
Haiti's President Aristide has left the country, senior U.S. official tells
CNN.
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Mas este tipo estava à espera de quê?, duma garantia de reforma?
De Carlos Drummond Andrade
Não importa onde você parou...
em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e necessário Recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante.
acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? foi aprendizado...
Chorou muito? foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas? foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido? era o início da tua melhora... Pois é...
agora é hora de reiniciar... de pensar na luz...
de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal um novo emprego ? Uma nova profissão ? Um corte de cabelo arrojado. diferente? Um novo curso...
ou aquele velho desejo de aprender a pintar... desenhar... dominar o computador... ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio... quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando. Tá se sentindo sozinho? besteira...
tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"... tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza...
nem nós mesmos nos suportamos... ficamos horríveis...
o mal humor vai comendo nosso fígado... até a boca fica amarga.
Recomeçar... hoje é um bom dia para começar novos desafios
Onde você quer chegar? Ir alto... sonhe alto... queira o melhor do melhor... queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...
pensamos pequeno... coisas pequenas teremos... j
á se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental... joga fora tudo que te prende ao passado...
ao mundinho de coisas tristes... fotos... peças de roupa, papel de bala... ingressos de cinema...
bilhetes de viagens... e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...
jogue tudo fora... mas principalmente... esvazie seu coração... fique pronto para a vida... para um novo amor...
Lembre-se somos apaixonáveis... somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes... afinal de contas...
Nós somos o "Amor"... Porque somos do tamanho daquilo que vemos, e não do tamanho da nossa altura.
( Carlos Drummond Andrade )
Entrevista a Cynthia de Almeida
Então, como é que define um homem?

Tem de ser ‘meio grosso’, rústico, porque essa é a graça dele. Já viu o que é um tipo chorar pelos cantos? Ou ter medo de baratas? O homem tem que matar baratas, mas não pode ser chato como a mulher. A ‘Playboy’ não tem nenhuma dúvida existencial em relação à sua masculinidade. Eu posso ser mulher, mas a ‘Playboy’ é homem.
Aqui está ilustrada a armadilha montada pelo mundo tecnologicamente desumanizado. A mulher é constituída cúmplice para não poder ser testemunha de acusação. Segundo Cynthia de Almeida, ela apesar de não ser homem, dirige uma revista masculina. O mesmo é dizer que ao executar o seu trabalho tem de castrar a sua feminilidade, tem de trabalhar como um homem, homem que ela define duas linhas acima. Quando vemos por exemplo um cabeleireiro de senhoras com ar efeminado sentimos que alguma coisa está a mais ou a menos. Em si mesmo, a masculinalidade está lá, mas está castrada, é posta de lado, deitada fora. Da mesma maneira esta mulher tem de se comportar como um homem, tem de por de lado a feminilidade, mas não completamente, isso é impossível, apenas a castra durante o exercício do seu trabalho, por isso não consegue avaliar o seu trabalho, porque quando quer saber se a revista vai agradar aos homens ela consulta as outras pessoas, não tem em si a masculinidade que a revista pretende atingir.
Esta passagem da mulher para os trabalhos em que a sua verdadeira natureza, a feminilidade, tem de ser posta de lado, é uma armadilha, em que caem cada vez mais mulheres. Para se realizarem têm de se despir da sua verdadeira essência, ser mulher, viver como mulher, sentir e pensar como mulher;
Intuitivamente, sem racionalizar por sistema, não caindo assim na legitimação da lógica, sistema frio, como único meio.
Leia o artigo na íntegra em http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=90849&p=22&idselect=19&idCanal=19
A las distintas investigaciones eclesiásticas siguieron las científicas, llevadas a cabo desde 1574, en 1970-71 y en 1981. En estas últimas, el eminente científico Profesor Odoardo Linoli docente en Anatomía y Histología Patologica y en Química y Microscopía Clínica, con la colaboración del Profesor Ruggero Bertelli de la Universidad de Sena, utilizó los instrumentos científicos más modernos disponibles.
Los análisis, realizados con absoluto rigor científico y documentados por una serie de fotografías al microscopio, dieron los siguientes resultados:
* La Carne es verdadera Carne. La Sangre es verdadera Sangre.
* La Carne y la Sangre pertenecen a la especie humana.
* La Carne está constituida por el tejido muscular del corazón. En la Carne están presentes, en secciones, el miocardio, el endocardio, el nervio vago y, por el relevante espesor del miocario, el ventrículo cardiaco izquierdo.
* La Carne es un CORAZON completo en su estructura esencial.
* La Carne y la Sangre tienen el mismo grupo sanguíneo (AB).
* En la Sangre se encontraron las proteínas normalmente fraccionadas, con la proporción en porcentaje, correspondiente al cuadro Sero- proteico de la sangre fresca normal.
* En la Sangre también se encontraron estos minerales : Cloruro, fósforo, magnesio, potasio, sodio y calcio.
* La conservación de la Carne y de la Sangre, dejadas al estado natural por espacio de doce siglos y expuestas a la acción de agentes atmosféricos y biológicos, es de por sí un fenómeno extraordinario.
Conclusión:
Se puede decir que la Ciencia ha dado una respuesta segura y exhaustiva acerca de la autenticidad del Milagro Eucarístico de Lanciano.
Leia o artigo na integra em http://www.corazones.org/lugares/italia/lanciano/a_lanciano.htm
As nacionalizações acabariam por fazer-se após a tentativa de golpe de 11 de Março de 1975.
Sabíamos que mais dia menos dia haveria uma tentativa de golpe militar contra-revolucionário. Concretizou-se a 11 de Março, à antiga portuguesa... Entretanto, a sabotagem económica ia-se agravando. Após a contenção do golpe, nas condições conhecidas, os trabalhadores bancários fecharam a Banca, para evitar uma fuga maciça de capitais. Estavam finalmente criadas as condições subjectivas para a nacionalização da Banca e dos Seguros. Era um passo essencial para salvar a economia nacional, interligado com a Reforma Agrária e com a nacionalização de sectores básicos, como a energia, as telecomunicações, os cimentos. Não nacionalizámos pequenas e médias empresas. O mercado continuou a funcionar, mas regulamentado. O forte sector público assim criado passaria a ser a base do desenvolvimento do País.
General Vasco Gonçalves,
Leia na íntegra a entrevista em http://www.pcp.pt/publica/militant/239/p29.html
As grandes carências vividas pelas famílias:
“ Quando íamos trabalhar o Almoço era pão com pão. Uma fatia de pão, grossa cortada ao meio, a fatia de cima representava o conduto, que não existia”
O Trabalho mal remunerado de Sol a Sol, sem que por vezes nada houvesse para comer“ São originárias desta data as principais estradas que ligam as diversas Freguesias cujos traçados obedeciam aos interesses dos senhores da terra que obrigavam através de um “Zigzaguiar” injustificado sob o ponto de vista técnico, a passar pelos seus montes e propriedades sacrificando muitas vezes a acessibilidade de núcleos populacionais. Lembro aqui um aspecto curioso com este assunto, a estas estradas que foram resgatadas à terra a golpe de Picareta pá e marrão os Populares davam-lhe o nome de “ Estradas de Pão com Tomate” eram assim conhecidas porque a alimentação de que usufruíam os trabalhadores que laboravam nestas obras durante os Árduos dias de Trabalho constava de côdeas de pão que condutava com rodelas de tomate”.
