%; restando ao Iraque somente 5%.


Só em 1960, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo ganhou forma para que se se dividissem os lucros em 50% para países exploradores e 50% para os membros das oligarquias mais bem posicionadas dos países explorados.


Enquanto as democracias se iam alimentando e crescendo, à custa de matérias-primas residualmente existentes nos seus países, mas guardadas para reservas, para quando esgotar o filão de terceiros, ninguém se importou que as máfias que governavam os países produtores, se mantivessem à frente desses países e certamente agradou às democracias que vivem de petróleo, que as coisas não mudassem muito, em nome da estabilidade das tais democracias.


Assim, nas nossas escolas ensinaremos que não são desenvolvidos os países árabes também porque o Ocidente não ajudou muito.


Jamais referiremos que a separação da religião do Estado foi determinante no progresso do Ocidente. Onde nunca aconteceram, por essa razão, ingerências em países terceiros mesmo quando se queriam democratizar, como no Chile. Ou ainda horrores como os de Guernica, Dresden, Hiroshima, Nagasaki (as democracias libertadas da religião não usam aviões comerciais contra civis) ou Vietname com napalm.


O que valem os nossos serviços de saúde e as multinacionais que os manobram, a nossa educação patrioteira e chauvinista, os nossos museus com peças das vossas culturas, o nosso Estado de direito conseguido com inúmeras guerras entre estados e guerras civis, os nossos partidos políticos corruptos. Enfim, todo um sistema possível e fruto em boa medida de uma exploração sistemática e contínua dos países de todo o mundo, desde a América Latina à África e, como é o caso, do vosso petróleo? Que aconteceria às nossas democracias sem o vosso petróleo do Iraque, da Arábia Saudita dos Emirados Árabes ou do Irão?!


Iríamos negociar com Rússia, com a China, com a Indonésia?!


E claro, Senhores, sabemos bem que a Vossa alma não pode tolerar que chamemos irmãos aos judeus. Descansai, senhores que, de agora em diante, jamais tal acontecerá. E mesmo quando, como aconteceu nesta semana, os soldados de Israel detiverem um menino palestiniano de dez anos com o corpo enlaçado por um cinto de explosivos, nós, Senhores, apenas faremos chegar aos palestinianos as mesmas armas de que os Israelitas dispõem para que nos passe a náusea, contra a qual as nossas democracias decidiram embargar a vida de 500.000 para os converter à democracia.


E claro, Senhores, sairemos do Iraque. Do Afeganistão. Como saímos da Índia, da Coreia e do Vietname


Onde estávamos nós as democracias nos anos de massacre de 200.000 timorenses?!.


Hoje mesmo, exigiremos que o Nobel da Paz seja retirado a Kissinger que do avião a fugir da Indonésia ia dizendo que podiam invadir Timor mas que esperassem dois dias para que não se pensasse que estavam envolvidos. Para que haja paz.

Posted by terramann at 06:40 PM | Comments (1)

Senhores da Guerra

Do ar os Israelitas mataram uma criatura que dava pelo nome de Sheikh Ahmed. Mas não morreu só ele, também morreram outras pessoas que iam com ele e muitas ficaram feridas.
Esta guerra de olho por olho dente por dente era suposto ser uma coisa dos tempos bíblicos mas não é, é de hoje, fresquinha.
Nunca falei do conflito, não conheço o suficiente para estar à vontade mas uma coisa é certa, não vão morrer menos israelitas em proporção com palestinianos com esta execução. Toda a gente sabe que continuarão os ataques terroristas em Israel. Sharon também sabe. E a quem interessam os atentados, para além de servir a causa dos irredutíveis terroristas do Hamas? A Sharom, que assim pode argumentar com os atentados, a necessidade do muro e da política de terror contra o terror, que ele reiniciou, conscientemente, com a visita às esplanadas da Mesquita.
Portanto, ele, Sharom, reiniciou, ao provocar deliberadamente o incidente, o regresso da guerra entre os dois povos. A sua chegada ao poder não foi coincidente com uma melhoria nas negociações nem da segurança dos seus.
Mas é este raciocínio de espiral de terror que Hamas e Sharom preferem. Sharom é primeiro ministro de Israel, Ahmed era primeiro ministro do bairro dele. Excepto no tamanho dos domínios, os senhores da guerra são iguais em qualidade, em qualquer parte do mundo.

Posted by terramann at 10:49 AM | Comments (3)

É TUDO MENTIRA

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As crianças do conflito Israel-Palestina vivem aterrorizadas nos territórios ocupados?, isso é um exagero...

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2 em cada 100 portugueses passam fome?!, em Portugal?! ...esses estudos são sempre muito relativos, pode lá ser...

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18 anos de massacre e de esquecimento pelas Naçõe Unidas e dos Libertadores Bushquímanos, não há petróleo lá?!...
(09/02/2004) Tragédia das crianças-soldado causa um novo massacre em Uganda
«(...)...subsecretário geral da ONU para Assuntos Humanitários, Jan Egeland, que definiu a situação ugandense como «a pior crise humanitária do mundo».

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Tudo manobras para desestabilizar, não acredito em nada disto.

Posted by terramann at 12:53 AM | Comments (4)

março 21, 2004

ECCE RETOMA

Em 2000 eram necessários 214 Euros para satisfazer as necessidades básicas por cidadão.


Ano                         SMNacional               Inflação           aumento SMN


2001                        67.000$                       4.4%       <      5.0 %        


2002                        348.01 E                     3.6%        <      4.1 %


2003                        352.2   E                     3.3%         >     2.5 %


2004                        365.6   E                         -             ?    2.5 %


 


«Feitas as contas: há mais de um milhão de portugueses reformados que contam com pensões que não cobrem o que se estimava que fosse o valor necessário para satisfação de necessidades básicas em 2000. E sabe-se que o universo dos idosos e das baixas pensões é campo largo para o alastramento da pobreza e das carências alimentares.»


http://jornal.publico.pt/2004/03/21/Destaque/X01CX01.html


Diminuiram o poder de compra a quem está activo, e que muitas vezes ajudam os idosos reformados que estão como se vê.


Entretanto vamos vendo nos jornais coisas do estilo:


Jerónimo Martins prevê voltar a crescer em 2004 >>


Vendas do Pingo Doce crescem 2,1% em 2003


Lucro da Novabase cai 93,9% em 2003


Resultados Consolidados do Grupo Portucel Soporcel para o ano 2003


Joe Berardo reforça para 5,68% na Teixeira Duarte



Nós é que não percebemos nada de economia porque senão já tinhamos visto a retoma, só é preciso olhar muito bem.


 


 

Posted by terramann at 09:50 PM | Comments (0)

A escolaridade e o bem-estar

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A alta escolaridade das populações não é necessariamente indicativo de grande desenvolvimento e nível de vida. Não chega.

Nos anos 90, as populações com menos de 25 anos tinham em média 9,5 anos de escolaridade nos países muito desenvolvidos, 8,4 no Leste e no Centro da Europa e 7,6 no Leste da Ásia. Ostensiva era a enorme vantagem dos países, como a Coreia (onde se trabalha 47 horas semanais), que tinham investido na educação fundamental acessível a todos e de boa qualidade a tal ponto que a nível universitário só os E.U.A e a Holanda estão melhor colocados.
Países como a Hungria ou a República Checa estão muitíssimo melhor que Portugal em matéria de escolaridade, o primeira no ensino superior e a segunda no ensino secundário.

O nível de escolaridade não determina por si só o bem-estar dos cidadãos
Na Coreia trabalha-se demasiadas horas para ter tempo para seja o que for.
Na Hungria ou República Checa, apesar da altíssima escolaridade, a inércia político-social herdada dos regimes soviéticos não lhes permitiu ainda aproximar-se do nível de vida da EU, para o que se preparam agora.
No caso particular da Hungria o Investimento estrangeiro directo é massivo, e isso ajuda a economia a crescer muito depressa.
Uma sondagem feita na Hungria, acerca da adesão, mostra que 87 por cento das pessoas acham que os preços vão aumentar, 63 por cento esperam que a economia melhore, 61 por cento acham que os países grandes vão dominar e 40 por cento consideram que o desemprego vai diminuir.
A Hungria perfila-se assim como a excepção à regra.

Mas não há bela sem senão e o salário mínimo em Janeiro de 2003 era de 212 Euros na Hungria.

Posted by terramann at 04:18 PM | Comments (0)

março 20, 2004

Durão Balão

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Este homem anunciou 40 milhões de euros para reduzir os fogos florestais em Portugal e disse que beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) poderão ser mobilizados para a prevenção dos incêndios e que estas medidas visam concretizar a "tão ansiada e tantas vezes prometida reforma das florestas" em Portugal.

Para lá de uma vaga referência a acções de engenharia, vigilância de matas e programas de voluntariado, não foram mencionadas, especificamente, coisas como:
Planos Regionais de Ordenamento Florestal, travagem das monoculturas intensivas (eucalipto/pinheiro), a promoção da floresta com múltiplos usos e a valorização dos seus produtos, o ordenamento florestal, com um limite para a extensão da área florestada, a actualização do cadastro florestal, investimento na prevenção através de uma limpeza tecnicamente adequada, a abertura e manutenção de aceiros, envolver populações e associações de produtores, investimento nos estudos relacionados com as técnicas de combate e prevenção de incêndios, clarificação e punição dos interesses obscuros que manobram as mãos dos incendiários ou a promoção da educação e da sensibilização das populações para comportamentos que gerem menos riscos de incêndios. Rubricas há muito enunciadas pelos Verdes e que qualquer pessoa que se debruçe de facto sobre o dossier diria. Mas para tais medidas era necessário uma reforma de facto e não um processo de intenções, baseada no agitar de uma verba já prevista no Orçamento, insuficiente para uma reestruturação como a que se diz querer empreender.

A mobilização de detentores do Rendimento Social de Integração para a prevenção de fogos florestais vai ser protocolada entre os ministérios da Segurança Social e da Agricultura. Os benefeciários são compulsivamente transformados em atalaias.

Para se ter uma ideia da grandeza dos fins que se pretende atingir atente-se no facto de ter sido referido que: também a cooperação interministerial no âmbito da política de florestas se vai traduzir em protocolos entre os ministérios da Agricultura e da Administração e Interna para aclarar a passagem de informação sobre os fogos nascentes e para reduzir o tempo entre a detecção e o combate das chamas.Um arrazoado, uma redundância. Uma figura de estilo.
Na Alemanha chamam-se a estes personagens; balões, ocupam muito espaço mas não têm nada lá dentro.

http://www.lusa.pt/journal.asp?service_id=Jornal%20LUSA%20Nacional

Posted by terramann at 10:18 PM | Comments (8)

Time of truth

Euronews says, 20/03 14:56 CET

Centenas de milhar de pessoas desceram às ruas um pouco por toda a Europa manifestando-se contra a guerra, um ano depois do início do conflito no Iraque. Uma iniciativa lançada aquando do ultimo Forum Social Mundial.

Ainda com os atentados de 11 de Março frescos na memória, em Madrid, a capital espanhola, a concentração começou às 17 horas e promete prolongar-se noite fora. Noutras cidades, os espanhóis começaram a sair às ruas logo pela manhã, mas tanto no país vizinho como um pouco por todo o lado, as manifestações contam com substancialmente menos pessoas de que há um ano quando os Estados Unidos iniciaram as hostilidades no Iraque.

Em Londres a concentração teve lugar em Hyde Park, seguindo depois para Trafalgar Square. "O fim das mentiras de guerra" e as acusações de terrorismo contra Bush e Blair, são as palavras de ordem da manifestação organizada pela Stop the War Coalition, a Campanha pelo Desarmamento Nuclear e pela Associação Mulçumana Britânica.

Cerca de 25 mil pessoas segundo a polícia, 100 para os organizadores participaram na marcha.

Em Paris, os organizadores contaram 10 mil pessoas , a policia um quarto desse valor.

Em Lisboa, a PSP informou que eram cinco mil os manifestantes. Foram especialmente notadas as ausências de António Guterres e Mario Soares.

Em Roma, esperam-se 150 a 200 mil pessoas ao longo deste sábado, a marcha éorganizada pelos partidos de esquerda sindicatos e pelas ONG.

Em Bruxelas, 3500 pessoas pediram a "paz no médio oriente" e a "retirada das tropas no Iraque".

Em Atenas, os organizadores falam de 15 mil pessoas a polícia avança 6 mil, numa manifestação onde, além da condenação da apelidada "guerra dos imperialistas", se diz também não ao apoio da NATO na segurança aos Jogos Olímpicos do próximo

Posted by terramann at 07:36 PM | Comments (1)

Um mundo melhor é possivel

Eu acredito que é possível um mundo melhor.
Não é possível que esse mundo venha a existir sem a nossa vontade expressa e sem a nossa participação.
Eu vou à manifestação.

Posted by terramann at 02:28 PM | Comments (3)

Sem título

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Posted by terramann at 12:35 PM | Comments (0)

março 19, 2004

Bombardier nas lonas

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«(...)Tellier said he was not naive about the political challenges to closing plants, and personally met with senior government ministers in several affected countries to smooth the way, as well as with labor leaders.
The division, with revenues of C$9.4 billion in fiscal 2003, is the world's biggest maker of train equipment, with some 36,000 employees. The unit's North American operations, including plants in Quebec and in Kingston and Thunder Bay, Ontario, are considered to be efficient and will not face further cuts.(...)»

http://biz.yahoo.com/ap/040316/na_fin_com_canada_bombardier_2.html


Posted by terramann at 11:18 PM | Comments (0)

Governo angolano diz estar disponível para auditoria às contas do Estado

angola e diamantes.jpg
Angola, não muçulmanos.
Ainda...


«Luanda - O ministro-adjunto do primeiro-ministro de Angola, Aguinaldo Jaime, disse, em entrevista ao jornal sul-africano «Business Report», que o Governo angolano está disponível para submeter as contas do Estado a uma auditoria independente. (...)»

«(...)Segundo Aguinaldo Jaime, que esteve recentemente de visita à África do Sul, a auditoria será conduzida pela Internacional Finance Corporation, uma instituição privada associada ao Banco Mundial (BM). Após um levantamento das contas, a IFC apresentará as suas recomendações, revelou a mesma fonte.(... )
Em http://www.jornaldigital.com/noticias.php/3/21/0/20042/

(...)The Mozambican bank scandal has been the subject of other articles (Hanlon 2001, 2002a) and only a few points will be repeated here. In the early 1990s banking was liberalised; the first new private bank, Banco Internacional de Moçambique (BIM, Mozambique International Bank), owned 50% by Banco Comercial Português (BCP) and 25% by the World Bank's International Finance Corporation (IFC), opened in 1994. There was growing discussion about the privatisation of Mozambique's two state-owned banks, Banco Popular de Desenvolvimento (BPD, People's Development Bank) and Banco Comercial de Moçambique (BCM, Commercial Bank of Mozambique).(...)
Pode ler-se no ponto 3.3 :http://www.mol.co.mz/analise/corrupcao/jhsheffieldc.html

Posted by terramann at 09:42 PM | Comments (1)

ARTE ISLÂMICA DO MÉDIO ORIENTE

Aquamanil.gif

Datado de 1206, 35 cm de altura,
Autor, Ali ibn Muhhamad ibn Abu'l-Qasim an-naqqash


Este aquamanil, (recipiente destinado a levar 'água às mãos' e a sua utilização estava reservada à mesa em ocasiões de cerimónia, em Portugal são conhecidos dois), com a forma de uma vaca com a sua vitela, sendo atacada por um leão, é o exemplo conhecido mais antigo de um vaso persa com forma animal. A superfície desta esplêndida composição foi em tempos ricamente decorada com embutidos de prata.
A criação de um projeto tão complexo foi um enorme feito do artesão que, na inscrição persa, enfatizou que tinha moldado este grupo como um único corpo. A decoração neste aquamanil demonstra que o objeto é do período Khorosan.
Emhttp://www.hermitagemuseum.org/html_En/03/hm3_5_5c.html

(...)“Khorosan seria a região mencionada na Bíblia como ‘Terra do Norte’ e os comentários dos autores mencionados identificam a área para a qual os judeus exilados foram como sendo Khorosan, que corresponderia ao que é hoje parte do Irã e do Afeganistão”(...)
Em http://www.morasha.com.br/conteudo/ed35/presenca2.htm

«(...)Ao contrário do que diz o mito, a civilização islâmica não veio do deserto e era impensável que tal tivesse sucedido, diz o arqueólogo Cláudio Torres, o fundador do primeiro museu islâmico de Portugal. A civilização islâmica é a soma, a continuidade das velhas e milenares civilizações que convergem lentamente ao longo dos séculos para o apogeu civilizacional dos séculos X-XI. Surgiu fundamentalmente nas grandes cidades do Próximo Oriente, em Alexandria, no Cairo, em Antioquia. É uma civilização profundamente urbana, que nasce dentro das comunidades mercadoras do Mediterrâneo. E que entra em decadência por circunstâncias ainda não claramente esclarecidas.»(...)