A Reforma Agrária, surgiu depois. O movimento que se traduziu no expropriar de terras aos Senhores Feudais, foi como que uma forma de pagamento atrasado pelos anos e anos, em que a classe trabalhadora, foi explorada por aqueles que detinham o poder. “ As primeiras ocupações de terra no Concelho foram em Vale de Vargo, em 1975 (....) As razões que levaram os trabalhadores a essa ocupações foram várias nomeadamente; porque os agrários deixaram de nos pagar e fizeram sabotagem económica e havia muitas terras ao abandono(....)Tiveram algumas dificuldades aquando das ocupações das terras? Não houve resistência nenhuma, porque eles ( os patrões) naquela altura também tinham medo, eles não tinham o apoio de lado nenhum. Os Governos provisórios apoiavam a reforma Agrária e ela estava escrita na Constituição.” (Anabela Cataluna , A reforma Agrária no Concelho de Serpa, Universidade Moderna-Polo de Beja, Serpa: 1996).
“ Quando trabalhávamos para os agrários não tínhamos subsídios de Férias, nem décimo terceiro Mês, não tínhamos regalias nenhumas. Com a UCP criaram-se essas regalias. Na compra de produtos Hortícolas e nos gados, os trabalhadores que comprassem na UCP onde trabalhavam tinham 15% de desconto. Todo o povo beneficiava do que se produzia e nós vendíamos mais barato. Uma coisa que não havia antes era o transporte dos trabalhadores para as herdades, antes tinham de ir a pé”. (Anabela Cataluna, A reforma Agrária no Concelho de Serpa, Universidade Moderna - Polo de Beja, Serpa :1996).
Leia na íntegra em http://www.alentejodigital.pt/25deAbril/h_ser.htm
SEGUROS PROPÕEM FUNDO DE CATÁSTROFES Num relatório de Mercado de 2002, da responsabilidade da APS, pode ler-se: (...)«A propósito, não pode deixar mencionar-se a nova Lei de Bases da Segurança Social, publicada já no final do ano, que tem para o sector segurador um interesse muito especial, na medida em que abre espaço a mecanismos complementares privados no financiamento(...)»
(...)«Activo, Capitais Próprios e Resultados
Apesar das dificuldades conjunturais, o activo líquido do sector evoluiu a um ritmo superior ao do ano anterior (9,0%, em 2002, contra 7,4%, em 2001), tendo ascendido a mais de 31 mil milhões de euros.(...)»
Leia o artigo na íntegra em http://www.apseguradores.pt/boletim/APSNOTICIAS_OUT_DEZ_2003/ONLINE/RELATORIO_MERCADO.htm
Hoje, a APS vêm dizer:
O fundo será financiado através de uma taxa a aplicar sobre os seguros que têm contacto com o risco sísmico (ramos reais), sendo progressivamente capitalizado durante “várias dezenas de anos”. Também o Estado deverá contribuir financeiramente, em particular na fase inicial de constituição daquela reserva.
Leia o artigo na íntegra em http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=91706&idselect=11&idCanal=11&p=94
Resumindo; a estratégia é levar o governo a legislar, como fez para a Lei de Bases da Segurança Social, no sentido de as Seguradoras nos protegerem contra um risco. Claro que não prevêem contribuir com um cêntimo dos seus bolsos.
Nós pagaremos mais nos seguros e o Estado paga com o nosso dinheiro também, para que se criem as condições financeiras para que os que lucram com os seguros nos possam oferecer o serviço.
Algum do currículo de Bagão Félix;
Administrador da Companhia de Seguros Ocidental (1994 a 2000)
Administrador das Sociedades Gestoras de Fundos de Pensões Vanguarda e Praemium, da Companhia de Seguro Directo e da AutoGere (1995 a 2000)
Vice-Presidente da Companhia de Seguros Bonança (e Império Bonança) e da Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde ("Médis") (1995 a 2001)
Administrador da "Seguros e Pensões Gere, SGPS", holding de Seguros do Grupo BCP:
Dear *****,
Today, the seemingly impossible has become reality: Phuntsog Nyidron, Tibetan nun, courageous freedom fighter and the last imprisoned nun of the Drapchi 14 has been released!!! 

Phuntsok Nyidron, before her arrest in 1989
We sat here today at the SFT office, remembering a day just under two years ago, when we got the delivery of the "Free the Drapchi 14 Nuns" postcards that so many of you have signed and sent. At that time, eleven of the Drapchi 14 were still in prison - Ngawang Lochoe had died in 2001, and two others had already been released.
In just two years, all of us together have achieved the great victory that we set out to accomplish: We have freed the Drapchi 14.
Thank you to all of you who signed postcards and petitions for Phuntsog Nyidron's release, who did online actions for her, who held vigils and demonstrated so that she could see freedom.
The Drapchi 14 are now free, but the sad truth is that as long as China occupies Tibet, stories like theirs will continue to be created. Today we ask you to take this unique opportunity to help the Tibetan people by ensuring that the Chinese government understands they must free all political prisoners and end the occupation of Tibet.
Please visit the URL below to send an email to the Chinese foreign ministry asking them to release all Tibetan political prisoners and to begin negotiations with His Holiness the Dalai Lama to restore freedom to Tibet:
Thank you for your continued work for Tibetan freedom. Phuntsog Nyidron's release is a reminder of both the hardship Tibetans face under Chinese rule and also of the unstoppable power of individuals like yourself to make the world a better place.
To read an article about Phuntsok Nyidron's release, go to http://www.studentsforafreetibet.org/article.php?id=196.
For a Free Tibet, |
Quem ganha com o "lock-out" legal?
Código do Trabalho facilita fecho de empresas
(...)«Segundo a deputada, já aquando da discussão na especialidade do Código do Trabalho esta medida tinha sido sugerida, tendo nessa altura «o Governo optado por a retirar». Agora na fase de regulamentação da lei, o artigo 290 estabelece os procedimentos para o chamado encerramento temporário da empresa ou estabelecimento, mas o artigo 293 adianta que o regime se aplica, com as devidas adaptações, ao encerramento definitivo.»(...)
Leia o artigo na íntegra em http://www.dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=143894&codEdicao=1007&CodAreaNoticia=10
Na proposta de regulamentação do Código do Trabalho, nesta fase de regulamentação, pode ler-se:
(...)Artigo 293.ºEncerramento definitivo
O regime previsto nos artigos 290.º, 291.º e 292.º aplica-se, com as devidas adaptações, ao encerramento definitivo da empresa ou estabelecimento, sempre que este tenha ocorrido sem ter sido iniciado um procedimento com vista ao despedimento colectivo ou, tratando-se de microempresa, cumprido o dever de informação previsto no n.º 4 do artigo 390.º do Código do Trabalho ou despedimento por extinção de posto de trabalho, sem prejuízo do disposto no n.º 2 do artigo 390.º daquele diploma.»(...)
Como pode ler-se na Aprovação do Código de trabalho em: http://www.adm.ua.pt/legua/pessoal/Lei_99_2003.htm
(...)«390.º - Morte do empregador e extinção ou encerramento da empresa»(...)
(...)«2 - A extinção da pessoa colectiva empregadora, quando se não verifique a transmissão da empresa ou estabelecimento, determina a caducidade do contrato de trabalho. »(...)
(...)«4 - O disposto no número anterior não se aplica às microempresas, de cujo encerramento o trabalhador deve, não obstante, ser informado com 60 dias de antecedência. »(...)
http://superemprego.sapo.pt/pt/apoiojuridico/apoio_legal_15.htm
O que é o "lock-out"?
Considera-se lock-out qualquer decisão unilateral da entidade empregadora, que se traduz na paralisação total ou parcial da empresa ou na interdição do acesso aos locais de trabalho a alguns ou à totalidade dos trabalhadores e, ainda, na recusa em fornecer trabalho, condições e instrumentos de trabalho que determine ou possa determinar a paralisação de todos ou alguns sectores da empresa ou que, em qualquer caso, vise atingir finalidades alheias à normal actividade da empresa. Em suma, caracteriza-se pelo encerramento temporário da empresa ou parte dela, decidido pela entidade patronal a fim de impor a sua vontade aos trabalhadores.
-Quais as consequências do "lock-out" para o trabalhador?
As consequências do lock-out ilícito podem ir desde a suspensão dos salários até à resolução dos contratos para posterior readmissão selectiva. No entanto, porque ilegítimo, quando exercido, não suspende nem faz cessar os contratos de trabalho, podendo os trabalhadores rescindir os seus contratos com justa causa.
Há coisa que não entendo de todo. Porque é que uma empresa que dá lucro ao Estado há-de ser vendida a privados. Porque não ficar o Estado com esses lucros. Mesmo que faça um bom encaixe, rapidamente aquilo que o estado deixa de ganhar supera aquela verba, mesmo descontados os ganhos de ter o dinheiro rapidamente.
«(...)o Grupo Portucel Soporcel, que domina praticamente 80% do mercado nacional de pasta celulósica e papel, registou em 2002 um acréscimo de 24,3% do resultado líquido consolidado. Logo, a questão que se coloca é de saber se o acréscimo registado pelo Grupo industrial, bem como o aumento do volume de negócios em 2,5%,não foi concretizado à custa da Floresta Portuguesa e dos agentes económicos que nela exercem a sua actividade.(...)»
Agora imaginem esta empresa nas mãos dos privados, como será tratada a floresta?... melhor que quando estava na mão do Estado?!

http://www.agroportal.pt/a/2003/pcastro.htm
Jorge Sampaio distinguido com Prémio Carlos V por contributo para a Europa
O Prémio Europeu Carlos V é uma iniciativa da Fundação Europeia de Yuste, na Extremadura espanhola, e destina-se a distinguir "personalidades que contribuíram para o conhecimento geral ou para o engrandecimento dos valores culturais e históricos da Europa e para a unificação da União Europeia".
http://noticias.clix.pt/Politica/62221.html
(25/02)
O general Costa Gomes numa curiosa imagem que o fixa tendo por fundo uma foto de Gomes da Costa
(...)«Cheguei à Presidência da República na sequência dos acontecimentos do 28 de Setembro de 1974, por renúncia ao cargo por parte do general Spínola que invocara a existência de uma situação caótica no País, tendo-se tornado ingovernável. Os países ocidentais desencadearam (com maior ou menor violência) uma campanha agressiva e hostil contra o governo e, mercê sobretudo do tétrico discurso do general Spínola, cancelaram todos os empréstimos e outros auxílios que estavam a ser negociados tanto na Europa Ocidental como na América do Norte.»(...)
(...)«O 28 de Setembro foi a primeira reacção implantada e preparada para anular a maioria das conquistas obtidas com o 25 de Abril e estabelecer no País um regime de força. É claro que este regime teria forçosamente características diferentes do derrubado em 25 de Abril, já que a Revolução tinha alcançado objectivos irreversíveis - descolonização, explosão da consciência cívica da grande maioria dos trabalhadores e desmantelamento das organizações fascistas - que condicionariam qualquer regime que viesse a estabelecer-se em Portugal.»(...)
(...)«No entanto os acidentes de percurso foram muitos, levantados por aqueles que disputavam o poder nas ruas ou nos bastidores. Neste último caso esteve o próprio general Spínola que, apesar de me ter prometido que não me iria levantar problemas, se transformou desde muito cedo no estandarte de alguma oposição ao poder. »(...)
(...)«No entanto, apesar das tentativas de desvio ao programa do Movimento das Forças Armadas conseguimos cumprir o primeiro acto eleitoral em 25 de Abril de 1975, entregando ao povo o exercício da soberania, pela escolha dos seus representantes paio a Constituinte. »(...)
http://www.presidenciarepublica.pt/pt/palacio/presidentes/costa_gomes_exp.html
EXPERIÊNCIA NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
A minha experiência na Presidência da República tornou-se uma tarefa muito complexa, difícil, mas ao mesmo tempo gratificante.
Cheguei à Presidência da República na sequência dos acontecimentos do 28 de Setembro de 1974, por renúncia ao cargo por parte do general Spínola que invocara a existência de uma situação caótica no País, tendo-se tornado ingovernável. Os países ocidentais desencadearam (com maior ou menor violência) uma campanha agressiva e hostil contra o governo e, mercê sobretudo do tétrico discurso do general Spínola, cancelaram todos os empréstimos e outros auxílios que estavam a ser negociados tanto na Europa Ocidental como na América do Norte.
Tive que rebater de imediato as afirmações do general Spínola, de tal forma alarmistas, que se levadas à letra teríamos entrado numa situação de confronto generalizado.
Internamente, a dinâmica revolucionária deu um salto qualitativo que permitiu o empolamento de certos grupos da extrema-esquerda, cuja acção, no futuro, se viria a mostrar perniciosa na evolução do processo revolucionário.
O 28 de Setembro foi a primeira reacção implantada e preparada para anular a maioria das conquistas obtidas com o 25 de Abril e estabelecer no País um regime de força. É claro que este regime teria forçosamente características diferentes do derrubado em 25 de Abril, já que a Revolução tinha alcançado objectivos irreversíveis - descolonização, explosão da consciência cívica da grande maioria dos trabalhadores e desmantelamento das organizações fascistas - que condicionariam qualquer regime que viesse a estabelecer-se em Portugal.
Após a renúncia do general Spínola, tinha que ser nomeado um novo Presidente, pelo que o Conselho de Estado, que já se encontrava reunido devido à situação de crise que se vivia, procedeu de imediato à análise conducente à eleição do novo Presidente da República.
Dos elementos da junta de Salvação Nacional só estava eu presente e o almirante Pinheiro de Azevedo, já que o Almirante Rosa Coutinho se encontrava em Angola.
Não houve alternativa à minha nomeação. Todos me incitaram a suceder ao general Spínola. Era para mim um grande sacrifício, uma tarefa demasiado pesada.
Logo no 25 de Abril eu declinei o convite que me foi dirigido pelo Movimento
Das forças armadas para assumir as funções de Presidente da junta de Salvação Nacional e de Presidente da República, propondo o próprio general Spínola Por isso posso dizer que fui um presidente contrariado, não podendo no entanto eximir-me às minhas responsabilidades naquele período grave por que passava o País.
Em 30 de Setembro assumi as funções de Presidente da República.
Ao aceitar o cargo de Presidente da República fi-lo pela convicção de que nenhum português tem o direito de se negar às responsabilidades que lhe sejam exigidas no período difícil que todos fraternalmente teremos que ultrapassar .
Conhecia suficientemente bem o nosso Ultramar para não me ser difícil prever os incidentes que a descolonização iria provocar, tanto em África corno na Ásia. Sabia também que a descolonização era um fenómeno complexo que, no caso português, se agudizava ainda mais por ter sido iniciado muito tardiamente. Além disso, tinha um conhecimento perfeito do baixo grau de operacionalidade das nossas Forças Armadas, frustradas e extremamente desgostadas por uma guerra de treze anos, que, todos os dias, se tomava mais difícil e na qual se não descortinavam nem os seus objectivos próprios nem a sua finalidade.
Urgia pois imprimir à descolonização, um ritmo semelhante ao processado entre os primeiros dias de Maio e Setembro. Para facilitar a resolução dos inúmeros problemas, que directa ou indirectamente, estavam ligados à descolonização, criou-se a Comissão de Descolonização, que seguiu as orientações anteriormente traçadas.