«(...)Devemos à civilização islâmica a preservação dos escritos clássicos e a sua transmissão posterior ao Ocidente renascentista[ Na queda de Constantinopla, a da Capital Império Romano do Oriente em 1453, não se destruiram aqueles aqueles escritos nem se proibiram as práticas cristãs.] Mas não só. Conhecem-se ainda mal as possíveis fontes de origem islâmica de Francisco Maurolico, Pedro Nunes, Nicolau Copérnico e de outros homens da ciência europeia. Mas as contribuições da ciência árabe no campo das matemáticas, das ciências náuticas e da astronomia deixaram marcas indeléveis. Basta pronunciar a palavra "álgebra", por exemplo.(...)»

«(...)O actual puzzle do Médio Oriente começou a ser delineado depois da Primeira Guerra Mundial, com o desmembramento do Império Otomano. O resultado mostrou que não é fácil, mesmo para as principais potências do planeta, fazer e desfazer países.(...)»

«Precisamos que todas as forças intelectuais e todas as forças políticas lutem connosco [os árabes] contra o esquema imperialista que pretende reformular as nossas vidas sem o nosso consentimento. Porque tem a resistência de ficar entregue apenas ao extremismo e a bombistas suicidas desesperados?»

Os quatro últimos trechos aqui mencionados são de um artigo de 14 de Novembro de 2003, no webblog História e Ciência em http://historiaeciencia.weblog.com.pt/mais precisamente emhttp://historiaeciencia.weblog.com.pt/arquivo/033586.html

A quem aproveito para agradecer.

Posted by terramann at 05:41 PM | Comments (3)

março 18, 2004

Sábado, dia 20, à Praça.

manif paz.jpg

Entretanto no Porto é na Praça da Batalha a manif ás 15H15m.

Vamos lá pessoal, é preciso dizer, bem alto, que esta política de combate ao terror com terror não leva a nada que não seja o medo e o ódio.

QUEREMOS PAZ.

Posted by terramann at 11:40 PM | Comments (3)

A história proibida da aliança entre Washington e Osama Bin Laden

Este é um post fácil a que não resisti e tem de ser num só corpo porque o template está "constipado".
Talvez seja bom lembrar estas coisas aos mais distraídos;

Datado de 16 de setembro de 2001
"Procura-se inimigo para um orçamento de 344 bilhões de dólares". Há alguns dias, ao comentar as despesas militares inéditas propostas pela Casa Branca ao Congresso dos Estados Unidos -- inclusive para o programa de militarização do espaço --, a revista norte-americana Z-Net usou a frase acima para comentar a desproporção entre os gastos e a ausência de ameaças que os justificassem. A julgar pelas notícias dos dois últimos dias, o governo dos EUA já encontrou o inimigo. O escolhido é o milionário saudita Osama bin Laden, refugiado há anos no Afeganistão dirigido pelos talibãs. Jamais será possível combatê-lo, ou evitar novas carnificinas como a de terça-feira, com o novo programa "Guerra nas Estrelas" -- mas isso não importa. Humilhado pelos ataques, Washington precisa mostrar ao mundo -- e em especial aos mercados financeiros -- que não perdeu capacidade de iniciativa, nem disposição para levar adiante seus projetos. A mídia oficial evitará que transpareça o desencontro entre os riscos reais representados pelo terror e o que será feito a pretexto de combatê-lo. Sintomaticamente, os jornais já começaram a esquecer uma história cuja importância para a própria segurança norte-americana é crucial, a ser verdadeira a hipótese de culpa de Bin Laden. Trata-se da aliança que Washington manteve ao longo de anos com seu atual "inimigo número 1", e que foi indispensável para dar-lhe tanto a capacidade de articulação de desfruta hoje quanto a aura de suposto "vingador" de mundo árabe.


No abrigo anti-mísseis construído com dinheiro americano

Os fatos, quase proibidos na imprensa alinhada ao sistema, estão disponíveis em algumas publicações alternativas norte-americanas, entre as quais destacam-se, além de Z-Net, a revista The Nation. Para esta escreve Robert Fisk, um repórter veterano e especializado em questões de Oriente Médio. Seu texto pode ser lido no portal www.portoalegre2002.net, na nova seção O Império procura um inimigo . Fisk fala com a autoridade de quem se encontrou várias vezes, na condição de jornalista, com Bin Laden. A última delas, conta, foi em 1997, nas montanhas do Afeganistão. Avistou o saudita na pose e nos trajes em que aparece costumeiramente na imprensa ocidental. Roupas afegãs tradicionais, refestelado em sua caverna, ar tranqüilo. Bin Laden aparentou um conhecimento muito superficial sobre a situação do mundo. Atirou-se sobre o jornal que Fisk tinha consigo. Deu a entender que a leitura lhe trazia muitas novidades, mas abandonou a atividade depois de meia hora. Preferiu falar sobre sua crença na proteção que lhe seria assegurada por Alá. Relatou os muitos episódios em que, ao enfrentar os ocupantes soviéticos do Afeganistão, salvou-se porque os foguetes que foram atirados sobre seus esconderijos deixaram de explodir. Afirmou não temer a morte, porque "como muçulmano, acredito que, quando morremos em combate, vamos para o Paraíso". Mas não deixou, nem por um instante, o abrigo em que se encontrava. Fisk registra: era "uma relíquia dos dias em que combateu os soviéticos: um nicho de oito metros de altura escavado na rocha, à prova até mesmo de ataques de mísseis".

Em nome da vitória sobre os soviéticos,
acordo com os extremistas

Num outro texto -- um artigo analítico assinado por Dilip Hiro, intitulado "O custo da ‘vitória’ afegã" e também disponível (em inglês) no portal -- The Nation revive as circunstâncias da aliança que acabaria envolvendo Washington e Bin Laden. O cenário é o Afeganistão; a época, a última fase da Guerra Fria. Em 1979, um golpe militar havia levado ao poder grupos ligados à União Soviética (URSS). Anticomunista fervoroso, Zbigniew Brzezinsky, assessor de Segurança Nacional do então presidente Jimmy Carter, vislumbra uma oportunidade de passar da defesa ao ataque. Não quer apenas reinstalar em Kabul um governo aliado ao Ocidente. Pretende disseminar, entre as populações muçulmanas da URSS, um tipo de pensamento religioso capaz de incitá-las ao máximo contra o governo de Moscou. The Nation frisa: havia alternativas, mesmo para os que, como o assessor de Segurança Nacional, estavam empenhados em promover a Guerra Fria. Exitiam no Afeganistão "diversos grupos seculares e nacionalistas opostos aos soviéticos". Ao invés de apoiá-los, no entanto, a Casa Branca parte para o que julga ser uma cartada genial. Impulsiona as organizações afegãs mais fundamentalistas, reunidas, desde 1983, na Aliança Islâmica do Mujahedin Afegão (IAAM, em inglês).

Estimular o fundamentalismo e a Jihad,
em favor dos interesses dos EUA

Washington não se contenta em apoiar diplomaticamente a IAAM. Costura uma aliança capaz de oferecer-lhe condições financeiras, militares e ideológicas suficientes para derrotar os soviéticos. Além dos EUA, participarão da iniciativa o Paquistão, governado pelo general golpista Mohammad Zia ul-Haq, e a Arábia Saudita, controlada por décadas por uma família real nababesca e corrupta. O extremismo religioso é o cimento utilizado pelos norte-americanos para consolidar seus interesses estratégicos. Milhares de afegãos e paquistaneses são atraídos para campos de treinamento de guerrilheiros anti-soviéticos. Eles são dirigidos pelo ISI, serviço secreto do Paquistão. Os instrutores valorizam ao máximo a guerra santa (Jihad) contra Moscou. A Casa Branca quer matar dois coelhos com uma só paulada. A suposta defesa do islamismo contra os ateus soviéticos serve para consolidar, no Paquistão, o poder de Zia ul-Haq, fiel aliado do Ocidente. O terceiro elo da coalizão é a Arábia Saudita, onde outro governo pró-americano, embora muito rico, necessita de reforço ideológico. Ao longo de alguns anos, os príncipes sauditas serão convidados a "doar" 20 bilhões de dólares para a cruzada da IAAM. Através da CIA, os Estados Unidos comparecerão com mais US$ 20 bi. Os rios de dinheiro verde servirão para recurtar e formar guerrilheiros fanatizados e armá-los até os dentes. Fazem parte de seu arsenal mísseis anti-helicópteros que serão decisivos para enfrentar e vencer tanto o governo pró-URSS quanto as próprias tropas soviéticas, que, em favor de seu aliado, ocuparam o país em 1979.

Um milionário saudita
adere a estranhos "lutadores da liberdade"

É esse clima de extremismo e intolerância suscitado por Washington que atrairá o saudita Osama bin Laden ao Afeganistão. No início dos anos 80, quando chegou ao país, ele era apenas o jovem herdeiro milionário de uma família de empresários do ramo da construção. Estava fascinado pela jihad patrocinada pelos EUA. Foi o primeiro saudita a aderir a ela, e levou consigo, ao longo do tempo, pelo menos 4 mil compatriotas. Tornou-se líder dos "voluntários" no Afeganistão. Aproximou-se dos dirigentes do IAAM, que, graças ao apoio recebido da Casa Branca, constituiriam anos depois o governo Taliban. Construiu abrigos reforçados para depósito de armas, participou de ações guerrilheiras. Jamais lhe faltou apoio moral do Ocidente. O repórter Robert Fisk relata: "Estava no Afeganistão em 1980, quando Laden chegou. Ainda tenho minhas notas de reportagem daqueles dias. Elas recordam que os guerilheiros mujahedin queimavam escolas e cortavam as gargantas das professoras, porque o governo tinha decidido formar classes mistas, com meninos e meninas. O Times de Londres os chamava de ‘lutadores da liberdade’. Mais tarde, quando os mujahedins derrubaram (com um míssil inglês Blowpipe) um avião civil afegão com tripulação e 49 passageiros, o mesmo jornal os chamou de ‘rebeldes’. Estranhamente, a palavra ‘terroristas’ nunca foi usada para qualificá-los"

A partir de 1989, com o colapso do governo pró-soviético no Afeganistão e da própria União Soviética, os "voluntários" começaram a voltar a seus países. Ao retornarem ao mundo árabe, explica Dilip Hiro, formaram um grupo à parte, que se tornou conhecido como os "afegãos". Tinham marcas muito características. A intolerância e o desprezo pela vida humana eram os mesmos cultivados sob comando e por determinação consciente dos Estados Unidos. Haviam adquirido, nos anos da luta anti-soviética, alta capacitação em práticas terroristas. Eram, contudo, menos inexperientes do ponto de vista político. Passaram a observar que países como a Arábia Saudita e o Egito eram governados por elites tão submissas aos Estados Unidos quanto era subordinado aos soviéticos o governo afegão contra o qual lutaram.

A cobra volta-se contra o ninho em que se criou

A guerra do Golfo os voltou de vez contra Washington. Encerrada a campanha contra o Iraque, em 1991, a Casa Branca descumpriu a promessa de retirar da Arábia Saudita -- país onde estão as cidades sagradas de Meca e Medina -- as bases militares e os milhares de soldados mobilizados contra Saddan Hussein. Bin Laden e seus liderados lembraram que isso contraria a Sharia , lei islâmica. Em 1993, o rei Fahd, talvez o mais fiel aliado dos EUA no mundo árabe, ainda cortejou o milionário, chegando a ponto de nomeá-lo para um Conselho Consultivo real. Em 94, depois de novos desentendimentos, Bin Laden foi expulso da Arábia Saudita. Em 96, declarou uma jihad contra a presença norte-americana no país. Afirmou então que "expulsar do ocupante americano é o mais importante dever dos muçulmanos, depois do dever da crença em Deus". Dois anos depois, uma declaração conjunta assinada por uma frente de organizações fundamentalistas formada por Bin Laden exortava: "A determinação de matar os americanos e seus aliados -- civis e militares -- é um dever individual para todo muçulmano que possa fazê-lo em qualquer país onde isso for possível, com objetivo de libertar de suas garras a Mesquita de Al-Aqsa [em Jerusalém] e a Mesquita Sagrada [Meca]. Isso está em consonância com as palavras de Deus todo poderoso".

Uma relação de amor e ódio com o terror

Em seu relato para The Nation, Robert Fisk lembra que Bin Laden não é o primeiro aliado com quem a Casa Branca se relaciona intimamente durante certo tempo, para mais tarde, quando já não necessita de seus serviços, acusá-lo -- com ou sem motivos -- de terrorista. Ele cita os casos de Saddan Hussein, visto como herói[não foi bem assim] quando atacou com armas químicas o Irã; ou de Iasser Arafat, considerado "super-terrorista" quando liderava a luta pela libertação da Palestina e mais tarde "respeitável homem de Estado", ao firmar com Israel acordos de paz jamais cumpridos.

Bastaria olhar para a América Latina para encontrar outros múltiplos exemplos de relações privilegiadas entre Washington e terroristas, praticantes de golpes de Estado, governantes tirânicos, corruptos, torturadores. Num outro sentido, menos direto, porém mais ameaçador, a aliança com o terror está, aliás, sendo reeditada neste exato momento. Bin Laden usa a opressão dos EUA e de Israel contra o mundo árabe como pretexto para justificar sua intolerância e atos criminosos. Todas as declarações dos governantes norte-americanos feitas após os atentados indicam que a Casa Branca pretendem apoiar-se no risco real do terror para desencadear uma ofensiva militar e política que, se não for barrada, transformará o planeta num local muito mais violento, antidemocrático e desigual. Talvez por isso, as sociedades tenham o direito de dizer que, contra a barbárie dos extremistas e do Império, a única saída é a construção de um mundo novo. 16 de setembro de 2001
Copy paste a partir de http://www.lainsignia.org/2001/septiembre/int_052.htm

Posted by terramann at 09:39 PM | Comments (6)

Comprar autarcas

Um projecto de lei, proposto pelo PSD e o PP prevê que os autarcas possam vir a ganhar mais 50% por cento do que ganham.
Isto no mesmo país em que se anda a tentar controlar o déficit e tentar reformar a Administração Pública nomeadamente com aumentos próximos de 0%.
Há dias o Presidente da Associação de Municípios de Portugal entrevistado acerca da posição dos autarcas acerca da passagem de alguma propriedade imobiliária da alçada do Estado para as Câmaras, com o prejuízo que isso acarreta para os municípios, dava conta da sua intenção de dialogar com o Governo no sentido de se discutirem assuntos pendentes nos quais se incluiria esse.
Ora parece que o assunto começa a ficar resolvido, porque quem é que se vai demitir de Presidente de Câmara, por não concordar com mais um fardo para os cofres da edilidade?! Tanto mais agora que vão ter um aumentozinho...
Por outro lado vai evitando que os autarcas estejam em desacordo com o Governo porque depois de aumentados não vão ter tanta vontade de dizer mal do executivo, arregimentando-os assim, para batalhas futuras.

Ai Portugal Portugal...

Acerca do artigo em http://jn.sapo.pt/textos/text56.asp

Posted by terramann at 07:48 PM | Comments (2)

março 17, 2004

MFMónica e o Islão

Esta senhora está a dar uma entrevista a um senhor jornalista e diz que gostava de escrever sobre o que aconteceu em Espanha acerca do atentado e as eleições. Esta senhora não é uma mulher qualquer e tem noção exacta do que são as palavras e o seu significado. Dizia a académica que se gostaria de pronunciar sobre o que ela sintetiza como uma "vitória do Islão" classificando o que terá acontecido no processo referido no país vizinho.
Ora o que me faz confusão não é a senhora aquela ter aquela opinião sobre o assunto, mas sim verificar que mesmo nas cabeças mais esclarecidas a confusão entre e terroristas árabes e Islão é grande e continua.
Este é portanto um problema de fundo, o da confusão entre a árvore, arbustos e a floresta e também me faz lembrar um editorial de Ramonet logo a seguir ao 11/9 de má memória, em que ele perguntava: "Gostou do anticomunismo?, vai adorar o antiislamismo", Voilà.

Posted by terramann at 11:59 PM | Comments (2)

ELEIÇÕES. Inteligência ou emoção?!

O terrorismo não ganhou com o atentado porque, nesta luta entre a barbárie de colarinho branco dos 'aliados' e a barbárie de 'ali bábá', por um lado e, por outro os que defendem que os métodos utilizados por aqueles são inaceitáveis, desadequados e condenados ao fracasso, quem ganhou nas eleições foram estes últimos.
Se é verdade que as eleições em Espanha sofreram alterações inesperadas que se prendem com o atentado, não é menos verdade que quem foi votar não o fez contra a luta anti-terrorista, mas sim contra a maneira como ela tinha vindo a ser feita pelo Governo Aznar, sendo certo que a dor e o medo fazem parte das inúmeras coisas com que nos deparamos quando pensamos e decidimos.
Entre a força e a sabedoria, ambas necessárias, há um leque de proporções passíveis de escolha.

wisdom-strength.jpg

[Allegory of Wisdom and Strength
c. 1580; Óleo sobre tela, 214.6 x 167 cm; Frick Collection, New York
]

Se em relação ao bem estar económico e à sensação de segurança dada com o decapitar da ETA que a Espanha parece ter conseguido nos últimos anos, os eleitores continuariam a apostar nos mesmos políticos, já quanto ao envio de tropas para o Iraque o entendimento era outro. No mesmo país existem naturalmente planos diferentes, que não se podem misturar.
Quando os investigadores começaram a apontar para nomes árabes e indianos, para nacionalidades marroquinas, como estando envolvidos no atentado, alguns daqueles que discordavam com a política externa, passaram a dar prioridade á luta contra o terrorismo de origem externa noutros moldes, que não os do Governo.
E já se anuncia uma baixa, Zapatero, pretende demitir o procurador-geral do Estado Jesus Cardenal, figura que se opôs com quantas ganas tinha a que esse escroque criminoso, fantoche dos EUA, (até me custa escrever o nome dele) Pinochet, fosse extraditado para Espanha.
Baltazar Garzon, campeão da luta contra o crime e o terrorismo, teve nessa figura que devia ser isenta, o seu maior adversário.
Por todo o Mundo se sentiu, apesar do sério aviso que representou para os criminosos de colarinho branco, uma grande revolta por ver o general a levantar-se da cadeira de rodas e ser recebido com entusiasmo pelos seus compadres, que são os que pensam que os males se combatem sómente com punho de ferro.
É o que comummente defende quem acha que os autores do atentado só serão derrotados com o envio de divisões e divisões de soldados para o Iraque. Iraque que não dispunha de redes terroristas, ...disse bem, não dispunha.
Assemelham-se a um médico que perante um quadro clínico grave apenas tratasse de resolver os efeitos da doença mas ignorasse atacar também as causas do seu aparecimento.
A realidade do terrorismo não se combate só com a força mas principalmente com a inteligência, e não há inteligência sem emoção, como já fez notar António Damásio.

A propósito de http://noticias.clix.pt/Internacional/63623.html

Posted by terramann at 02:40 PM | Comments (3)

Deus ainda não morreu

Tanto no Afganistão invadido pelos soviéticos em 1979, ou nas perseguições étnicas no Kosovo em 90 ou ainda no eclodir de mais uma tentativa de independência da Tchetchénia em 91 contra os mesmos soviéticos, assim como a primeira guerra no Golfo, foram sempre os muçulmanos os perseguidos.
Estes conflitos, altamente mediatizados, contribuiram para despertar de novo o sentimento da grande nação Árabe, atacada, malbaratada e mal aceite e sem lugar na comunidade internacional.
Após a queda do Muro, o vazio criado, no Ocidente, a Leste e no Médio Oriente deu lugar a uma reorganização de todas as estruturas incluindo as que compreendem o terrorismo clássico como arma.
Um novo movimento nasceu, o do fanatismo religioso. Curioso é verificar que tanto a nível local como mundial sempre que há uma grande crise as pessoas se viram mais para o religioso e que isso parece estar a acontecer agora quer com o fundamentalismo terrorista, quer com a convicção de que existe um "eixo do Mal", entendido como oposto a Deus.
Aqui na Península desenvolveu-se a Opus Dei para transformar o mundo paulatinamente, num mundo melhor.
O fantástico vende bem e cada vez melhor seja no cinema ou na literatura.
A palavra "cruzados" também entrou de novo na terminologia corrente.
Em termos culturais estamos em crise e refugiamo-nos no que de mais seguro conhecemos, o refúgio mais antigo, Deus.religion.jpg

Posted by terramann at 12:36 AM | Comments (5)

março 16, 2004

RTP censura Durão

censura.jpg

Vê aqui a bandeira portuguêsa?! ...Não?!! ...o problema não é só seu, é geral . A visibilidade de Durão e da bandeira do país anfitrião da Cimeira das Lages também pasou desapercebida pelos media internacionais. Ao melhor estilo da televisões do Estados na Península Ibérica, a RTP relembrando, hoje, um ano passado sobre o acontecimento, não se esqueçeu de passar as palavras proferidas pelos intervenientes, com excepção, claro está, de quem não tem qualquer importância, o mesmo é dizer, o nosso Primeiro Ministro.

Posted by terramann at 02:04 PM | Comments (3)

março 15, 2004

Emel de Lisboa esvazia os bolsos dos seus habitantes

A Emel de Lisboa, empresa que licencia os estacionamentos na cidade de Lisboa, acaba de implementar uma forma de aliviar o bolso aos seus habitantes. Cada morador tem direito a um espaço na zona da sua residência para estacionar o seu automóvel sem pagar parqueamento.Até aqui tudo bem se ultrapassarmos a ilegalidade que é gerir lugares públicos e dele auferindo proveitos. A Emel e outros serviços camarários não resolveram com este meio o problema do estacionamento rotativo na cidade.Não olham a meios para ganhar dinheiroa.
A última novidade, fresquinha, de hoje, é o caso de um morador das imediações do Marquês de Pombal, ter visto o seu automóvel bloqueado e, apesar de ter explicado que era ali residente e que o distico estava no local certo, de nada lhe serviu. A nova gestão actua sem qualquer aviso prévio posto que quem tem licença há mais de três anos deve renová-la. E assim, deste modo, o pobre cidadão teve de pagar 30 euros, (por sorte de ainda não ter chegado o reboque o que custaria mais 50 euros),a perda de uma tarde de trabalho e além disso ainda recebeu uma contra-ordenação para pagar no mínimo de mais 30 euros por estacionamento sem pagamento de senha. Vá lá uma pessoa pensar que está descansada e que vive num país normal.
Na nossa opinião, se a Emel fosse uma entidade de bem, avisava o morador de que o prazo tinha terminado e, em última análise, colocaria em vez do bloqueamento um aviso a informar que teria de dar provas em como é residente naquela zona. Até podiam exigir um prazo para pedir nova licença.
E assim se roubam uns eurozitos por dia.
O mais grave é que isto se repete a vários níveis fazendo de cada cidadão um ser indefeso.Pagar, pagar, pagar...seja um erro do cidadão ou dos serviços do Estado.

Sara Amszalack

Posted by terramann at 11:58 PM | Comments (3)

O que vai na cabeça de um fanático

mason.gif

(...)«You may recognise this from the back of a dollar bill. It is interesting to note that the pyramid and all seeing one eye are well known freemasonic symbols. But if you turn the pyramid over to form a six pointed star, as shown in the image, five of the points on the star point to the letters M, A, S, O and N. View an animation of this by clicking on the picture. It may not be a subliminal message as such, but still evidence of deliberate manipulations on household objects.
Note: The words 'Novus Ordo Seclorum' are Latin for 'New Order of the Ages' (Is this the New World Order?).(...)»

Mais coisas do género em http://johnw.host.sk/articles/freemasons/subliminal_messages.htm

Posted by terramann at 05:00 PM | Comments (0)

Ainda o Aborto

LEGISLAÇÃO E COMPETÊNCIA
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«Concorda que deixe de constituir crime o aborto realizado nas primeiras dez semanas de gravidez, com o consentimento da mulher, em estabelecimento legal de saúde?»
Esta, a pergunta que se devia ler antes de assinar a petição para o referendo, no caso de concordar. O objectivo deste documento era levar os legisladores a modificarem a lei vigente, por uma que compreenda aquela redacção, utilizando para isso, legitimamente, a pressão que um referendo com resultado maioritário favorável acarretaria.

(Petição que podia ler em; http://www.bloco.org/pdf/peticao.pdf )

Também se lê na mesma petição: « (...) O Código Penal actual prevê que a mulher que interrompa a gravidez, excepto em casos excepcionais, deva ser acusada, julgada e condenada a pena de prisão (...) ».

Ora o que não se podia ler lá é que; na lei actual, com toda a clareza pode ler-se, no Código Penal, artº 140 e CAPÍTULO II do Decreto-lei nº 48/95 de 15 de Março, no artº 142º que;

não é punível a interrupção da gravidez,

nomeadamente, se:

artº 140
1. a) (...) existir perigo de vida ou de lesão grave para a grávida (...)

b) (...) doença grave ou mal formação congénita do feto nas primeiras 24 semanas e se o feto for inviável, em qualquer altura (...)

artº 142
1. b) 2. (...) no caso de violação, até às 16 semanas (...)

Todas estas situações devem ser devidamente documentadas e comprovadas medicamente.


Assim sendo, o que se pretende com o referendo e a lei que se lhe seguiria e cujo texto é enunciado na petição, como se pode ler acima, é que neste país uma mulher possa fazer um aborto sempre que lhe pareça conveniente, sem necesidade do acordo do pai biológico,companheiro ou conjuge.


O argumento da defesa da igualdade dos géneros, invocada na petição quando naquela se lê:« ... o fim da descriminalização do aborto é uma questão de respeito pela dignidade das mulheres e dos homens e contribui para para proporcionar o exercício da maternidade e da paternidade responsáveis.», cai pela base, porque não há qualquer respeito pela opinião do pai biológico, companheiro ou conjuge na decisão de abortar ou não, inviabilizando a referida paternidade e também a dignidade «(...) dos homens(...) », atrás mencionada naquele texto.


Naquele texto também se quer defender as mulheres da « ...exposição pública da sua intimidade [da mulher]...» quando é julgada por ter abortado fora dos parâmetros da lei vigente.

Desde logo, quando as pessoas que se foram manifestar publicamente à porta do Tribunal da Maia, onde estavam a ser julgadas as mulheres e restantes agentes no processo, dando, por isso, um contorno mediático ao caso, não estariam conscientes da potencialização dessa exposição ?

No documento, também se pode ler que «...a criminalização actualmente em vigor cria um campo adequado para que a sua prática clandestina se desenvolva.».

Não é a criminalização que dá existência, origina ou produz a prática clandestina do aborto:

A prática existe, é originada, é produzida pela decisão da mulher e dos agentes envolvidos no aborto. A qualidade clandestina da prática do aborto, é conferida porque fora do previsto na lei, tal com está.
A prática não clandestina, também existe e é a que é praticada pelas mulheres e agentes co-responsáveis no aborto legal nos parâmetros descritos acima no respeito pela lei.
Por exclusão de partes, os casos de aborto que se pretende ver saídos da clandestinidade, dando-lhes cobertura legal, são os de aborto até ás dez semanas qualquer que seja a motivação da mulher e só desta, como única capaz de decidir se;
...ou, o ser vivo humano cuja gestação provoque efeitos perniciosos graves na saúde da mãe, não padeça de malformação congénita detectável antes das vinte e quatro semanas ou tenha resultado do crime de violação até às dezasseis semanas, deve ser expulso do útero da mulher e portanto morrer,
ou deve desenvolver-se naturalmente dando sequência normal ao processo de gestação e tornar-se numa pessoa.

O destino do feto não pode ser determinado só pela mulher na qualidade de portadora da vida uterina porque o feto tem origem no encontro de um conjunto de duas células, uma da mãe e outra do pai.

Por outro lado, o feto num estádio mais avançado - avanço ditado pelo código genético resultado da fusão das duas primeiras células - quando já é composto por mais do que uma célula, duas, quatro, oito, dezasseis ou mais células é por muitas pessoas considerado um ser vivo, humano, porque resultado do encontro sexual de dois seres humanos, não independente ainda, mas com a dignidade de uma pessoa.
O aborto é uma questão de vida ou de morte para o feto.
Tem sido consensual, ao longo dos tempos, proteger mais os mais frágeis, não porque valham mais mas para lhes dar as mesmas possibilidades que têm os mais fortes. Isto é verdade quando um soldado arrisca a vida para salvar um camarada caído e portanto debilitado. isto é verdade quando num incêndio ou naufrágio, ás crianças, aos doentes e ás mulheres é dada prioridade na evacuação.
A sociedade, tomada como conjunto, tem-se organizado de maneira a proteger os seres humanos mais frágeis e também os mais dependentes incluindo os dependentes de terceiros.
Por estas razões os fetos, seres vivos humanos, são tão protegidos pela lei.

Posted by terramann at 12:53 PM | Comments (0)

março 14, 2004

Travão de Emergência

Todos perdemos com o atentado em Madrid. Perderam-se centenas de vidas e mais de milhar de pessoas ficaram feridas, muitos milhares as choram por serem amigos ou família e por todo o mundo muita gente sofre um pouco com todo este horror.
Perdemos também a esperança tola de que talvez não viéssemos a ser atacados na Europa, tão violenta como facilmente. A falsa sensação de segurança desvanece-se com a proximidade da barbárie.
No séquito do mal feito massacre de inocentes segue agora o luto, o medo, a desconfiança, o desconhecimento face ao futuro, as medidas securitárias.
Materializa-se a dúvida sobre se falhamos na construção de um mundo que depois de 1945 pensávamos não poder ser senão o de nações organizadas e unidas em paz.
As águas derramadas com a queda do muro não são puras como as queríamos. Parecia então, claro que todos podiamos crescer em conjunto finalmente. Mas as águas, bem administradas que levam à vida, mal distribuidas, mal paradas, começam a enquinar.

A guerra está em curso e todos somos responsáveis pela sua eclosão. Cabe-nos jizar um novo plano, e antes de mais arrancar um cessar-fogo. No diálogo, na tentativa de compreensão de todas as causas, na firmeza das decisões, no tomar partido, nas ruas, nos votos no exercício da cidadania e no político.

http://www.udc.es/dep/lx/cac/sopirrait/sr071.htmBelgrado suspendeu a autonomia do Kosovo em 1989
Kosovo, estação 0.
É preciso parar este comboio que se alimenta apenas de fogo.

Posted by terramann at 11:39 PM | Comments (2)

PIB espanhol cresceu 2,4 por cento em 2003

O Produto Interno Bruto (PIB) espanhol cresceu 2,4 por cento em 2003, segundo dados da Contabilidade Nacional Trimestral difundidos hoje quarta-feira.
Os dados oficiais também assinalam que o setor de empregos cresceu 1,8 por cento nesse período com a criação de 290.000 novos postos de trabalho de período integral.
O crescimento do ano passado é quatro décimos superior ao conseguido em 2002, quando a atividade aumentou 2 por cento, e um décimo maior que a última previsão do Governo, estabelecida em 2,3 por cento.
O aumento de 2,4 por cento do PIB durante o último ano foi resultado de um crescimento de 2,2 por cento no primeiro trimestre, de 2,3 por cento no segundo, de 2,4 por cento no terceiro e de 2,7 por cento no quarto.