Sendo comuns nos aspectos essenciais, todos os acordos celebrados com as antigas colónias visavam: o estabelecimento e desenvolvimento das relações de cooperação, nos domínios económico, financeiro, cultural, técnico e científico; o respeito pelas pessoas e bens e seus interesses legítimos e o respeito, em base de reciprocidade, dos interesses do Estado português e das ex-colónias.
Após a chegada à Presidência tentei instalar a serenidade e a tolerância no País e ao mesmo tempo lançar uma imagem de estabilidade para o exterior, o que me foi proporcionado logo em 24 de Outubro de 1974, quando discursei na assembleia geral das nações unidas. Aí reafirmei os elevados princípios da revolução do 25 de Abril, os compromissos em matérias de descolonização e a reafirmação da edificação de uma sociedade pluralista. No discurso proferido destaco a seguinte passagem:
Sou o Chefe de Estado dum país que, depois de humilhado por meio século de ditadura, soube iniciar na longa noite de 25 de Abril urna revolução sem sangue que outros classificaram de a mais pura do século. Estamos perfeitamente determinados a salvaguardar a pureza dos principais objectivos revolucionários:
Devolver ao Povo Português a dignidade perdida, implantando condições de vida mais justas, com instituições democráticas pluralistas legitimadas na vontade do povo livremente expressa,
Iniciar o processo irreversível e definitivo de descolonização dos territórios sob administração portuguesa. Não mais admitiremos trocar a liberdade de consciência colectiva por sonhos de imperialismo estéril.
No entanto os acidentes de percurso foram muitos, levantados por aqueles que disputavam o poder nas ruas ou nos bastidores. Neste último caso esteve o próprio general Spínola que, apesar de me ter prometido que não me iria levantar problemas, se transformou desde muito cedo no estandarte de alguma oposição ao poder.
Em 1975 tiveram lugar as primeiras eleições livres em Portugal. Ao anunciar a data da sua realização tive ocasião de salientar:
Estas primeiras eleições acabarão por determinar os homens a quem compete a transcendente responsabilidade de preparar a Constituição, a Lei Fundamental que lançará o povo a que pertencemos no rumo do Futuro. ( .. ) Estamos a aprender esforçada mente a prever em liberdade. Decretos não basta m. A vivência em sociedade livre terá de impregnar os sentimentos, as atitudes e os comportamentos de todos nós; teremos de a conquistar, integrá-la na nossa personalidade colectiva num processo não isento de vários sobressaltos .
E o sobressalto seguinte foi o 11 de Março. O 11 de Março teve todas as características de um golpe militar: desde a preparação à execução e às finalidades que se pretendiam impor, caso obtivessem sucesso. O 11 de Março retratou as contradições acumuladas depois do 28 de Setembro. Longe de as sanar ainda teve o condão de alimentar o ritmo da Revolução, favorecendo o aparecimento de vanguardas, cada qual a mais radical. O controlo da situação não foi fácil.
Tornou-se prioritário disciplinar a vida militar. Mas, porque na minha opinião, isso só se podia fazer com uma assistência quase permanente, várias vezes insisti na ideia de que não devia continuar a exercer as funções de chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas. É que, depois do 25 de Abril, aquele cargo tinha um papel muito determinado na hierarquia militar: passou a ser, de facto, o comandante das Forças Armadas. Ora, eu tinha a certeza de que não podia desempenhar cabalmente esse lugar, porque as funções de presidente da República e de presidente do Conselho da Revolução absorviam por completo todo o tempo. Não tinha pois tempo para me deslocar às unidades e, com as minhas palavras, com a minha presença, levar os militares a desistir de atitudes semelhantes, por exemplo, às que impediram o embarque para Angola de duas companhias da Polícia Militar.
No entanto, apesar das tentativas de desvio ao programa do Movimento das Forças Armadas conseguimos cumprir o primeiro acto eleitoral em 25 de Abril de 1975, entregando ao povo o exercício da soberania, pela escolha dos seus representantes paio a Constituinte.
Entre o 11 de Março e o 25 de Novembro, o País viveu momentos de alguma crispação com diferentes grupos, de esquerda e de deleita, a quererem empurrar o País para soluções de força. A minha posição foi sempre igual, tentando evitar situações que pudessem conduzir a uma situação de guerra civil. Evidenciei sempre que me teriam contra quaisquer actos violentos. Foi o período do denominado Verão Quente cujas causas radicaram: na ânsia de poder, radicalizarão dos partidos políticos na acção de certos grupos esquerdistas, na propaganda levada a efeito nos principais meios de Comunicação Social para separar o povo do MFA; na campanha internacional orquestrada contra o Governo e contra a Revolução, acompanhada de incríveis medidas de carácter económico e Financeiro; na actuação sistemática nas unidades militares minando a disciplina, aconselhando o não cumprimento das ordens dimanadas dos escalões hierárquicos, a recusa ao embarque para o Ultramar e a destruição de tudo o que pudesse significar o prestígio das Forças Armadas, desorganização ,indisciplina, desordem e, por vezes, violência nos liceus e universidades; reiteração das exigências dos trabalhadores e exacerbação dos conflitos de trabalho, sabotagem económica e financeira, provocando o desemprego e revolta dos trabalhadores.
O 25 de Novembro, implicou algum esforço de contenção, superando-se as ameaças esquerdistas e o aproveitamento da direita e extrema-direita. Na altura, pensei que o 25 de Novembro era apenas uma manifestação de rebeldia por parte dos pára-quedistas. Agora, à posteriori, analisando as acções passadas e, sobretudo, as reuniões levadas a efeito para se fazer face a um golpe, parece-me pois que o 25 de Novembro, se não foi provocado, foi pelo menos muito facilitado por alguns grupos que pretendiam realmente a definição de situações e o afastamento de determinados elementos, não apenas militares, mas também políticos que, na altura, detinham uma certa preponderância.
Chegámos finalmente à promulgação da primeira Constituição, marco histórico da institucionalização da democracia. Então afirmei:
Nela se consignam, como objectivos fundamentais do Estado, a promoção da independência nacional, em termos tanto políticos, como económicas, sociais e culturais; a democratização da vida pública, garantindo-se o recato e a defesa intransigente da Democracia e da Liberdade; e ainda a adequação da riqueza ao seu fim social, criando-se as condições que permitam promover o bem-estar e melhorar a qualidade de vida do nosso povo .
Entretanto fui instado para concorrer à Presidência da República. Cedo me demarquei dessa corrida, devido ao meu esgotamento físico e mental numa política de cadências para conseguir entrar no período constitucional e evitar situações de confronto.
Estive na Presidência da República até ao dia 13 de Julho de 1976.
Francisco da Costa Gomes
Marechal
(...)«Silas Cerqueira criticou, em especial, o governo português "por se ter abstido" na votação na Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o envio da questão para o tribunal com sede em Haia, uma atitude que qualificou de "subserviente em relação à linha da actual administração americana". »(...)
Personalidades portuguesas lançam abaixo-assinado contra muro da Cisjordânia
O ex-presidente da Câmara de Lisboa Aquilino Ribeiro Machado e o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, figuram entre os mais de 50 signatários do abaixo-assinado ontem divulgado em Lisboa contra a construção do muro israelita na Cisjordânia.
O abaixo-assinado, apresentado em conferência de imprensa por Aquilino Ribeiro Machado, é apresentado simbolicamente no dia em que, em Haia, o Tribunal Penal Internacional (TPI) começa a analisar a legalidade do polémico muro de separação israelita, como explicou à agência Lusa o investigador Silas Cerqueira, um dos promotores da iniciativa.
O muro israelita, enfatizou, "constitui um acto prepotente e violento, que não contempla um traçado de fronteiras previamente caucionado pelas Nações Unidas" e que "impõe unilateralmente a incorporação em Israel de largas faixas de um território conquistado pela força das armas".