P.S.[A taxa mais alta de desemprego da UE em 2003 aconteceu em Espanha com 11,2%.]

Luís Delgado pode ler emhttp://ultimosegundo.ig.com.br/useg/economia/artigo/0,,1526782,00.html

Posted by terramann at 07:19 PM | Comments (0)

março 13, 2004

Demasiadas VOXX's, Avante's, Comunas e outros jornais de grande tiragem

Para esta gente, se não for parada, este é só o começo, senão vejam o que dizem;
"excessivo peso ideológico da esquerda"
"a situação actual é pior do que a vivida após o 25 de Abril".
"Em geral, hoje estamos pior do que no período pós-25 de Abril",
"apesar de quase toda a comunicação social ter sido estatizada pela extrema-esquerda em 74 surgiram, como reacção, outros títulos onde a direita tinha expressão". "O país democrático conservador tinha o seu jornal, o que hoje não acontece", salientou.
"Há dias em que ler a página de política do 'Público' ou ler o jornal oficial do Bloco de Esquerda é a mesma coisa",
"a comunicação social em Portugal continua mais à esquerda do que o país real".
"se não estão piores, os tempos continuam perigosos".
"ainda não se pode dizer que o pluralismo esteja consagrado na comunicação social",

Eis a radiografia feita pelo CDS/PP à Comunicação Social.


Em;http://noticias.clix.pt/Media/63435.html

Posted by terramann at 10:53 PM | Comments (1)

Terroristas contra o terrorismo

Cada vez tenho menos dúvidas de que foi uma parceria ETA/AL-QUAEDA.
O inpensável acontece;

SAN SEBASTIEN
Batasuna junta-se aos manifestantes
Vários responsáveis do Batasuna, o partido basco ilegalizado, e um ex-dirigente da ETA, juntaram-se hoje a uma manifestação com cerca de 500 pessoas, em San Sebastien, contra os atentados em Madrid.

Fonte http://www.tsf.pt/online/internacional/interior.asp?id_artigo=TSF143184

Posted by terramann at 08:33 PM | Comments (3)

25 de Abril de 1974

Já vi, por várias vezes,neste Blog, algumas referências ao 25 de Abril e sempre tive vontade de
escrever na tentiva, talvez vã, de pôr alguns pontos nos iiiis.
Nessa data tinha precisamente trinta primaveras de vida e alguns invernos. Muitas alegrias por temperamento e muitas tristezas por consciencialização. Cedo comecei a tomar conhecimento com a vida política. Fazia-o às escondidas da minha família que receava "bolchevistas". Mas, muito cedo saí do seio familiar,parte do pouco que me restava), para sózinha enfrentar os desafios que o meu mundo me colocava. O meu mundo era muito pequeno. Resumia-se a um lar universitário, de freiras chatas, e a uma vida pacata entre as aulas e um namorado muito conservador. Na Universidade tomei contacto com o movimento comunista através de um primo direito que foi criado juntamente comigo e portanto com uma relação fraterna. Foi ele quem me deu a ler o Livro Vermelho do Mao. Pouco tempo depois, o meu primo foi preso para Caxias, mas não esteve lá muito tempo. Numa madrugada qualquer, a seguir à conspiração de Botelho Moniz, o meu quarto foi revistado. Não encontraram nada.
Também, eu não era uma activista. Estava a dar os primeiros passos na "leitura" do que se passava em meu redor. Em boa verdade não havia sujidade nas ruas, nem gente andrajosa, nem mulheres e homens "sem abrigo".
Mudei de namorado. Aquele que veio a ser o meu marido. Tinha mais três anos do que eu e estava a defender tese de medicina.Isso levou-me a ser voluntária nos Hospitais Civis. Foi no Banco de S. José que tomei contacto com a miséria envergonhada que havia no meu país. Voluntariosa, cheia de sangue na guelra, queria mudar tudo. Ainda estávamos a tempo de salvar o principal, de evoluir sem rupturas traumatizantes, salvaguardando valores e interesses portugueses essenciais.
Salazar era um orgulhoso. A discussão dele diariamente com Churchill em relação à utilização dos Açores é a prova de que não tinha habilidade política para entender o mundo que ele só conhecia dos mapas. Não fora a intervenção habilidosa do Dr. António Medeiros e Almeida e teria havido grande drama. Depois, a recusa à ajuda do plano Marshall levou a Europa a evoluir e Portugal a ficar cada vez mais isolado.
O clima que se vivia no Ultramar era desgastante. Senti-o na pele. Casei e passado pouco tempo acompanhei o meu marido numa comissão de serviço, como médico da Armada, em Moçambique. Aí conheci oficiais que vieram a ter grande preponderância no 25 de Abril, mas em quem eu não acreditava. Nem sequer percebi como passaram do 8 para o 80. Estou a lembrar-me do Crespo. Sempre com copos a mais e com uma linha de pensamento pouco recomendável. Estavamos em 1963 e pouca coisa, de vulto, havia em Moçambique. Fui professora no Liceu e depois mudei-me para uma empresa privada onde ganhava mais do dobro. Naquele terra quem tinha um olho era rei e, depressa , eu que tinha dois olhos passei a vencer os obstáculos que os velhos colonialistas me iam criando. De resto, nem me apoquentavam, estava ali de passagem, pois nunca esteve no meu horizonte fazer a minha vida em África.
Este preâmbulo pode parecer desnecessário ,mas ele serve para que quem me ler entenda que estive por dentro de muitas coisas e que conheci muitas pessoas. Os oficiais de Marinha, aqueles que eu conhecia melhor em Moçambique, gostavam muito de exibir as fardas. Escolheram a carreira militar pelo facilistismo que oferecia e brilhantismo que permitia. Claro que dou a benesse de haver sempre uma excepção à regra...
Poucos anos depois, o meu marido é designado para outra comissão, desta vez na Guiné. De nada lhe serviu ser transportador de uma tuberculose. Não tinham médicos e ele teve que ir com prejuízo, já não falo da sua carreira, nem da nossa vida particular, mas da sua saúde. A Guiné tinha um clima insalubre, impróprio para um homem com tuberculose pulmonar. E foi. E a minha revolta aumentou. E entrei várias vezes pelo Ministério da Marinha a protestar e há amigos meus que ainda estão vivos e quem sempre se interrogam pq. é que eu não fui para a prisão. Fui para a Guiné para o ajudar e também eu, sem saúde, regressei antes da missão cumprida. Depois, os meus protestos foram tão gritantes que lá o mandaram regressar. Castigaram-no pq. nesse tempo a tuberculose já não se tratava no Sanatório mas em casa. E mandaram-no para o Caramulo e ele dificultou de tal modo a vida ao João Lacerda,(afilhado de baptimo de Salazar) que por acaso já morreu sem fazer cá falta nenhuma, que o meu marido foi expulso (não pretendiamos mais nada) e julgado. Esteve preso ,um dia, no Alfeite. É de gargalhada.

Perante este quadro, é natural que eu e o meu marido desejassemos uma mudança. Pretendíamos para Portugal a democracia europeia dos países que visitei com os meus pais e com o meu marido. Ainda nos Anos 60, nos intervalos do Ultramar e da minha carreira profissional estive como Bolseira em Florença onde conheci um personagem que tinha integrado o Ballet Bolschoi mas que numa digressão pelos E.U.A. conseguira fugir. Foi ele quem me contou como era a União Soviética. Datam dessa fase os meus contactos com gente da esquerda italiana e francesa.Depressa comecei a saber o que queria para Portugal e o que não queria.
Serve isto para dizer que o 25 de Abril não me apanhou às cegas como à grande maioria dos portugueses.
Posto isto, participei da alegria do povo que de um momento para o outro descobriu a liberdade.
Mas, fiquei alerta. E fiquei alerta porque nunca acreditei muito na tropa. Dir-me-ão, haveria alguém que fizesse uma revolução sem ser militar? É verdade! Mas a tropa...
Lembro-me dos militares da Guiné que apenas se preocupavam em que os lugares de perigo fossem ocupados pelos milicianos, gente que não escolheu a carreira militar e tinha a sua vida académica resolvida, e que apenas se preocupavam com as promoções. Os tenentes queriam ser capitães e os capitães só falavam em ser majores. Uma questão de hierarquia e de dinheiro.
De repente, dei comigo a ver que os cravos murcharam e que o socialismo totalitário se instalava a passos largos. Comecei a ficar apreensiva. Assisti a actos horripilantes que atentam contra os mais elementares direitos do Homem.
E como sou uma ilustre desconhecida, cito do livro "A arvore e a floresta" da autoria do Dr. Mário Soares, ( página 80/81) com a devida vénia, o que transcrevo:

"A queda do Governo Palma Carlos foi uma primeira escaramuça, pouco clara para quem observava do exterior. Em 28 de Setembro a confrontação começou a surgir à luz do dia. Até Dezembro houve uma aceleração considerável, com algumas confusões habilmente alimentadas, um certo folclore da extrema esquerda festiva, epifenómeno útil e que vinha a propósito para camuflar o essencial: pura e simplesmente a tomada do poder, sem partilha, pelo Partido Comunista, com a cobertura dos militares "revolucionários". A batalha campal no I Congresso do Ps, realizado na Aula Magna da Reitoria, em Dezembro de 74, foi a primeira tentativa para tomar o Partido Socialista por dentro...."
E mais adiante Mário Soares continua:
"As ocupações, a pseudo "reforma agrária", as intervenções nas empresas, as nacionalizações, a unicidade sindical, o contole da comunicação soacil, as milícias de vigilância popular, as associações de moradores, os SUVs - tinham como objectivo desarticular a economia, amedrontar as classes médias, afugentar os quadros, minar as reacções sãs da população, por forma a tornar irreversíveis (como diziam) "as conquistas revolucionárias", que postulavam já um regime de "democracia popular". A aliança Povo-MFA, sendo o Povo obviamente representado pelo "partido guia", era o instrumento decisivo dessa estratégia, que subalternizava os partidos democráticos, tolerados apenas enquanto ajudavam a manter a "fachada democrática" necessária ainda, nessa fase, em virtude dos condicionalismos internacionais. Tenha-se em conta que a política de desanuviamento, na Europa, impulsionada pelos acordos de Helsínquia, começava a dar os primeiros frutos...
Muitas vezes me perguntei depois - e me perguntavam observadores estrangeiros atentos - se a "fuga para a frente" a que se assistiu durante o gonçalvismo obedecia a uma estratégia que visava mesmo transformar Portugal numa espécie de "Cuba da Europa", projecto à primeira vista temerário e insensato, ou se tinha como objectivo, apenas, servir de trampolim para o decisivo alargamento da influência soviética na África de fala portuguesa. As coisas, no entanto, têm uma certa lógica intrínseca. Hoje, estou convencido de que se tentou mesmo, aqui e então, o assalto final ao poder segundo o modelo clássico, chegando-se ao ponto de se ensaiar o cerco da Assembleia da Republica, como se fora a tomada do Palácio de Inverno de São Petersburgo em 1917..."

Creio que o texto do livro do Dr. Mário Soares é bem claro em relação ao 28 de Setembro. Foi um golpe que eu vivi. Vinha do Alentejo na companhia do meu marido e do meu primo, o tal do livro do Mao. Era um domingo. Na chegada a Beja mandaram-nos parar o carro. Os mandatários tinham umas braçadeiras com a sigla do MDP-CDE, e como não lhes achava competência para me darem ordens, exigi a presença da polícia. O meu primo, o tal corajoso de outrora nem sabia onde meter-se. Mas... como quem não deve não teme e eu não tinha culpas no cartório fiz o charivari que me apeteceu. O carro, uma carrinha Peugeot foi revistado,pela polícia, amedrontada pelo estado em que se vivia às ordens não se percebia de quem, mas só encontraram marmelos e romãs. Odeio armas e violência.
Quando li aqui no Blog Espanto aquela história das pessoas de Serpa que comiam pão com tomate, deu-me vontade de rir. Conhecem Serpa? Há alguem que não mate o seu porquinho e tenho o seu toucinho, chouriços, azeitonas e azeite? Há alguem que não tenha umas galinhitas e uns ovinhos? Poupem-me, por favor!
Quem escreveu esse texto sabe alguma coisa sobre a vizinha Herdade da Almocreva? É que o proprietário deu os terrenos aos seus trabalhadores para construirem a aldeia de Penedo Gordo (dista a 5 Km. de Beja) e deu o dinheiro para a construção.
Quanto à Reforma Agrária prefiro não falar nisso. Destruiram tudo. Consumiram o que lá havia, venderam a cortiça antes da data própria da recolha (são 9 anos), estragaram as arvores e as alfaias agrícolas e as cooperativas faliram todas.
Na vigência do governo gonçalvista também há a registar aquele dia de triste memória em que foi quase obrigatório ou mesmo obrigatório, dar um dia de trabalho para o Estado. E o Ministro Costa Martins recebeu esse dinheiro, uma quantia avultada, fugiu para o estrangeiro com ele e nunca mais ninguém lhe viu o rasto. Dizem que vive na América Latina. Não deixa de ter graça.
O texto vai longo. Os dados estão lançados e aqui fico para responder, de peito aberto, para quem me atacar. Ainda tenho muitas vivências para contar. Com verdade.
Sara Amszalack

Posted by terramann at 05:34 PM | Comments (1)

Condenação de todos os terrorismos

Começo a perecber como é possível o terrorismo.
Ele está dentro de todos nós.
Numa situação de conflito e se me deixasse descontrolar atacaria, como as feras, o pescoço da vítima, com uma sanha que não deixaria margem de manobra ao meu inimigo.
Fui educado para controlar estes comportamentos primários, adoptei-os por julgar que são mais construtivos, os que permitem negociar a resolução de um conflito.
É a construção de uma Humanidade que manisfeste, como pendor principal, a sua natureza tolerante, equilibrada e com um comportamento adequado às situações, aquela que pretendo levar a cabo.
Mas a tolerância tem de se esgotar quando não há nada a negociar, como é o caso do que resulta de um atentado terrorista.
Em quatro blogs dos que tenho visitado, três de esquerda e um de direita, o atentado não é condenado expressamente. Arranjam-se as justificações mais mirabolantes e equilibristas que se possam imaginar mas fica por condenar expressamente o atentado e o terrorismo.

Nós, aqui do alto da nossa janela para o ciber mundo, queremos dizer, preto no branco, expressamente, como o fizemos já, de resto, que ;

Os atentados terroristas têm causas e não surgem por geração expontânea. Mas não podem jamais, em tempo algum, ver relativizada a sua condenação.

CONDENAMOS TODOS OS ACTOS TERRORISTAS DE QUALQUER ESPÉCIE.

Posted by terramann at 03:55 PM | Comments (0)

A prova para o PP espanhol

O PP espanhol está à espera de uma declaração da Al-Quaeda com a assinatura de Bin Laden, em papel timbrado e de 25 linhas, com assinatura reconhecida.

Posted by terramann at 01:37 PM | Comments (0)

Uma longa história de Terror


El terrorismo ha aparecido una y otra vez a lo largo de la historia. Las sociedades secretas detectadas en algunas culturas tribales mantenían su influencia valiéndose del terror.
Ya en el siglo XII, un grupo ismailí de los musulmanes shiíes, los 'Asesinos', llevó a cabo campañas terroristas contra musulmanes suníes.
En Irlanda, grupos protestantes y católicos se aterrorizaron mutuamente tras la Reforma.
En su forma moderna, sin embargo, el terrorismo sistemático recibió un gran impulso a finales de los siglos XVIII y XIX con la propagación de ideologías y nacionalismos seculares tras la Revolución Francesa.
Adeptos y detractores de los valores revolucionarios utilizaron el terrorismo tras las Guerras Napoleónicas.
El nacionalismo imperialista que en Japón condujo a la restauración Meiji en 1868 estuvo acompañado de frecuentes ataques terroristas al shogunado Tokugawa.
En el sur de los Estados Unidos de América, se creó el Ku Klux Klan tras la derrota de la Confederación Sudista en la Guerra Civil estadounidense (1861-1865) para aterrorizar a los antiguos esclavos y a los representantes de las administraciones de la reconstrucción impuesta por el Gobierno Federal.
En toda Europa, a finales del siglo XIX, los partidarios del anarquismo realizaron ataques terroristas contra altos mandatarios o incluso ciudadanos corrientes.