Silas Cerqueira criticou, em especial, o governo português "por se ter abstido" na votação na Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o envio da questão para o tribunal com sede em Haia, uma atitude que qualificou de "subserviente em relação à linha da actual administração americana".
"Espero que o governo português diga claramente «não» ao muro", sublinhou o investigador e docente universitário.
O abaixo-assinado hoje apresentado - intitulado "Não ao Muro de Sharon" - conta já com as assinaturas cerca de meia centena de académicos, políticos e profissionais liberais portugueses.
O eurodeputado socialista Carlos Candal, o frade dominicano Frei Bento Domingues e o general e docente universitário Pedro Pezarat Correia figuram também na lista de personalidades que já subscreveram o documento.
"Nas próximas duas semanas", adiantou Silas Cerqueira, serão contactadas outras personalidades de relevo "que a opinião pública reconhece e respeita" e "que podem convergir numa iniciativa deste tipo". O documento, que se "dirige em primeira instância à opinião pública nacional", será depois enviado ao governo, assegurou.
(24/02)
publico.pt

O Exército israelita entrou hoje em vários bancos da cidade cisjordana de Ramallah para obter informações sobre as transacções financeiras dos grupos palestinianos Hamas e Jihad Islâmica e libanês Hezbollah.
Veículos todo-o-terreno e camiões blindados entraram em Ramallah, impuseram o recolher obrigatório no centro da cidade - capital administrativa da Cisjordânia - e expulsaram os empregados de, pelo menos, quatro bancos.
Os militares irromperam por uma sucursal do Banco El Cairo-Aman, no bairro antigo de Ramallah, e no Banco Árabe, na localidade de Al-Bire, adjacente a Ramallah.
O Exército israelita bloqueou as principais ruas da cidade, incluindo a que leva até à Mukata, o quartel-general do líder da Autoridade Palestiniana, Yasser Arafat, onde hoje se iria realizar, às 18h30 locais (16h30 em Lisboa), uma reunião do Conselho Revolucionário da Fatah.
Segundo a rádio israelita, esta operação é o resultado de informações obtidas ontem, após a detenção, em Ramallah, de um empregado do Banco Árabe.
O chefe do Serviço Geral de Segurança (Shin Bet), Avi Dichter, declarou em conferência de imprensa no Parlamento israelita que o movimento xiita Hezbollah financia os ataques palestinianos contra alvos israelitas e entrega dinheiro aos familiares dos activistas segundo o número de mortos que tenham causado.
Entretanto, efectivos militares israelitas detiveram esta madrugada na localidade de Tubas, no distrito de Nablus, Ahmad Dararne, chefe local das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, e pelo menos outros 17 alegados activistas da resistência palestiniana nos distritos de Ramallah e Nablus.
publico.pt
Bens de luxo alvo do fisco
(...)«DIFICULDADES A mesma fonte sublinhou as dificuldades de comprovação da riqueza dos contribuintes, dadas as hipóteses de evasão fiscal. É o caso, por exemplo, dos contribuintes que adquirem bens, incluindo automóveis de gama alta, através de sociedades de locação financeira, com o intuito de iludirem a administração tributária.
Lisboa deteve o maior número de casos irregulares detectados, envolvendo tanto personalidades com relevo social como desconhecidos. Muitos dos casos envolvem operadores do mercado imobiliário, que não declaram as mais-valias nas transacções efectuadas. Esta é uma situação específica na capital, porquanto no Porto a administração fiscal efectua um controlo sistemático e eficaz das compras e vendas de património imobiliário. Prevê-se que o método nortenho de controlo venha a ser alargado ao resto do País.
A fiscalização das empresas - que requer mais meios humanos para auditar a contabilidade empresarial - deverá ser o próximo passo deste combate à evasão fiscal.(...)»
Quem precisa de ser reformada é a Administração da Administração Pública
Leia o artigo na íntegra em,
http://dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=143662&codEdicao=1005&codAreaNoticia=4
(...)«Os EUA, que acusam estes detidos de ligações à rede terrorista Al-Qaeda e aos taliban, recusaram atribuir-lhes o estatuto de prisioneiros de guerra, tal como estipulado pela 3ª Convenção de Genebra, limitando a considerá-los "combatentes ilegais" — uma figura não prevista por aquela convenção.

As condições de detenção dos prisioneiros, mantidos em regime de isolamento, constantemente algemados e sem direito a defesa, tem gerado veementes protestos das organizações de defesa dos direitos humanos, que exigem a imediata dedução da acusação ou a libertação dos presos.(...)
Estes homens, apesar de estarem presumivelmente inocentes até se provar o contrário, como prevêem as diposições legais mesmo em tempo de guerra, vão desaparecer. Os que foram libertados para os seus países da zona do conflito, vão cair no anonimato. Os europeus, entregues à Espanha, por exemplo, vão ser julgados. Como esta nação foi apoiante da guerra, não me parece que deixe Baltazar Garzon pegar no processo, serão esquecidos, nem que seja à força... de argumentos de força maior. Os que restam, ao abrigo da criada figura de "combatentes inimigos", não terão nunca direito a esprimir opinião, uma vez que serão condenados a prisão perpétua. Pelo que todos, sem excepção, já desaparecidos de toda a cidadania, vão continuar desaparecidos.
Leia na íntegra o texto em,
http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1186936&idCanal=11
(...)«João Machado, da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Vasco da Gama, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Francisco Van Zeller, da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), e Atílio Forte, da Confederação do Turismo Português (CTP), estiveram ontem reunidos até ao início da noite na sede da CCP, em Lisboa. Só a essa hora concluíram o documento que, nas suas propostas, propõe a mudança da política macro-financeira e fiscal que tem sido seguida por Manuela Ferreira Leite e Durão Barroso. A redução do peso do Estado na economia "não se limita à redução da percentagem da despesa pública e da despesa corrente primária sobre o PIB", observam os patrões. "Há que libertar rapidamente recursos para que a sociedade civil retome a poupança e o investimento."
A política fiscal do Governo, nomeadamente o aumento do IVA de 17 para 19 por cento e o adiamento do chamado "choque fiscal", também não é poupada. "A necessidade de equilibrar as contas públicas, imprescindível para o objectivo de assegurar uma economia sã e baixa inflação, não deve constituir argumento contrário à redução da carga fiscal", sustenta-se. E responsabiliza-se a política seguida pela quebra na cobrança de impostos verificada em 2003: "A obtenção de níveis adequados de receita pública depende mais da criação de riqueza assente na [agora vem a fórmula preconizada pelos Patrões]redução dos custos de produção, que da imposição de um esforço contributivo insuportável às empresas e aos cidadãos, que acaba por trair perversamente os seus objectivos, como a quebra da receita fiscal o vem demonstrando." (...)
[texto inserido por terramann]Leia na íntegra em http://noticias.clix.pt/Economia/62116.html
ZECA AFONSOMaio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul
Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar
Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar
Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu
http://maiorqueopensamento.grupos.com.pt/2004/02/o_dia_z.php
Tributo a Zeca Afonso, um homem construtivo.
Segundo a notícia do Público;
Constâncio prevê subida do rendimento das famílias em 2004.(...)«No final de 2003 a inflação cifrou-se em 3,3 por cento e para o final do ano em curso o Governo estima uma queda de 1,3 pontos percentuais, até aos dois por cento.»
As previsões Económicas de Outono da Comissão Europeia, falam de uma descida para 2,5% da inflação como média para os anos 2004/5.
Como não é de esperar que seja no primeiro daqueles anos que o valor mais baixo se irá verificar, não se percebe como é que a inflação vai baixar este ano para 2,5%, ainda por cima com os aumentos que neste princípio de ano já vimos acontecere.
(...)«É em relação a essa margem entre a inflação...»
(que fechou em 3,3% no final do ano)
«... e o aumento dos salários que Vítor Constâncio se refere quando afirma que o rendimento disponível dos particulares irá subir em 2004 - partindo do princípio que se confirma as previsões da inflação[do Governo].»
Vamos lá por partes;
a inflação acabou o ano passado nos 3,3%,
os aumentos são este ano de 2,5%,[ para salário mínimo; e Função Pública(?),parece saber o Governador]
Como é que com estes números se chega a poder dizer que o rendimento das famílias vai aumentar?
Vítor constâncio prevê, partindo do princípio, o do governo, claro.
Bagão sem dinheiro
Governo corta na transferência de verbas para o Fundo de reserva da segurança social, que deveria ser de 2 dos 11 pontos percentuais das contribuições dos trabalhadores (DL 331/01, art. 13.†). A transferência prevista é de 463 milhões de euros quando no ano passado foi de 685 milhões de euros. Se tivermos em conta que estão orçamentadas 10138 milhões de euros de contribuições, vem-nos que esta verba não deveria ser inferior a 611 milhões de euros.
BAGÃO Félix deixou de transferir verbas para o fundo de reserva da Segurança Social, como meio de fazer face à escalada das despesas com o subsídio de desemprego.
«A alternativa era não pagarmos os subsídios de desemprego», explicou Bagão ao EXPRESSO. «É como nas famílias. Se a família tem fome, não vai fazer um depósito no banco»,
Quem é esta criatura?
Ministro da Segurança Social e do Trabalho
Licenciado em Finanças
Actividade Profissional Director Financeiro da Companhia de Seguros "A Mundial" e, em sua representação, Administrador da Interurbe, Membro do Conselho de Gestão da COSEC - Companhia de Seguros de Crédito.
Membro do Conselho Directivo do Instituto Nacional de Seguros.(1979-80)
Presidente do Conselho de Administração da Coprur e Continur em representação de "A Mundial"(1985)
Administrador do BCI - Banco de Comércio e Industria(1985 a 1987)
Administrador do Banco de Portugal
Presidente do Conselho de Administração da Valora - Serviço de Apoio à Emissão Monetária, S.A.
Vice-Governador do Banco de Portugal
Presidente do Conselho e Administração da Sociedade Gestora do Fundo de Pensões do Banco de Portugal, S.A.
Membro do Comité de Supervisão Bancária do Instituto Monetário Europeu(1994)
Presidente da Comissão Directiva do Fundo de Garantia de Depósitos(1994)
Director Geral do BCP
Administrador da Companhia de Seguros Ocidental (1994 a 2000)
Administrador das Sociedades Gestoras de Fundos de Pensões Vanguarda e Praemium, da Companhia de Seguro Directo e da AutoGere (1995 a 2000)
Vice-Presidente da Companhia de Seguros Bonança (e Império Bonança) e da Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde ("Médis") (1995 a 2001)
Administrador da "Seguros e Pensões Gere, SGPS", holding de Seguros do Grupo BCP:
Administrador da PensõesGere (1995 a 2001)
Presidente da Comissão Técnica de Saúde da Associação Portuguesa de Seguradores (1997 a 2000)
Consultor da Administração do BCP(desde 2001)
Actividade Docente Assistente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras
Assistente no Instituto Superior de Ciências Sociais do Trabalho e da Empresa (Estatística Analítica) (1975-1976)
Professor Auxiliar Convidado, na Universidade Internacional ("Gestão Financeira da Segurança Social", "Emprego e Protecção Social" e "Esquemas Complementares de Segurança Social") (1986-1987 [na mesma altura que desempenhava funções de Secretário de Estado da Segurança Social] e 1991-1994 [ na mesma altura que desempenhava funções de Administrador e Vice-Governador do Banco de Portugal])
Secretário de Estado da Segurança Social (VI, VII e VIII Governos, presididos por Sá Carneiro e Pinto Balsemão) (1980 a 1983) [ na mesma altura que desempenhava funções de Presidente do Conselho de Administração da COPRUR e CONTINUR em representação de "A MUNDIAL"]
Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde e Segurança Social e Membro da Comissão Parlamentar de Economia e Finanças (1983 a 1985)
Deputado à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e Membro da sua Comissão de Assuntos Sociais e Saúde (1983 a 1985)
Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional (XI Governo, presidido por Cavaco Silva) (1987 a 1991)
Membro do Conselho Técnico-Científico da Associação Nacional de Contribuintes (1983 a 1987)
Membro da Direcção da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Mercado de Capitais (APDMC)(1992 a 1995)
Membro da Direcção da SEDES (desde 2001) Publicações Livro "Política [?]" (1983)
Trabalho sobre "Criação e Redistribuição de Riqueza Nacional" inserto no livro "Que Política de Saúde para Portugal" (ed. 1988)
Trabalho sobre "Bases Gerais da Política de Segurança Social e Saúde" inserto no livro "No Caminho da Sociedade Aberta" (ed. 1988)[Editado entre o desempenho de funções de Administrador do BCI e a Administração do Banco de Portugal]
Livro "Emprego e Formação em Portugal: Intervenções" (1991)
Trabalho "NOVOS DESAFIOS para a Segurança Social, novos rumos para o MERCADO DE CAPITAIS" (Caderno N.º 4 da APDMC) (1994)
"Segurança Social: Que reforma?" (Cadernos da Via Norte) (co-autor) (1996)
Funções governamentais exercidas;
De 1980-01-10 Até 1980-12-09
Secretário de Estado da Segurança Social do VI Governo Constitucional
De 1981-01-12 Até 1981-08-03
Secretário de Estado da Segurança Social VII Governo Constitucional
De 1981-08-03 Até 1981-08-14
Secretário de Estado da Segurança Social VII Governo Constitucional
De 1981-09-08 Até 1983-06-09
Secretário de Estado da Segurança Social VIII Governo Constitucional
De 1987-08-18 Até 1991-10-31
Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional XI Governo Constitucional
Desde 2002-04-06
Ministro da Segurança Social e Trabalho do XV Governo Constitucional
Há pouco tempo, quando questionado por uma jornalista, sobre o que achava do atraso no pagamentodo Rendimento de Social Inserção, (ex- Rendimento mínimo), respondeu, agastado:
« - Quanto? ...três dias?!...acha que isso é grave?»
Uma carreira resumida em oito palavras...

Em França, nas escolas públicas, acabou o véu.
Pretende-se acabar com a opressão patriarcal da sociedade Islâmica.
As jovens que o usavam por imposição vão deixar de ir à escola pública, ou seja vão para fora do sistema que se chama a si laico.
As jovens que não o usavam por imposição, mas por escolha, portanto também não irão à escola pública.
Algumas outras ficarão contentes com a nova lei, porque em casa havia flexibilidade religiosa para que se mude nesse particular o traje.
Mas essas não sofriam opressão, seguiam mais ou menos contrariadas o establecido na sua cultura e a prova é que vão poder mudar a indumentária. Não são impedidas pelos pais ou irmãos.
Resulta portanto desta popular lei que as oprimidas ficarão ainda mais afastadas do resto da sociedade, que lhes impõe a integração.
Grandes cabeças,
Allons enfants de la Patrie...
Sobre a questão daqueles que defendem o aborto e dos que como eu, estão contra.
E eu estou contra porquê? Em primeiro lugar pq. sou uma mãe que já perdeu um filho, o que causou em mim uma dor profunda. Sei o que é a maternidade.
Em segundo lugar pq. defendo o direito à vida e muito mais ainda dos seres indefesos. Haverá alguém mais indefeso do que um feto?