Una víctima notable fue la emperatriz Isabel, esposa de Francisco José I, asesinada por un anarquista italiano en 1898.
El movimiento revolucionario ruso existente antes de la I Guerra Mundial tuvo un fuerte componente terrorista.
En el siglo XX, grupos como la Organización Revolucionaria Interna de Macedonia, la Ustashi croata, y el Ejército Republicano Irlandés (IRA) realizaron a menudo sus actividades terroristas más allá de las fronteras de sus respectivos países.
Recibían a veces el apoyo de gobiernos ya establecidos, como fue el caso de Bulgaria o de Italia bajo el líder fascista Benito Mussolini.
Este tipo de terrorismo nacionalista apoyado por el Estado provocó el asesinato de Francisco Fernando de Habsburgo en Sarajevo en 1914, lo que dio origen a la I Guerra Mundial.
Tanto el comunismo como el fascismo utilizaron el terrorismo como instrumento de su política, contando con defensores entusiastas como Liev Trotski y Georges Sorel (quien representó intermitentemente ambos extremos del espectro político).
La inestabilidad política existente durante las décadas de 1920 y 1930 dio pie a frecuentes actividades terroristas. El terrorismo tendió a integrarse dentro del conflicto más amplio de la II Guerra Mundial.

Posted by terramann at 01:11 PM | Comments (0)

março 12, 2004

43 dias para o 25 de Abril

Acabo de chegar de mais um dia no Tribunal por causa de uma acção policial desadequada a uma acção sindical. Numa entrega de panfletos completamente legal e legalizada, a minha camarada e dirigente sindical foi detida, sem qualquer fundamento que não o de prepotência por parte dos agentes da P.S.P. que resolveram zelar pelo fracasso de uma greve, procedendo desta maneira com os activistas.
Insurgimo-nos, protestamos e levamos a tribunal os agentes.
Levaremos o processo a bom termo ainda que isso seja penoso, digo levaremos, porque os factos já ocorreram há ano e meio e ainda vamos na fase de inquérito.

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Este tipo de coisas era comum antes do 25 de Abril e parece existir novamente clima político e social para que possa acontecer.
Também por causa deste tipo de coisas julgo ser um contributo válido o lembrarmo-nos do que foi o 25 de Abril. Para isso socorro-me do livro "Mil Dias, Editora" de Sérgio Guimarães.Diário de uma revolução, 1º Vol.,
sob direcção de Orlando Neves, com a colaboração de Carlos Pinto dos Santos, Carlos Osório, Eduardo Maia cadete, José Carlos Vieira, Maria Carrilho, Mario Fabre e fotografia de Hernando Domingues.
Aqui fica mais um trecho, do capítulo A LUTA PELO PODER POLÍTICO, [págs 113-114].

«Nos últimos meses de existência do velho Regime apercebiamo-nos de alguns indicadores do processo - a nível internacional caracterizado pelo avanço das forças anti-imperialistas - que obrigaria as forças do capital a novas soluções para o nosso País, consumada a derrota dos Estados Unidos no Vietnam, defenida a consolidação do PAIGC na Guiné, mesmo depois do assassínio de Amilcar Cabral, insolúvel a situação em Moçambique e Angola pela via militar.
Os próprios interesses dos países membros da NATO em relação a Africa tornavam o Portugal colonial-fascista um parceiro incómodo na Aliança Atlântica.
O Regime chegava a extremos de autoritarismo desesperado em relação à própria Igreja, nomeadamente na cidade da Beira em Moçambique. Em 1973 o Relatório do Padre Hastings sobre Wiryamu obtinha vastas repercussões em toda a Europa merecendo grande destaque em grandes meios de informação que pela primeira vez demonstravam por práticas correntes numa guerra que já contava com 12 anos. A «opinião» internacional isolava irremediavelmente o governo português.

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Entre as tropas portuguesas - principalmente onde a derrota era mais visível - em fins de 1973 a situação estava objectivamente e subjectivamente madura para permitir que um movimento militar congregado à volta de uma plataforma reivindicativa se transformasse num forte movimento de acção política.
A onda de greves que marca a passagem de 1973 a 1974 exprimia um avanço do movimento operário e sindical, impossível de neutralizar pela simples repressão.Por outro lado a tentativa de 16 de Março demonstrava que forças representativas da burguesia portuguesa mais modernizada(1) tinha interesse em substituir a administração do aparelho do Estado de modo a permitir uma solução política da guerra, que proporcionasse o reforço das suas posições em Angola e Moçambique. A nível nacional, um amplo leque de forças económicas, políticas e sociais estava interessado na queda do governo Marcelo-Thomaz. É assim que a acção militar de 25 de Abril não encontra oposição digna de relevo. Mas as consequências esperadas do 25 de Abril eram bem diferentes segundo as várias forças em causa.
Se o golpe de 16 de Março se destinava a precipitar e aproveitar o movimento dos capitães em favor de uma direita que já vinha recusando o rótulo de fascista, se o 25 de Abril não teria sido possível caso os capitães não convidassem Spínola, Galvão de Melo, Silvério Marques, se a NATO tivesse
accionado os seus dispositivos caso não tivesse sido tranquilizada sobre a natureza não comunista da rebelião militar(2) - são questões que não pretendemos desvendar neste trabalho.»

(1) Em 12 de Abril a revista Tempo Económico escreve a propósito da ascenção da CUF na lista das 500 maiores empresas europeias « A CUF continua omnipotente na vida portuguesa depois da publicação de «Portugal e o Futuro», ( via Arcádia) do general Spínola...»
(2) Na noite de 24 para 25, até às 8 da manhã deste dia, encontra-se no bunker da NATO em Oeiras, a a comandar as manobras ao largo, o comandante Rosa Coutinho ( fonte diplomática privada).

Posted by terramann at 05:30 PM | Comments (2)

Uma flor para relançar o dia

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Uma flor para relançar a vida.

Posted by terramann at 07:11 AM | Comments (0)

março 11, 2004

ATTACa mas não condena

A ATTAC  http://graodeareia-attac.weblog.com.pt/ [nãi sei fazer link directo] classifica de "estúpida barbárie" os atentados e remete a condenação para o dia 20, em que se manifestam contra o exposto abaixo.


Em http://brasil.indymedia.org/eo/blue/2004/01/272550.shtml pode ler-se:


(...)« Práticas e estratégias: 20 de março é dia de protesto global
A primeira grande ação da coalizão dos movimento antiguerra para 2004, definida já no ano passado, durante o último Fórum Social Europeu, é uma repetição aumentada do protesto global de 15 de fevereiro, essa vez em 20 de março, data que marca um ano da invasão norte-americana do Iraque. O foco, que no ano passado era a oposição à invasão, este ano será a exigência de desocupação do Iraque e do Afeganistão, além da paralisação do Muro da Vergonha por Israel no Oriente Médio, uma vez que as Nações Unidas já declararam a construção uma ação ilegal. Estas questões incluem também o apoio aos grupos rebeldes israelenses, à luta pela autodeterminação no Afeganistão e o apoio à causa palestina. (...)»


Apelam à mobilização contra «todas as formas de violência e opressão sobre as pessoas» e «contra o terrorismo».


A condenação deste atentado não é feita expressamente, porquê?
Porquê deixar a condenação para um dia em que se vão condenar várias coisas mas não condena esta em particular? Haverá algum dia melhor para condenar o terrorismo do que este?

Posted by terramann at 07:06 PM | Comments (5)

Queremos Paz

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HORROR CONDENAÇÃO CONDOLÊNCIAS

Posted by terramann at 06:33 PM | Comments (0)

44 dias para o 25 de Abril. Contra o revisionismo.

Costa Gomes.jpg O general Costa Gomes numa curiosa imagem que o fixa tendo por fundo uma foto de Gomes da Costa
(...)«Cheguei à Presidência da República na sequência dos acontecimentos do 28 de Setembro de 1974, por renúncia ao cargo por parte do general Spínola que invocara a existência de uma situação caótica no País, tendo-se tornado ingovernável. Os países ocidentais desencadearam (com maior ou menor violência) uma campanha agressiva e hostil contra o governo e, mercê sobretudo do tétrico discurso do general Spínola, cancelaram todos os empréstimos e outros auxílios que estavam a ser negociados tanto na Europa Ocidental como na América do Norte.»(...)


(...)«O 28 de Setembro foi a primeira reacção implantada e preparada para anular a maioria das conquistas obtidas com o 25 de Abril e estabelecer no País um regime de força. É claro que este regime teria forçosamente características diferentes do derrubado em 25 de Abril, já que a Revolução tinha alcançado objectivos irreversíveis - descolonização, explosão da consciência cívica da grande maioria dos trabalhadores e desmantelamento das organizações fascistas - que condicionariam qualquer regime que viesse a estabelecer-se em Portugal.»(...)

(...)«No entanto os acidentes de percurso foram muitos, levantados por aqueles que disputavam o poder nas ruas ou nos bastidores. Neste último caso esteve o próprio general Spínola que, apesar de me ter prometido que não me iria levantar problemas, se transformou desde muito cedo no estandarte de alguma oposição ao poder. »(...)

(...)«No entanto, apesar das tentativas de desvio ao programa do Movimento das Forças Armadas conseguimos cumprir o primeiro acto eleitoral em 25 de Abril de 1975, entregando ao povo o exercício da soberania, pela escolha dos seus representantes paio a Constituinte. »(...)

http://www.presidenciarepublica.pt/pt/palacio/presidentes/costa_gomes_exp.html


EXPERIÊNCIA NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


A minha experiência na Presidência da República tornou-se uma tarefa muito complexa, difícil, mas ao mesmo tempo gratificante.

Cheguei à Presidência da República na sequência dos acontecimentos do 28 de Setembro de 1974, por renúncia ao cargo por parte do general Spínola que invocara a existência de uma situação caótica no País, tendo-se tornado ingovernável. Os países ocidentais desencadearam (com maior ou menor violência) uma campanha agressiva e hostil contra o governo e, mercê sobretudo do tétrico discurso do general Spínola, cancelaram todos os empréstimos e outros auxílios que estavam a ser negociados tanto na Europa Ocidental como na América do Norte.

Tive que rebater de imediato as afirmações do general Spínola, de tal forma alarmistas, que se levadas à letra teríamos entrado numa situação de confronto generalizado.

Internamente, a dinâmica revolucionária deu um salto qualitativo que permitiu o empolamento de certos grupos da extrema-esquerda, cuja acção, no futuro, se viria a mostrar perniciosa na evolução do processo revolucionário.

O 28 de Setembro foi a primeira reacção implantada e preparada para anular a maioria das conquistas obtidas com o 25 de Abril e estabelecer no País um regime de força. É claro que este regime teria forçosamente características diferentes do derrubado em 25 de Abril, já que a Revolução tinha alcançado objectivos irreversíveis - descolonização, explosão da consciência cívica da grande maioria dos trabalhadores e desmantelamento das organizações fascistas - que condicionariam qualquer regime que viesse a estabelecer-se em Portugal.

Após a renúncia do general Spínola, tinha que ser nomeado um novo Presidente, pelo que o Conselho de Estado, que já se encontrava reunido devido à situação de crise que se vivia, procedeu de imediato à análise conducente à eleição do novo Presidente da República.

Dos elementos da junta de Salvação Nacional só estava eu presente e o almirante Pinheiro de Azevedo, já que o Almirante Rosa Coutinho se encontrava em Angola.

Não houve alternativa à minha nomeação. Todos me incitaram a suceder ao general Spínola. Era para mim um grande sacrifício, uma tarefa demasiado pesada.

Logo no 25 de Abril eu declinei o convite que me foi dirigido pelo Movimento

Das forças armadas para assumir as funções de Presidente da junta de Salvação Nacional e de Presidente da República, propondo o próprio general Spínola Por isso posso dizer que fui um presidente contrariado, não podendo no entanto eximir-me às minhas responsabilidades naquele período grave por que passava o País.

Em 30 de Setembro assumi as funções de Presidente da República.

Ao aceitar o cargo de Presidente da República fi-lo pela convicção de que nenhum português tem o direito de se negar às responsabilidades que lhe sejam exigidas no período difícil que todos fraternalmente teremos que ultrapassar .

Conhecia suficientemente bem o nosso Ultramar para não me ser difícil prever os incidentes que a descolonização iria provocar, tanto em África corno na Ásia. Sabia também que a descolonização era um fenómeno complexo que, no caso português, se agudizava ainda mais por ter sido iniciado muito tardiamente. Além disso, tinha um conhecimento perfeito do baixo grau de operacionalidade das nossas Forças Armadas, frustradas e extremamente desgostadas por uma guerra de treze anos, que, todos os dias, se tomava mais difícil e na qual se não descortinavam nem os seus objectivos próprios nem a sua finalidade.

Urgia pois imprimir à descolonização, um ritmo semelhante ao processado entre os primeiros dias de Maio e Setembro. Para facilitar a resolução dos inúmeros problemas, que directa ou indirectamente, estavam ligados à descolonização, criou-se a Comissão de Descolonização, que seguiu as orientações anteriormente traçadas.

Sendo comuns nos aspectos essenciais, todos os acordos celebrados com as antigas colónias visavam: o estabelecimento e desenvolvimento das relações de cooperação, nos domínios económico, financeiro, cultural, técnico e científico; o respeito pelas pessoas e bens e seus interesses legítimos e o respeito, em base de reciprocidade, dos interesses do Estado português e das ex-colónias.

Após a chegada à Presidência tentei instalar a serenidade e a tolerância no País e ao mesmo tempo lançar uma imagem de estabilidade para o exterior, o que me foi proporcionado logo em 24 de Outubro de 1974, quando discursei na assembleia geral das nações unidas. Aí reafirmei os elevados princípios da revolução do 25 de Abril, os compromissos em matérias de descolonização e a reafirmação da edificação de uma sociedade pluralista. No discurso proferido destaco a seguinte passagem:

Sou o Chefe de Estado dum país que, depois de humilhado por meio século de ditadura, soube iniciar na longa noite de 25 de Abril urna revolução sem sangue que outros classificaram de a mais pura do século. Estamos perfeitamente determinados a salvaguardar a pureza dos principais objectivos revolucionários:


Devolver ao Povo Português a dignidade perdida, implantando condições de vida mais justas, com instituições democráticas pluralistas legitimadas na vontade do povo livremente expressa,
Iniciar o processo irreversível e definitivo de descolonização dos territórios sob administração portuguesa. Não mais admitiremos trocar a liberdade de consciência colectiva por sonhos de imperialismo estéril.
No entanto os acidentes de percurso foram muitos, levantados por aqueles que disputavam o poder nas ruas ou nos bastidores. Neste último caso esteve o próprio general Spínola que, apesar de me ter prometido que não me iria levantar problemas, se transformou desde muito cedo no estandarte de alguma oposição ao poder.
Em 1975 tiveram lugar as primeiras eleições livres em Portugal. Ao anunciar a data da sua realização tive ocasião de salientar:

Estas primeiras eleições acabarão por determinar os homens a quem compete a transcendente responsabilidade de preparar a Constituição, a Lei Fundamental que lançará o povo a que pertencemos no rumo do Futuro. ( .. ) Estamos a aprender esforçada mente a prever em liberdade. Decretos não basta m. A vivência em sociedade livre terá de impregnar os sentimentos, as atitudes e os comportamentos de todos nós; teremos de a conquistar, integrá-la na nossa personalidade colectiva num processo não isento de vários sobressaltos .

E o sobressalto seguinte foi o 11 de Março. O 11 de Março teve todas as características de um golpe militar: desde a preparação à execução e às finalidades que se pretendiam impor, caso obtivessem sucesso. O 11 de Março retratou as contradições acumuladas depois do 28 de Setembro. Longe de as sanar ainda teve o condão de alimentar o ritmo da Revolução, favorecendo o aparecimento de vanguardas, cada qual a mais radical. O controlo da situação não foi fácil.