Em terceiro lugar existem factores que são rejeitados como se as restantes pessoas que eventualmente estivessem ligadas à autorização do aborto (coisa que espero nunca ver) não tivessem nada a dizer.Ora, quando se diz que uma mulher é dona do seu corpo está-se a esquecer que o acto sexual do qual resulta uma gravidez é sempre feito entre um homem e uma mulher.
Ao homem pede-se responsabilidades e não tem direitos?
A minha carreira profissional começou como professora num liceu. Vi várias vezes a pressão que era exigida ao suposto pai, as lutas desencadeadas até à obtenção da prova da paternidade e as imposições da lei sobre ele. Então o progenitor só tem obrigações?
É uma atitude feminista tão condenável, para mim, como as atitudes machistas.
Mas haverá alguma lei que possa obrigar um cirurgião a praticar um aborto? E a sua objecção de consciência? Lá porque uma mulher praticou um acto sexual e daí lhe resultou uma gravidez que culpa tem um cidadão alheio a este processo para ser penalizado a ter que praticar um acto que renega, desde logo pelo juramento que fez.
Em minha opinião, os cidadãos têm que se bater para que a gravidez não seja um pesadelo pelo facto da mãe não ter meios económicos para manter o bébé. A grande desculpa de quem pratica o aborto tem sido sempre a falta de condições para criar o filho.
É um falso pretexto. É uma grande falta de valores morais e civilizacionais que urge incutir.
Como mulher com uma carreira e sempre ligada à medicina por laços familiares acrescento ainda que ninguém da minha família aceitaria a ordem de praticar um aborto. Somos todos pela vida.
A minha experiência como jornalista permite-me falar sobre os depoimentos que escutei de mulheres que não se perdoam a si próprias pelo facto de um dia terem praticado o aborto.
Sara
Não se pode obrigar quem não quer ter filhos a tê-los.
Acredito que o sofrimento do feto (até às 8 semanas, apenas, é o limite que
considero admissível e não as 10/12 ou até as 24 semanas que a lei permite
actualmente) é/será/seria muito menor do que todo o sofrimento que terá ao longo
da vida em que existirá malquisto. Eu sei e tenho uma filha que me custou
aceitar.
Eu sei e quantas vezes desejei ter sido abortada antes de nascer.
Calem-se e não sejam egoístas
.»http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1186004&idCanal=64
Relatório de Bruxelas: desafio de Portugal é o aumento da produtividade
O documento foi aprovado pela reunião dos ministros da Economia e Finanças, o Conselho Ecofin, em 10 de Fevereiro.
(...)"Portugal deveria aumentar a sua competitividade geral, ameaçada pela baixa eficiência do sistema educativo, baixa despesa em investigação e desenvolvimento, concorrência reduzida em alguns sectores e crescimento elevado dos salários nominais"(...)
Nas verbas do OE para o Ministério da Ciência e Ensino Superior, o governo reduziu 3,3% em relação ao ano passado.
Nas verbas do OE para o Ministério da Educação, reduziu 1,1% em relação ao ano passado.
A concorrência, foi hoje anunciado, vai abrir para o sector das Grandes superfícies, uma coisa em que todos os portugueses podem facilmente investir... comprando.
A PT, detentora quase exclusivamente do sector das Comunicações, está a ser investigada pela PJ para se saber se há concorrência desleal; baixou o preço das chamadas locais, desde a entrada de outros concorrentes no mercado, em 35%.
Quanto aos salários está tudo tratado, ou seja, não há aumentos e quando há não cobrem a inflação.
Assim vamos lá...
Portugal em Acção
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Portugal - Principais Indicadores Económicos, 2000-2002
Quadro 1B - Banco de Portugal / Relatório Anual de 2002 Unidades 2000 2001 2002 I.Preços, salários e custos unitários de trabalho Inflação (IPC)(a) tvm em % 2.9 4.4 3.6 Bens tvm em % 2.2 4.2 2.4 Serviços tvm em % 4.2 4.8 6.0 Inflação (IHPC) tvm em % 2.8 4.4 3.7 Deflator do PIB tv em % 3.1 5.3 4.6 Deflator do consumo privado tv em % 3.0 4.5 3.6 Deflator das exportações de bens e serviços tv em % 5.2 2.2 -0.1 Deflator das importações de bens e serviços tv em % 8.6 0.1 -2.5 Remunerações nominais por trabalhador, total da economia(b) tv em % 6.2 6.3 4.9 Remunerações nominais por trabalhador, sector empresarial(c) tv em % 5.3 6.3 5.3 Custos unitários de trabalho, total da economia tv em % 4.5 6.0 4.6 Custos unitários de trabalho, sector empresarial(c) tv em % 3.6 6.0 5.1 II. Despesa, rendimento e poupança Produto interno bruto (PIB) tvr em % 3.7 1.7 0.4 Procura interna total tvr em % 3.1 1.4 -0.5 Consumo privado tvr em % 2.9 1.0 0.4 Consumo público tvr em % 3.8 3.5 2.6 Formação bruta de capital fixo tvr em % 4.9 0.3 -5.4 Exportações de bens e serviços tvr em % 8.5 1.8 2.4 Importações de bens e serviços tvr em % 5.6 1.1 -0.6 Rendimento disponível dos particulares (RD) tvr em % 5.6 1.5 1.1 Rendimento disponível dos particulares, excluindo transferências externas tvr em % 5.4 1.7 1.9 Taxa de poupança interna em % do PIB 18.6 18.8 18.7 Sector privado(d) em % do PIB 17.9 19.0 18.7 Particulares em % do RD 11.4 11.8 12.4 Particulares, excluindo transferências externas em % do RD 7.3 7.9 9.3 Empresas em % do PIB 10.0 10.9 10.2 Administrações públicas em % do PIB 0.7 -0.2 0.0 III. Emprego e desemprego Emprego total tvm em % 2.0 1.4 0.2 Emprego por conta de outrem tvm em % 2.5 1.5 0.7 Taxa de desemprego média anual em % 3.9 4.1 5.1 IV. Balança de pagamentos (base de transacções) Balança corrente + Balança de capital em % do PIB -8.9 -8.4 -5.7 Balança corrente em % do PIB -10.4 -9.4 -7.3 Balança de mercadorias em % do PIB -13.0 -12.0 -9.9 Balança de capital em % do PIB 1.4 1.0 1.5 V. Taxas de câmbio Índice cambial efectivo nominal(e) tvm em % -2.5 0.6 0.5 Índice cambial efectivo real(f) tvm em % -0.2 3.4 2.6 VI. Taxas de juro Taxa de juro Euribor a 3 meses em %, Dez. 4.9 3.3 2.9 Taxa de rendibilidade das OT a taxa fixa a 10 anos em %, Dez. 5.3 5.0 4.5 Taxas de juro bancárias Empréstimos a particulares, a mais de 5 anos em %, Dez. 6.9 5.0 4.7 Desconto a sociedades não financeiras, 91-180 dias em %, Dez. 8.2 7.0 6.8 Empréstimos e outros créditos a sociedades não financeiras, 91 a 180 dias em %, Dez. 6.4 5.2 4.6 Depósitos a prazo, 181 dias - 1 ano em %, Dez. 3.5 2.9 2.8 VII. Índice de cotações de acções (PSI-Geral) tvh 31-Dez. -8.2 -19.0 -20.7 VIII. Depósitos e agregados de crédito face ao sector residente(g) Depósitos Transferíveis e outros passivos à vista tvh Dez. 5.2 10.6 1.7 Com pré-aviso, a prazo e de poupança tvh Dez. 8.0 -2.1 -1.9 Empréstimos ao sector não monetário, excepto Administrações Públicas (h) tvh Dez. 24.2 13.9 9.8 Empréstimos a instituições financeiras não monetárias tvh Dez. 45.6 13.4 8.7 Empréstimos a sociedades não financeiras tvh Dez. 24.1 14.7 7.5 Empréstimos a particulares tvh Dez. 21.2 12.9 12.1 IX. Finanças públicas Saldo global das administrações públicas(i)(j) em % do PIB -2.8 -4.2 -2.7 Saldo primário das administrações públicas(j) em % do PIB 0.4 -1.1 0.3