Tornou-se prioritário disciplinar a vida militar. Mas, porque na minha opinião, isso só se podia fazer com uma assistência quase permanente, várias vezes insisti na ideia de que não devia continuar a exercer as funções de chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas. É que, depois do 25 de Abril, aquele cargo tinha um papel muito determinado na hierarquia militar: passou a ser, de facto, o comandante das Forças Armadas. Ora, eu tinha a certeza de que não podia desempenhar cabalmente esse lugar, porque as funções de presidente da República e de presidente do Conselho da Revolução absorviam por completo todo o tempo. Não tinha pois tempo para me deslocar às unidades e, com as minhas palavras, com a minha presença, levar os militares a desistir de atitudes semelhantes, por exemplo, às que impediram o embarque para Angola de duas companhias da Polícia Militar.

No entanto, apesar das tentativas de desvio ao programa do Movimento das Forças Armadas conseguimos cumprir o primeiro acto eleitoral em 25 de Abril de 1975, entregando ao povo o exercício da soberania, pela escolha dos seus representantes paio a Constituinte.

Entre o 11 de Março e o 25 de Novembro, o País viveu momentos de alguma crispação com diferentes grupos, de esquerda e de deleita, a quererem empurrar o País para soluções de força. A minha posição foi sempre igual, tentando evitar situações que pudessem conduzir a uma situação de guerra civil. Evidenciei sempre que me teriam contra quaisquer actos violentos. Foi o período do denominado Verão Quente cujas causas radicaram: na ânsia de poder, radicalizarão dos partidos políticos na acção de certos grupos esquerdistas, na propaganda levada a efeito nos principais meios de Comunicação Social para separar o povo do MFA; na campanha internacional orquestrada contra o Governo e contra a Revolução, acompanhada de incríveis medidas de carácter económico e Financeiro; na actuação sistemática nas unidades militares minando a disciplina, aconselhando o não cumprimento das ordens dimanadas dos escalões hierárquicos, a recusa ao embarque para o Ultramar e a destruição de tudo o que pudesse significar o prestígio das Forças Armadas, desorganização ,indisciplina, desordem e, por vezes, violência nos liceus e universidades; reiteração das exigências dos trabalhadores e exacerbação dos conflitos de trabalho, sabotagem económica e financeira, provocando o desemprego e revolta dos trabalhadores.

O 25 de Novembro, implicou algum esforço de contenção, superando-se as ameaças esquerdistas e o aproveitamento da direita e extrema-direita. Na altura, pensei que o 25 de Novembro era apenas uma manifestação de rebeldia por parte dos pára-quedistas. Agora, à posteriori, analisando as acções passadas e, sobretudo, as reuniões levadas a efeito para se fazer face a um golpe, parece-me pois que o 25 de Novembro, se não foi provocado, foi pelo menos muito facilitado por alguns grupos que pretendiam realmente a definição de situações e o afastamento de determinados elementos, não apenas militares, mas também políticos que, na altura, detinham uma certa preponderância.

Chegámos finalmente à promulgação da primeira Constituição, marco histórico da institucionalização da democracia. Então afirmei:

Nela se consignam, como objectivos fundamentais do Estado, a promoção da independência nacional, em termos tanto políticos, como económicas, sociais e culturais; a democratização da vida pública, garantindo-se o recato e a defesa intransigente da Democracia e da Liberdade; e ainda a adequação da riqueza ao seu fim social, criando-se as condições que permitam promover o bem-estar e melhorar a qualidade de vida do nosso povo .

Entretanto fui instado para concorrer à Presidência da República. Cedo me demarquei dessa corrida, devido ao meu esgotamento físico e mental numa política de cadências para conseguir entrar no período constitucional e evitar situações de confronto.

Estive na Presidência da República até ao dia 13 de Julho de 1976.

Francisco da Costa Gomes
Marechal

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Students for a free Tibet

Students for a free Tibet.gif

Ontem, Março, 10, marca o 45º aniversário do dia nacional do levantamento tibetano, um dia fatal de 1959 em que as centenas dos milhares dos tibetanos em Tibete se levantaram contra a invasão brutal e a ocupação pela China e do protesto deste país. Quase 100.000 homens, mulheres e crianças tibetanos foram mortos quando as tropas chinesas esmagaram o levantamento. Para marcar este dia, as vigílias, as manifestações, e outras ações simbólicas ocorreram nas vilas e nas cidades um pouco por todo o mundo.


Ler mais em http://www.studentsforafreetibet.org/index.php

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março 10, 2004

A moda e a emancipação da mulher

(...)«Nem os discursos sobre a família e os valores, nem uma lei criminosa poderão impedir o avanço estatístico. As mulheres lêem mais, educam-se mais e, quando esta escalada chegar ao fim, gastarão mais. Serão consumidoras primeiras, como já são na moda, que é uma das indústrias que mais cresceu nas últimas décadas. Nesse dia, as mulheres farão quase, quase todas as leis que as regem. Nesse dia haverá qualquer coisa para celebrar. »

ungaro__1.jpg

No processo em que a autora vê desenhar-se a autonomização da Mulher, eu vejo o morder do anzol. Associa a autora o aumento do consumo na Industria da Moda, o grande crescimento desta, à ante-câmara para a chegada da mulher ao poder legislativo. A Moda é uma indústria que se alimenta precisamente do acessório tomado como primeira necessidade, negócio aonde a maior parte dos profissionais ganham mal, nas fábricas de confecção. Negócio em que as pessoas mais mediáticas têm a categoria profissional de... "manequim" ou mais elegantes do ano.
O sinal do anzol abocanhado acontece quando se tem a noção de que se gere melhor a vida utilizando o aumento de habilitações e poder económico exactamente no que não serve senão para prolongar uma dependência, a da mulher face à sua necessidade de ser amada, a qualquer preço, tornando-se cada vez mais um ser artificial, na medida em que aposta tudo na "imagem", mas não a verdadeira, que essa não necessita nécessaire's nem accessoire's.
Ler o artigo na íntegra emhttp://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=2&id_news=119106

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O déficit e as previsões

Nos Indicadores Estatísticos Gerais do INE, podia ver-se que,( apesar das regras de cálculo terem sido alteradas em 2002(!) ), e mesmo com números lançados pelo Ministério das Finanças(!), que:
O Produto Interno Bruto de 2000 a 2004, per capita, evoluiu crescendo;
+0.0007 em 2001
+0.0006 em 2002
+0.0004 em 2003 e... , hoje o I.N.E. diz que afinal não só não cresceu como baixou 1,3%, assim temos:

crescimento do PIB per capita:
+0.0007 em 2001
+0.0006 em 2002
-0.0002,
Esta apresentação de contas orientou as directrizes da governação para o controlo dos salários, por exemplo, mas não eram fiáveis.

Isto realmente só lá vai com muita FORÇA PORTUGAL

Posted by terramann at 06:43 PM | Comments (1)

Russel

russel.gifAinda acerca da palestra proferida por Bertrand Russel, a 6 de Março de 1927 na "Câmara Municipal" de Battersea, sob os auspícios da Nacional Secular Society, Inglaterra, com o título;
Porque não sou cristão.
Quando se refere O Argumento da Prova Teológica da Existência de Deus (Desígnio Divino), diz o autor a dada altura:(...)«Achais, acaso, que, se vos fossem concedidas onipotência e onisciência, além de milhões de anos para que pudésseis aperfeiçoar o vosso mundo, não teríeis podido produzir nada melhor do que a Ku-Klux-Klan ou os fascistas?»(...)

Diziam os filósofos mais consagrados que nada sabemos a não ser isso mesmo, que nada sabemos. Pelo que é muito difícil para qualquer pessoa tentar, mesmo com tempo para isso, encontrar na sua imaginação, um conjunto de conhecimentos e capacidades ilimitadas de modo a imaginar um mundo melhor do que aquele que existe. Sempre que o faço levantam-se-me questões para as quais não tenho resposta. O mesmo é dizer que não consigo imaginar por causa daquelas limitações, um mundo melhor que este que temos, por haver sempre um dado que me falta para sustentar o "meu mundo imaginado". Há sempre uma variável que não controlo e que me detém na chegada a esse paraíso. Outra coisa é conceber um mundo melhor, o que é completamente diferente.
Mas lembro-me das sociedades encontradas pelos aventureiros e antropólogos na Amazónia por exemplo, onde em alguns casos as sociedades viviam harmoniosamente entre si e eram infinitamente mais felizes que nós - os Ocidentais, assim nos chamamos - da idade da informação. O que me leva a pensar que os infortúnios e desconcertos vividos pela humanidade têm mais que ver com a maneira como se organiza e com as escolhas que faz do que com a inevitabilidade de que aquilo que produz tenha de ser mau.
Texto referido consultável emhttp://www.str.com.br/Forum/viewtopic.php?t=4002&amp;start=0&amp;postdays=0&amp;postorder=asc&amp;highlight"><FONT

Posted by terramann at 04:10 PM | Comments (0)

março 09, 2004

A Justiça é cega mas deixa ver

justice.jpgHá coisa que eu não entendo para que servem à Justiça. A lista de fotografias publicadas como tendo sido utilizadas para identificação dos pedófilos pelo Ministério Público, para que serve, a não ser para discussões inúteis acerca de quem está ou deixa de estar. A única coisa que provoca é a venda de mais jornais.
Será que quando em Sarrapolhas do Zêzere se conclui a acusação de um crime que tenha envolvido vários suspeitos e se tenha utilizado fotografias para a tentativa de identificação, também ficam acessíveis ao público, as de quem foi tomado como possível suspeito? se sim, como presumo que aconteça, para que serve, a não ser para alimentar a conversa no largo.
Imagine agora o leitor que tinha sido incluido nessa lista de suspeitos, não acha deplorável que venha a público tal suspeita quando sabe que está inocente?

Posted by terramann at 11:55 PM | Comments (1)

Embriões e mitocôndrias

Ana Drago a propósito do aborto e da posição do governo face ao mesmo e no dia da Mulher, publica um texto de denúncia da terrível situação da mulher no mundo e a dada altura faz esta exclamação:
«(...)Não é este o meu corpo? Que democracia é esta que acha que a minha condição de mulher confere ao Estado tutela sobre o meu útero, que me reduz a mera incubadora?(...)

O embrião não é o útero. O embrião [não é uma mitocôndria que] tem um código genético diferente do da mãe pelo que não podemos falar de um só organismo.
Mas é esta a mais sofista das questões, porque é que sou obrigada a ter um filho se não o quero ter?
Sofista, porque desde logo o pode dar para adopção.
Mas pode ainda não querer gerá-lo, porque há-de ser obrigada?
Se o que estivesse a ser gerado no útero fosse um tumor ninguém acharia que a competência da mulher para extirpá-lo não era suficiente. Como o que está a ser gerado é um ser humano, diferente da mãe, embora dependente nos meses seguintes, quem defende que a vida humana deve ser protegida a todo o custo, não pode estar de acordo com Ana Drago.

EMhttp://jornal.publico.pt/2004/03/08/EspacoPublico/O03.html

Posted by terramann at 05:57 PM | Comments (6)

ONDE É QUE VOCÊ ESTAVA EM 10 DE DEZEMBRO DE 2002?

«A proposta em matéria de política de rendimentos está muito mal formulada e representa um retrocesso muito grande face à negociação colectiva», disse em declarações ao DN o secretário-geral da UGT.

Em http://dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=145726&codEdicao=1021&codAreaNoticia=4

Posted by terramann at 04:21 PM | Comments (2)

Opinião europeia sobre a Imigração

Os legisladores, os governos, nomeadamente o português, não quer saber da opinião de quem diz ser representante, porque;
(...)«Uma sondagem do Eurobarometer, ontem divulgada, revela que [só]um terço dos cidadãos europeus é contra a concessão de direitos iguais para os imigrantes de países terceiros.(...)»

Leia o atigo na íntegra emhttp://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1188013&idCanal=90

Posted by terramann at 03:57 PM | Comments (0)

março 08, 2004

Ser mulher


O texto de Hélène Teboul "Condição Mulher" obrigou-me a desviar a rota que já havia traçado para a minha colaboração neste Blog. O meu propósito era continuar pelo caminho do apelo à paz. Porém, porque concordo com todas as ideias que a autora apresentou, salvaguardando que isto apenas se passa em determinadas estruturas sociais. No entanto, é sempre verdade que a mulher, numa grande percentagem, trabalha muito mais do que o homem. Levanta-se mais cedo para tratar dos filhos, do pequeno almoço do marido, vai para a sua ocupação profissional onde nada lhe é perdoado, regressa a casa, ajuda os filhos nos deveres escolares, prepara o jantar, ocupa-se da louça enquanto o marido, resfatelado num sofá grita, de vez em quando: "Oh mulher já te pedi o café e o copo da água, há que tempos!..." Depois, há outras obrigações conjugais a cumprir...se a ele lhe apetecer. Porque será que me vem à memória o poema do António Gedeão que refere aquela Luísa que sobe a calçada, sobe, que sobe, que vai cansada?

Mas este cenário não é o mesmo para todas as mulheres.Eu, por exemplo, felizmente, nunca fiz parte da "vida tipo", que acima citei corroborando o texto da autora que o terramann editou. Mas como hoje é dia 8 de Março e os calendários indicam que esta data é o Dia da Mulher, decidi lembrar a quem me ler que, tal como a pessoa a quem mais quero nesta vida me disse ontem: o dia da mulher não pode ser apenas um por ano. Tem de ser o ano inteiro!
Desconheço quem inventou esta comemoração para tapar os olhos a algumas mulheres menos advertidas . Para mim que sempre fui irreverente esta data é um insulto. Existe o dia do Homem? Porquê então o Dia da Mulher? Felizmente que recebi um email datado de 7 de Março e nele vi a muita estima e o respeito pela minha condição de ser humano. Todavia, quatro homens falaram-me hoje para por eu ser Mulher. Ri-me, claro. Um, mandou-me flores. É uma velha paixão que se mantem viva mas que a mim me é indiferente. Outro, telefonou-me muito amável, a citar o dia da Mulher e a fazer-me um convite para jantar. Os outros dois foram mais inteligentes e apenas disseram que me queriam cumprimentar por eu ser mulher, mais um blá-blá que não interessa para aqui.
Ora eu que já cumpri os caminhos dos desafios e aos 16 anos, depois de muitos requerimentos, entrei para a Faculdade de Letras, eu que fui "hippie", que desestabilizei a cantina com as minhas reivindicações, que tive a polícia política na peugada, que me casei sem ser de branco, eu que andei sempre contra corrente, ia aceitar a esmolinha de um Dia da Mulher? Eu não mendigo afectos nos becos do planeta.
Por favor, tenham paciência. A minha irreverência saltou-me à flor da pele.Meus amigos, assoem lá o vosso pranto, arranjem mais um pretexto para o consumismo, mas não agitem o mundo com falsas bandeiras. Sabem (?) já me senti a Branca de Neve, a Bela Adormecida, ouvi os Stones, enchi-me de Pink Floyd, topei o Frank Zappa antes de Vaclav Havél, embirrei com o Papa e sou verdadeiramente católica, fui a festas à Quinta da Marinha, corri o mundo, andei pelo mundo. Mas, curei-me!
Em determinadas áreas já nada tenho quase para fazer, fui à Ópera a S. Carlos, fiz voluntariado nos Hospitais Civis, entrei em concursos hipícos e ganhei, participei em campeonatos de tiro e perdi sempre, e um dia quando me apercebi que era quase analfabeta, tentei fazer um curso de arameu...O meu marido aconselhava-me a aprender esperanto para que não se perdessem os ideais do Dr. Zamenhof. Aqui, em segredo, o que eu acho é que o meu marido que era tão irrevente como eu tinha esperança de me ver menos desassossegada...
A minha irreverência revolucionária levou-me a pagar facturas muito altas. Mas sou uma sobrevivente.
Escrevi nas paredes o meu descontentamento e ainda sou capaz de vir para a rua com uma lata de spray para dizer, em letras garrafais :Fora com a fantochada do Dia da mulher!
Sara Amszalack

Posted by terramann at 11:41 PM | Comments (1)

Condição Mulher

«(...)Só aparentemente as mulheres são livres, encontrando-se no fundo aprisionadas por um código de honra estritamente masculino...
E não nos referimos já sequer às mães... O período da educação dos filhos, quando ainda pequenos - mesmo sem contar com a fadiga - constitui um verdadeiro calvário na vida de qualquer mulher. Enquanto o marido, extenuado pelo trabalho fora de casa, continua a sair, como antes do nascimento dos filhos, ela fica a vigiá-los. Ai de quem ouse pensar o contrário - até porque « eu nem gosto de sair a não ser com ele»!... E se ela trabalha fora de casa antes de ser mãe? Voltará ao trabalho se as condiçõoes financeiras o exigirem. No fundo, tudo se resume a uma questão de dinheiro, já que ela declare que o trabalho lhe agrada, independentemente do dinheiro, a mãe lhe cairá em cima horrorizada com a atitude da filha, ou então descarregando nela a ladainha das suas próprias frustrações: »Ai, filha, os homens são todos iguais, são todos uns egoístas...» - e por aí fora,(...). As obrigações da mulher, os seus «deveres» mais ou menos justificados, abafam por completo as suas verdadeiras responsabilidades num embróglio confuso.
Entretanto, quando os maridos têm de enfrentar a notícia do nascimento a curto prazo de uma criança que vai retirar deles próprioa a atenção dócil da sua esposa dedicada, quantos são os que não a esmagam com todod o seu peso até a levarem a abortar? «Como é que não te precaveste?» - e até a mulher mais consciente do mundo submerge como uma criança num escuro e denso vale de lágrimas.
Enquanto mãe, dá à luz cinco, seis raparigas? Não faz mal: que mais dá falhar só a primeira ou a segunda, ou ter de chegar à sétima tentativa... E felizes daquelas que, em caso de problemas de parto, não são trocadas pelo marido, o qual se deixa habitualmente encantar mais pelo filho do que por elas próprias. Cada mulher só serve para dar à luz o filho que, precisamente, vai manter o «nome da família» - e enquanto ao seu mal estar devido à dores do seu corpo, o melhor que tem a fazer é aguentar. Quanto às filhas, geradas na nostalgia do filho desejado, que cuidem elas próprias de si e que se cuidem bem, não ousando levantar ao de leve a desonra da família...(...)
A solidão do homem leva-o ao deleite nas suas vãs perfeições, ou então fá-lo mergulhar na vaidade da acumulação de bens materiais. Contudo a via para que está predestinado é a de caminhar para ideais nobres com o viático da ternura, o qual só lhe pode ser conferido pela mulher - o ser complementar - pela mulher - felizmente imperfeita - pela mulher - que o segue: porque amar é a lei feminina, o seu máximo ditame, o SENTIDO do seu ser, com a condição de ser perdoada pelas faltas que nunca cometeu.»

HÉLÈNE TEBOUL

Posted by terramann at 03:56 PM | Comments (2)

Raiva no coração

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INGRID, uma mulher com raiva no coração.

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março 07, 2004

Arranja uma mais difícil...

Perguntei, um dia, a um Padre:
- Porque é que Deus é bom, porque é que tem de ser bom, porque não pode ser mau?
demorou um segundo e disse,
- É bom, porque se fosse mau, destruia-se a si próprio.

Posted by terramann at 05:51 PM | Comments (1)

Here I go again

No JN de hoje, Pina Moura, a dada altura, é descrito assim:


(...)«é a única pessoa que conseguiu na mesma existência passar de 'braço direito' de Cunhal a 'braço direito' de Guterres(...)» Daqui a um ano faremos novamente referência a Pina Moura


Posted by terramann at 03:13 PM | Comments (0)

Um apelo à paz

paz.jpg


Houve um tempo primeiro  - que durou tão pouco - em que o Homem se sentava à beira-mar agradecendo a fartura e contemplando os mistérios insondáveis. As ondas vinham brincar nos seus pés nús, tomavam-lhe às vezes a nudez do corpo, e talvez então lhe tivessem inspirado o sabor dos primeiros beijos, os primeiros gestos de namorar. E o primitivo Homem, ouvindo o sussurro das brisas enroscadas nas àrvores, banhado pelo luar e com a vastidão por testemunha, terá partilhado a nudez do seu corpo com as ondas delicadas, sem mais razões nem pensamentos... Aguçando o engenho tornou-se expedito e do nada que era a riqueza que o envolvia foi criando coisas. E com elas a posse, a sanha e a raiva, todas as emoções - que ia classificando à medida que, surpreso, as inventava. Jamais o luar seria o mesmo, ou o sussurro das folhas, a nudez dos corpos. E vieram estações e sucederam-se luas, e o barro tornou-se betão, e o vento energia, e aquele que era o Homem que se partilhava sob o testemunho dos céus, aviltou-se... até à degradação de comprar os beijos...
   Na sua história, tal como se sucedem luas e estações, há o desfilar de uma outra intermitência: paz e guerra, guerra e paz. O Homem constrói e destrói, tenta reparar os danos das fogueiras que ateou. Mas nele existe, porém, um grande segredo. Distingue-se dos animais porque pensa, porque fala, porque age em função das emoções que mede. E tem ainda, no mais recôndito do coração, esse outro Homem inicial que aprendeu os beijos com as brisas e as ondas...
   É por isso que o meu primeiro texto para o Blog Espanto é um "apelo à paz". Há que voltarmos todos a sentir na nudez dos corpos o prazer único de ser como as ondas delicadas, sem guerras, sem mais razões ou pensamentos que não sejam os das brisas que se beijam com a vastidão por testemunha.
 



Sara Amszalack


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março 06, 2004

Volta Revolução

«A mãe de uma contribuinte faleceu no passado mês de Janeiro. A herdeira dirigiu-se à Repartição de Finanças de Tavira para registar o óbito e tomar posse dos bens. A resposta que obteve foi que seria impossível registar a morte “por falta de impressos”. “Volte em Abril que é quando teremos os formulários”, disseram. »ALGUEM TEM DÚVIDA DE QUE SE TRATASSE SE UMA PESSOA INFLUENTE A SITUAÇÂO SE RESOLVERIA SEM DEMORAS?
Esta é a Administração Pública que temos, por ter a ver com uma morte e luto é notícia.

pos 25 Abril.jpg

De quem é a culpa de uma coisa destas?, os funcionários até já sabem que a norma é vir nova remessa em Abril, a chefe de secção terá concerteza feito saber isso a quem de direito, que pelos vistos já nem precisa que lho digam. Entre pedidos às gráficas e autorizações para a despesa, o processo está bloqueado. A quem pedir responsabilidades?, será mais culpa dos administrados ou dos administradores?
A reforma do país passa pela Gestão dos recursos, pela Reforma da Gestão, seja da Administração Pública seja de outro grande ou pequeno sector.
Pela formação das pessoas, pela alfabetização funcional, pela retoma dos valores não desestruturantes.
Os políticos sabem disto. É impossível que quem dirige o país não saiba isto.
Mas têm que alinhar com a globalização, a selvagem, do salve-se quem puder.
Faltam 48 dias para o 25 de Abril, ainda é tempo, é sempre tempo. Unámo-nos, todos os que estão contra este marasmo em que a situação do país está a cair, marasmo que é terreno profícuo aos que se aproveitam da inacção política em que caímos. Relancemos a revolução, tomemos o poder. Socialistas unam-se aos comunistas e bloquistas, unâmo-nos todos com quem na direita não alinha neste sistema de areias movediças em que para sobreviver é preciso nada fazer, não interferir, não opinar, não ter ideologia, não ter visão crítica.


http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=92929&idselect=11&idCanal=11&p=94

Posted by terramann at 11:45 PM | Comments (2)

Vamos ter Santana e Cardeal?

O vai receber Santana Lopes no Vaticano no dia 12 de Março, logo a seguir ao livro do Cavaco ser lançado.
Mas que terá feito esta alma para ser distinguido com tamanha deferência?, pela sua vida de prática católica, não será certamente. Que terá ele proposto para convencer o Papa?
"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", estarão os dois esquecidos?
Vamos ver a Igreja em Portugal a apoiar Santana se Cavaco não avançar?


http://dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=145168&codEdicao=1017&codAreaNoticia=10

Posted by terramann at 05:44 PM | Comments (1)

I.V.G.

São tantos os que defendem a descriminalização da interrupeção voluntária da gravidez, para além dos casos de perigo de vida para a mãe, mal formação congénita e caso de violação, nos termos da lei, que tenho que, há falta de melhor instrumento, usar da lógica para explanar o meu ponto de vista.
Não me interessa o ponto de vista religioso, o ateu rebatê-lo-ia. Ética e Moral são estéreis, quando discutidas, porque são fácilmente sofismáveis as posturas dos interventores.
Interrupeção, ...quem interrompe interrompe alguma coisa. O que é essa coisa?
Voluntária? ...diz-se do que deriva da vontade própria, quando não há coacção. O que leva então à decisão de interrupeção?
Gravidez é gestação, gestação do quê?
A coisa interrompida não é uma coisa, tão sómente. É uma vida. Humana.
Não havendo coacção, para que se diga voluntária, porquê interromper a vida humana?
Chego agora há questão que me asombra.
Se não existem condições para que a mulher dê à luz, não deviamos resolver esse problema, em vez de o evitar, fazendo parar o crescimento da vida, e fazê-la parar defenitivamente?
Outra questão se coloca, a vida tem valor? Se sim como suportar a ideia de uma morte evitável?
Se não tem valor, porque nos interessamos pelos outros seres vivos? Porque nos interessamos pelos humanos?
Há uns que têm mais valor que outros?
Quem determina isso?
Como sabermos que o julgamento de cada um sobre esta questão do valor relativo da vida é o mais rigoroso?
Depende só de quem avalia?. Partámos desse princípio e não poderemos condenar o mais criminoso dos homens, ele terá as suas razões para fazer o que faz, tão válidas quanto as nossas. Ou não será assim?
Para o bem e para o mal, para o yin e para o yang, o ser humano é gregário.
Não é possível viver em sociedade sem regras. As regras têm vindo a ser defenidas.
Não quero que um ser vivo humano, qualquer que seja o seu estádio de desenvolvimento, seja morto, havendo outra solução.
Nem pela I.V.G nem pela pena de morte.
Votarei contra a descriminalização.

Posted by terramann at 02:51 AM | Comments (4)

março 05, 2004

Assinar de cruz

Segundo o Correio da Manhã,
«(...)afirmou que assinou o documento porque as normas da UEFA proibiam a presença de crianças deficientes no relvado.(...)»«(...)Helena Lopes da Costa [vereadora do pelouro da Acção Social, Habitação Social, Criança e Educação, e Patrimonio da Câmara de Lisboa] declarou posteriormente que a circular tinha sido feita pela por uma técnica do seu gabinete e que a tinha assinado "sem a ler completamente, pois era um documento pacífico". Em declarações ao CM, a vereadora afirmou: "É um contrato no meio de centenas , não o vi ao pormenor e assinei sem me passar pela cabeça que se impedisse essas crianças de acederem aos estádios (...) a técnica que o elaborou não o fez com má-fé". De resto, acrescentou, "ela já pediu a demissão e eu recusei porque acredito que não fez de má-fé".(...)»
Uma pessoa que está à frente de um pelouro que deve zelar pela Acção Social, que se candidatou ou foi nomeada para o fazer, que tem gabinete com técnicos que lhe fazem o trabalho de "sapa", sacode a água do capote tentando fazer-nos crer que está a ser questionada apenas por falha dos subalternoses e que nem aceitou a demissão de quem lhe fez a carta. Atirando as culpas para terceiros, culpas que apenas se podem atribuir à própria. Ela é a vereadora e a última responsável. Para lá da deselegância desta postura, e do erro grosseiro que cometeu, pretende atrair as atenções para a sua boa índole como pessoa, ao não ter aceitado a demissão da secretária.
Toda a gente já falou deste caso, imundo, mas este pormenor revela a verdadeira natureza da noção de iresponsabilidade e ininputabilidade com que esta Vereadora se sente protegida. Como quem está em condições de a questionar e confrontar com esta infámia às crianças, tem que ter cuidado com os seus próprios telhados de vidro, ninguém atira uma pedra.
Não pelo erro de per si mas pela forma mesquinha como se pretende defender, esta senhora apresentase-me como uma pessoa sem carácter e sem estatura para ser responsável numa autarquia.

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=92574&idCanal=90

MacReich.jpg

Posted by terramann at 07:05 PM | Comments (2)

Precisa-se: Contra Reforma

/P
O Ministério da Economia previa em Julho de 2003 que os custos laborais diminuiriam em 2003 e 2004, e que, para os mesmos anos, a produtividade iria aumentar.
Agora percebe-se a, assim chamada, Reforma na Administração Pública que mais não é que diminuição da carga salarial para que a previsão de diminuição dos custos do trabalho, se cumpra.
Agora como é que ganhando menos as pessoas vão ter motivação para produzir mais é que eu não entendo. Isto só poderia ser verdade se se fizessem reformas ao nível da Gestão. Que foi feito de profundo para mudar a estratégia de relançamento da economia por parte do Governo?!... nada. E a prova está na necessidade de 550 homens de negócios e finança se terem reunido para, precisamente obviar essa lacuna. Pela amostra do que lá se passou, propõem mais do mesmo. Assim sendo, quem fica cada vez mais na mesma é o "mexilhão".

Gráficos do Ministério das Economia em http://www.gee.min-economia.pt/site/gepe_newsletter_pt01.asp?newsletterid=23

   

Posted by terramann at 02:44 PM | Comments (1)

Violência cobarde

http://www.opdv.state.ny.us/espanol/duluthpoder.gif
Violenciadomestica.jpg Uma em cada cinco mulheres é vítima de violência na Europa.
Devemos denunciar estas agressões. Apontar o dedo, nestes casos, é coragem.

Posted by terramann at 02:11 PM | Comments (1)

março 04, 2004

Déficit, em teoria

No Negócios.pt/opinião vem Miguel Frasquilho, [Mestre em Teoria Económica e Deputado do PSD, eleito por Setúbal], defender a diminuição da despesa pública directa primária, como massa crítica para poder aquilatar como positivo o déficit - trabalhado - de 2,8% do Executivo.
Nos Indicadores Estatísticos Gerais do INE, pode ver-se que,( apesar das regras de cálculo terem sido alteradas em 2002(!) ), e mesmo com números lançados pelo Ministério das Finanças(!), pode ver-se, dizia que:
O Produto Interno Bruto de 2000 a 2004, per capita, evoluiu crescendo;
+0.0007 em 2001
+0.0006 em 2002
+0.0004 em 2003 e
+0.0004 em 2004,
em milhões de Euros, entre valores finais, estimados e previstos.
Isto é, o PIB per capita começou a crescer menos a partir de ...2002.
Se fossemos tomar um só indicador para medir a saúde económica de um país, tinhamos muito por onde escolher, depende do campo onde nos queremos situar e da honestidade de cada um.

Posted by terramann at 08:05 PM | Comments (0)

50 dias para o 25 de Abril

cravo.jpg (...)«Muitos ideólogos e técnicos defenderam no passado que o atraso do país e o seu baixo nível de vida resultava de falta de recursos naturais. O país  não teria fontes de energia nem minas, o solo seria pobre e existiria população em demasia... Mas tais suposições não são verdadeiras.(...)Portugal possui relativamente altas reservas de minério de ferro e urânio (...) e de pirites(...), para além de enormes caudais de água em rios(...) A pobreza do país não resulta da falta de recursoa naturais( a que se juntavam até 1974 os das colónias) mas sim da incapacidade das classes dominantes em desenvolverem estas mesmas riquezas. Quando se deu o 25 de Abril calcula-se que um milhão de hectares de terras potencialmente cultiváveis não estavam a ser aproveitadas, permanecendo incultas ou como terrenos de caça dos senhores das terra.(...) O fascismo também pretendeu fazer crer que «Portugal era essencialmente um país agrícola». E, entretanto, a agricultura não era suficiente para abastecer o país.(...)»


[pág. 175,  de Mil Dias, Editora/Sérgio Guimarães, Diário de uma revolução, 1º Vol., sob direcção de Orlando Neves, com a colaboração de Carlos Pinto dos Santos, Carlos Osório, Eduardo Maia cadete, José Carlos Vieira, Maria Carrilho, Mario Fabre e fotografia de Hernando Domingues.]

Posted by terramann at 04:43 PM | Comments (2)

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Posted by terramann at 02:07 AM | Comments (0)

março 03, 2004

Sizo, Soutor

Mário Soares, formado em Direito, é uma figura incontornável na história de Portugal do pós 25 de Abril, foi várias vezes primeiro-ministro e Presidente da República Portuguesa.
Em Julho do ano passado dizia a uma jornalista que o processo Casa Pia não correria bem para a Justiça porque as provas eram insuficientes.
Pedro Namora, anotou, e agora vem lembrar-lhe esta tremenda falta de imparcialidade e aparente quebra do segredo de Justiça. Porque ou Mário Soares conhece as provas sem ter acesso a elas legalmente ou pronunciou-se sobre a matéria de cor.
Um homem com a coragem que se lhe reconhece tem de ter a coragem de não intoxicar a opinião, por muito que a isso seja tentado.

Posted by terramann at 01:29 PM | Comments (2)

A marcha

A marcha coberta pela RTP, televisão do Estado, deu uma grande cobertura à manifestação silenciosa. Não está o mal na cobertura feita, nem nas questões colocadas pela jornalista de serviço, mas sim na falta de cobertura, com o mesmo tempo de antena para as coberturas da facção contrária a esta.

Posted by terramann at 01:14 PM | Comments (3)

África

fome.jpg

(...)«As perspectivas de desenvolvimento para este continente são pouco animadoras. Na África sub-sahariana, o número de pobres pode aumentar de 315 milhões em 1999 para 404 milhões em 2015, afectando perto de metade da população da região (Banco Mundial, Abril de 2003).»(...)

Leia em http://confrontos.no.sapo.pt/page4.html

Posted by terramann at 12:07 AM | Comments (0)

março 02, 2004

Shake hands, instalação

shake hands.jpg

Posted by terramann at 11:27 PM | Comments (0)

Racismo e segunda geração

(...)«Não se sentem portugueses mas também não se sentem cabo-verdianos, angolanos ou de outra nacionalidade qualquer. É o caso dos filhos dos imigrantes, as chamadas segundas gerações. Vivem em conflito social identitário consigo mesmos, não conseguem interagir com a dita sociedade e, na sua maioria, é-lhes negada a nacionalidade portuguesa. Podem querer ser portugueses mas Portugal só deixa se os pais tiverem pelo menos 6 anos de autorização de residência no caso dos PALOPs ou de 10 anos no caso das outras nacionalidades e, na melhor das hipóteses, terão que esperar pela maioridade para a ela terem direito.

São filhos de trabalhadores precários, de serventes, carpinteiros ou pedreiros que constroem as cidades para os outros, carregam pedras e desperdiçam muita força por pouco dinheiro. Elas são mulheres-a-dias e a trabalhar, fazem e pagam o jantar. Vieram de longe, de muito longe, e o que andaram p'ra aqui chegar. Quantas vezes arriscando a vida, ou depositando-a no controle das redes mafiosas de tráfico humano.»(...)
Timóteo Macedo
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Leia o artigo na íntegra em http://www.udp.pt/Textos/racismo.htm

Posted by terramann at 06:04 PM | Comments (0)

VIRIATO TOMA POSIÇÃO

Cílio Correia, ex vice-presidente da Comissão Executiva de Federação Nacional dos Médicos (FNAM).«(...)abandonou a FNAM para poder assumir, na próxima sexta-feira, o cargo de director clínico do Hospital de S. Teotónio, em Viseu.
O seu substituto na Federação, embora lamentando a perda na estrutura, refere que a unidade de saúde viseense, "ganhará muito".»(...)"só as pessoas, por muito boas que elas sejam, técnica e profissionalmente, não chega para que o projecto tenha sucesso. É necessário que a tutela colabore".
Leia na íntegra em http://jn.sapo.pt/textos/out20527.asp"> color=#996600>http://jn.sapo.pt/textos/out20527.asp

Leia as impressões da FNAM acerca d' AS IMPLICAÇÕES DO "PROJECTO DE DECRETO-LEI SOBRE A TRANSFORMAÇÃO DE HOSPITAIS", em http://www.fnam.pt/dafnam/pareceres_files/030206transfhosp.htm"> color=#996600>http://www.fnam.pt/dafnam/pareceres_files/030206transfhosp.htm


(...)«O artigo n.º 1 do "Projecto das Sociedades Hospitalares de Capitais Exclusivamente Públicos", "transforma o hospital em sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, com a designação hospital S.A."
Há alguns anos atrás, várias estruturas e serviços públicos, como a E.D.P. e os T.L.P., foram transformados em sociedades de quotas com "capitais públicos" e gradualmente o Estado foi vendendo essas quotas a consórcios privados nacionais e multinacionais até se tornar um sócio claramente minoritário.
E como é possível afirmar que uma empresa "S.A." continua a manter-se como serviço público?»(...)
d'(...)«O art.º 14.º [resulta],
o horário de trabalho normal diário pode ir até 12 horas e o semanal até 60

horas.
o período de trabalho nocturno passa das 20h. para as 23h., até as 7h. do dia seguinte, com substanciais implicações nos quantitativos pagos a cada médico.
"o trabalhador pode ser colocado em categoria inferior àquela em que foi contratado, desde que seja imposta por necessidades prementes da empresa".
"o empregador pode, quando o interesse da empresa o exija, encarregar temporariamente o trabalhador de serviços não compreendidos na actividade contratada".
"o empregador poderá reduzir temporariamente os períodos normais de trabalho ou suspender os contratos de trabalho, desde que, por motivos económicos, tanto de mercado como estruturais, catástrofes ou outras ocorrências que tenham afectado gravemente a actividade normal da empresa...".
despedimento por extinção do posto de trabalho ou por [in]adaptação do trabalhador.


Lisboa, 30/09/2002, A Comissão Executiva da FNAM

Posted by terramann at 03:27 PM | Comments (1)

A arte de bem governar...


Necessidades brutas de financiamento 2000  -        10.8 mil milhões


Necessidades brutas de financiamento 2001  -         7.7 mil milhões


Necessidades brutas de financiamento 2002* -      13.9 mil milhões


Com Orç. Retcificativo em 7/6/02 sobe em      -       +5.0 mil milhões


Necessidades brutas de financiamento 2003  -      14.6 mil milhões


Necessidades brutas de financiamento 2004  -      13.7 mil milhões


Nos últimos 30 meses do último governo as necessidades brutas de financiamento foram inferiores comparadas com as do actual, 10.8 mil milhões contra 11.1 mil milhões de Euros.


Mas... não era, o estandarte da política deste Executivo, diminuir a Dívida Pública?!


Ler documentos do IGCP em http://www.igcp.pt/access/show_contents.asp?idcontent=29

Posted by terramann at 10:44 AM | Comments (1)

LEGISLAÇÃO E COMPETÊNCIA

«Concorda que deixe de constituir crime o aborto realizado nas primeiras dez semanas de gravidez, com o consentimento da mulher, em estabelecimento legal de saúde?»

Esta a pergunta que devia ler antes de assinar a petição para o referendo, no caso de concordar. O objectivo deste documento era levar os legisladores a modificarem a lei vigente, por uma que compreenda aquela redacção, utilizando para isso, legitimamente, a pressão que um referendo com resultado maioritário favorável acarretaria.
(Petição que pode ler aqui;
http://www.bloco.org/pdf/peticao.pdf )
Também se lê na mesma petição: « (...) O Código Penal actual prevê que a mulher que interrompa a gravidez, excepto em casos excepcionais, deva ser acusada, julgada e condenada a pena de prisão (...) ».
Na lei actual, com toda a clareza pode ler-se, no <b>Código Penal, artº 140 </b>e CAPÍTULO II do <b>Decreto-lei nº 48/95 de 15 de Março, no artº 142º </b>que;
<b>não é punível </b>a interrupção da gravidez,
nomeadamente, se:
<b>artº 140 </b>
1. a) (...) <b>existir perigo de vida ou de lesão grave para a grávida</b> (...)
b) (...) <b>doença grave ou mal formação congénita do feto nas primeiras 24 semanas e se o feto for inviável, em qualquer altura</b> (...)
<b>artº 142 </b>
1. b) 2. (...) <b>no caso de violação, até às 16 semanas </b>(...)
Todas estas situações devem ser devidamente documentadas e comprovadas medicamente.
Assim sendo, o que se pretendia com o referendo e a lei que se lhe seguiria e cujo texto é enunciado na petição, como se pode ler acima, é que neste país uma mulher possa fazer um aborto sempre que lhe pareça conveniente, sem necesidade do acordo do pai biológico,companheiro ou conjuge.
O argumento da defesa da igualdade dos géneros, invocada na petição quando naquela se lê:« ... o fim da descriminalização do aborto é uma questão de respeito pela dignidade das mulheres e dos homens e contribui para para proporcionar o exercício da maternidade e da paternidade responsáveis.», cai pela base, porque não há qualquer respeito pela opinião do pai biológico, companheiro ou conjuge na decisão de abortar ou não, inviabilizando a referida paternidade e também a dignidade «(...) dos homens(...) », atrás mencionada naquele texto.
Naquele texto também se quer defender as mulheres da « ...exposição pública da sua intimidade [da mulher]...» quando é julgada por ter abortado fora dos parâmetros da lei vigente.
Desde logo, quando as pessoas que se foram manifestar publicamente à porta do Tribunal da Maia, onde estavam a ser julgadas as mulheres e restantes agentes no processo, dando, por isso, um contorno mediático ao caso, não estariam conscientes da potencialização dessa exposição ?


No documento, também se pode ler que «...a criminalização actualmente em vigor cria um campo adequado para que a sua prática clandestina se desenvolva.».
Não é a criminalização que dá existência, origina ou produz a prática clandestina do aborto senão vejamos:
A prática existe, é originada, é produzida pela decisão da mulher e dos agentes envolvidos no aborto. A qualidade clandestina da prática do aborto existe, é originada e produzida porque é ilegal.
A prática não clandestina, também existe e é a que é praticada pelas mulheres e agentes co-responsáveis no aborto legal nos parâmetros descritos acima no respeito pela lei.
Por exclusão de partes, os casos de aborto que se pretende ver saidos da clandestinidade, dando-lhes cobertura legal, são os de aborto até ás dez semanas qualquer que seja a motivação da mulher e só desta, como única capaz de decidir se;
Ou, o ser vivo humano cuja gestação provoque efeitos perniciosos graves na saúde da mãe, não padeça de malformação congénita detectável antes das vinte e quatro semanas ou tenha resultado do crime de violação até às dezasseis semanas, deve ser expulso do útero da mulher e portanto morrer,
ou deve desenvolver-se naturalmente dando sequência normal ao processo de gestação e tornar-se numa pessoa.
O destino do feto não pode ser determinado pela mulher na qualidade de portadora da vida uterina porque o feto tem origem no encontro de um conjunto de duas células, uma da mãe e outra do pai.
Por outro lado, o feto num estádio mais avançado - avanço ditado pelo código genético resultado da fusão das duas primeiras células - quando já é composto por mais do que uma célula, duas, quatro, oito, dezasseis ou mais células é por muitas pessoas considerado um ser vivo, humano, porque resultado do encontro sexual de dois seres humanos, não independente ainda, mas com a dignidade de uma pessoa.
O aborto é uma questão de vida ou de morte para o feto.
Tem sido consensual, ao longo dos tempos, proteger mais os mais frágeis, não porque valham mais mas para lhes dar as mesmas possibilidades que têm os mais fortes. Isto é verdade quando um soldado arrisca a vida para salvar um camarada caído e portanto debilitado. isto é verdade quando num incêndio ou naufrágio, ás crianças, aos doentes e ás mulheres é dada prioridade na evacuação.
A sociedade, tomada como conjunto, tem-se organizado de maneira a proteger os seres humanos mais frágeis e também os mais dependentes incluindo os dependentes de terceiros.
E é por estas razões que os fetos, seres vivos humanos, são tão protegidos pela lei.

Posted by terramann at 02:09 AM | Comments (0)

Impróprio para cardíacos







«Os hospitais SA andam envoltos em várias polémicas. Uma delas prende-se com a penalização por operar mais doentes que o programado. Será que alguém percebe uma medida destas ?»(...)
Como toda a gente sabe as pessoas ricas não precisam de estar em fila de espera para ser operadas. Ou passam à frente dos outros, ou recorrem a clínicas onde não há esperas porque se paga muito e poucos lá podem chegar.Mas o governo tem de cumprir o déficit, nem que seja à custa de vidas humanas. Quando os médicos não podem operar mais do que o estipulado pelas administrações não é só dinheiro que não se gasta são também as pessoas que sofrem e podem até morrer.


Leia o artigo na íntegra em http://jn.sapo.pt/textos/out7102.asp


Posted by terramann at 01:12 AM | Comments (0)

março 01, 2004

PALAVRAS PARA QUÊ!?, É UM POLÍTICO PORTUGUÊS!!

_________________presidente_foto.jpg


FORÇA PORTUGAL, FORÇA...

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Posted by terramann at 10:55 PM | Comments (1)

190 635 assinaturas

adoption.jpg(...)«O movimento pede ao Parlamento e ao Governo que aprovem o reforço da protecção da vida, um regime legal de protecção jurídica de cada ser humano na sua fase embrionária, iniciativas legislativas de promoção da família e medidas concretas de defesa da vida e da dignidade de cada ser humano, em particular de apoio à mãe grávida em dificuldade e ao recém-nascido.»(...)

Leia o artigo na íntegra em http://noticias.clix.pt/Politica/62499.html
P.S. Entretanto, um amigo e companheiro nesta batalha, fez o favor de informar que o número vai sendo actualizado, veja s.f.f em http://www.peticao-vida.org/

Posted by terramann at 06:27 PM | Comments (1)

TANGO

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«Tango, assunto vasto. As pessoas têm todas motivos diferentes para dancar tango, mas na minha opiniao, o pessoal fica agarrado como se fosse uma "droga" predominando a componente erótica: "é uma maneira fácil de arranjar conpanheir@s", uns com mais vontade que outros, mas a sensação masculina ou feminina de sentir corpo do outro sem ficar  a dever nada logo que acabe a dança, predomina, talvez esteja a ser um pouco radical mas o que é certo é que pouca gente se atreve a falar desta maneira, por várias razoes; com medo da reacção da companheira ou companheiro, casados ou juntos, que podem dizer: "só pensas em sexo, nao tens outros valores na vida?". Eu, por exemplo, estou feliz com a minha namorada. Quando vou dançar nao penso à partida; ... se calhar de encontrar uma mulher muito sensual, vou logo tentar... claro que nao. Mas se eu for sozinho ao Tango, estou na mesma feliz com a namorada e há uma mulher que me convida para dançar e ela própria nao tem namorado, acha-me um homem simpático, a minha maneira de dançar dá-lhe gozo, os nossos troncos estao unidos e movimentam-se harmoniosamente, é evidente que a mente está a trabalhar e as sensações têm que vir ao de cima pelo menos no pensamento, a captação telepática de ambos pelo que estao a sentir, seja de que forma for, acontece. Neste caso  eu nao penso em sexo porque tenho namorada e estou "feliz", mas o meu par de dança pode pensar, e eu estou a absorver os pensamentos dela durante o contacto na dança, e até posso ficar excitado sem fazer por isso, e de um momento para o outro posso já estar a desejá-la muito.
É muito complicado e difícil defender esta tese, mas o que é certo é que a líbido paira sempre no ar, e as químicas de dois corpos que se juntam para dançar, sem que os própios donos dos corpos tenham tempo de analisar a situacao, as partículas que nos constituem sofreram já uma reacção química que pode transformar o mundo completamente.»


J.R. dançarino.

Posted by terramann at 05:35 PM | Comments (0)

HTML

Apre...
Apesar da gentil disponibilidade de A., autor da Margem Esquerda, em me enviar tim tim por tim tim como se faziam, só depois de inúmeras tentativas, semanas de insistência, eu que percebo tanto de HTML como de lagares de azeite, é que consegui fazer "links" a outros blogs.
neandertal.jpg

A evolução continua :)...

Posted by terramann at 04:12 PM | Comments (0)