Dívida pública directa bruta, Dez., em % do PIB
em 2000 ------------------------------- 53.3
em 2001 ------------------------------- 55.2 [+ 1.9]
em 2002 --------------------------------57.8 [+ 2.6]
[ na passagem para a governação actual ] variação para +36%
Notas: (a) Total com habitação. (b) Remunerações por trabalhador por conta de outrem; incluem valores das tabelas salariais, benefícios complementares e contribuições patronais para a Segurança Social; excluem o subsídio do Estado para a Caixa Geral de Aposentações. (c) Sector empresarial – conjunto da economia excluindo os trabalhadores das administrações públicas. (d) Poupança agregada de todos os agentes económicos excepto as administrações públicas. (e) Uma variação positiva representa uma apreciação do escudo em termos efectivos; uma variação negativa representa uma depreciação. (f) Custos unitários de trabalho relativos no total da economia. Uma variação positiva significa uma subida dos custos relativos dos produtores portugueses. (g) Saldos em fim do mês. (h) Em 2000, a taxa de variação homóloga é calculada sobre o saldo conjunto dos empréstimos bancários e dos empréstimos cedidos por outras Instituições Financeiras Monetárias em operações de titularização. Em 2001 e 2002, os empréstimos bancários são ajustados de operações de titularização e corrigidos de reclassificações e de abatimentos ao activo, sendo as taxas de variação anual calculadas com base em índices de saldos corrigidos (Jan.2000=100), de acordo com a metodologia do BCE (ver Boletim Mensal do BCE). (i) De acordo com as regras do Procedimento dos Défices Excessivos. (j) Em 2000, inclui a receita da venda das licenças de UMTS que ascendeu a 0.35 pontos percentuais do PIB. tvm: Taxa de variação média. tvr: Taxa de variação real. tvh: Taxa de variação homóloga.
Na página copiada do Banco de Portugal, fiz sobresair os números que dizem respeito ao evoluir da Divida Pública. Utilizei o itálico para se distinguir o que digo do que é o texto do Banco de Portugal.
Como se pode constatar, em 2002, e durante os nove meses que decorreram desde a tomada de posse do XV Governo Constitucional, em 5 de Abril de 2002, este executivo não só não inverteu a tendência do aumento da Dívida Pública mas também a aumentou substancialmente?.
QUE CREDIBILIDADE PODE TER UM EXECUTIVO. QUE ASSIM COMEÇA, QUANDO DIZ QUE PRETENDE, COM ESTA ESTAGNAÇÂO DA ECONOMIA, CONTER O DÉFICIT?
Deus, a existir, como é defenido, omnipotente e omnisciente, bastando-se a si próprio em tudo, criou o mundo e o homem para sua glória.
( http://www.igreja-presbiteriana.org/Port/documentos/Confissoes-Reforma/CatMen1.htm )
I Parte: Do fim prinicipal do homem, de Deus, dos decretos de Deus: criação e providência.
...
7- Quais são os decretos de Deus? Os decretos de Deus são o seu eterno propósito,
segundo o conselho da sua vontade, pelo qual, para a sua própria glória, ele predestinou tudo o que acontece.
...
Entre o Criador e as criaturas não há diferença neste particular.
Desde sempre as sociedades se organizaram em hierarquias e os casos em que alguém não quer subir na escala, sendo poucos, também se podem analisar.
Quem, numa ordem religiosa não quererá ser, não digo promovido, mas ser escolhido para uma mais nobre e esforçada prova de amor pelos irmãos.
Um cardeal, por exemplo, pode renunciar a ser Papa, mas quantos o fizeram?
Até os discípulos de Jesus discutiam entre si quem seria o maior...
São Francisco Xavier, podia ter integrado o movimento de Inácio de Loyola, mas achou a sua interpretação da doutrina de Cristo mais adequada.
Uma santa alma, humilde, que se apaga num qualquer remoto convento, a mais pequena entre pares, não o faz só por saber que isso agrada a Deus mas também sabe que isso será recompensado na outra Vida e estas coisas não existem separadamente.
De resto, disse o Mestre,
( http://www.bibleguidance.co.za/Portbooks/Jesusport/Jesusport4.htm )
" Antes, qualquer que de entre vós quizer ser grande, será vosso servo. E qualquer que de entre vós quizer ser o primeiro, será servo de todos. Pois até o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida como resgate de muitos” (Marcos 10:42-45).
Santa Teresinha do Menino Jesus ou Santa Teresa, apesar de terem sido obrigadas a escrever, escreveram-no pois reconheciam autoridade ao impositor, reconhecendo assim que aos homens cabia parte do poder de Deus, participavam, portanto nele, ainda que forma menor numa prespectiva mundana, mas não menor para Deus, para quem se construiam, elas próprias, almas muito queridas, predilectas.
"se tratais assim os vossos amigos não admira que tenhas tão poucos", chegou a dizer aquela.
Por amor, é certo, mas ser amigo do mais poderoso, gratificador e amoroso Senhor não deixa de querer pertencer aos mais chegados ao trono, à corte celestial.
Este post vai longo, haveria muito mais a dizer, mas como o que espero é interactividade, e porque post longos não são comentados, deixo aberta a questão a quem por aqui passar.
Depois do derrube, sem praticamente nehumas baixas, de um regime com todos os prazos de validade ultrapassados, coisa só vista aqui ao lado na Espanha, onde a demora foi maior, aproxima-se a passos largos o 25 de Abril de 2004, pela trigésima vez, depois da alvorada de 74.
Homens como Salgueiro Maia, como outros, não devem ser esquecidos.
Este homem não era político, no sentido vulgar do termo, e pôde distanciar-se o suficiente, da sua posição de força, naquele momento.Militar de carreira e homem íntegro em toda a acepção da palavra, teve o discernimento, para num dia difícil como aquele, em frente ao Quartel do Carmo adoptar o pragmatismo de recorrer aos ofícios de um militar mais graduado para negociar a rendição de Marcelo Caetano. Resultou.
A situação vivida hoje em Portugal não pode, ainda, comparar-se à que se vivia a 24 de Abril, mas lá chegará se não for travada esta viragem à direita, que se revela reaccionária.
Considerados demasiado turbulentos os anos 74/75 75/76, recomeçemos por olhar para a frente e para os dois primeiros governos que se seguiram às eleições de 1976, encabeçados por Mário Soares, líder do Partido Socialista.Em 1985 o Partido Social Democrata tornou-se no maior partido e governou o país entre 1987 e 1995, sendo o primeiro ministro Cavaco Silva.
Mas Mário Soares e o seu projecto derrotados, é eleito como Presidente da República em 1986 e reeleito em 1991.Em 1996 Jorge Sampaio tornou-se o actual Presidente da República, e nas eleições legislativas de 1995, António Guterres torna-se Primeiro Ministro português.
A 17 de Março de 2002 esta direita encontra condições para se instalar no Poder político, Jorge Sampaio, no dia de Greve Geral aproveita para dizer que , ele trabalha e promulga a nova Lei de Bases da Segurança Social, uma das causas da greve.
Mais alarmante que esta situação só a que surgir se não houver o mesmo pragmatismo de homens e mulheres como Salgueiro Maia.
O PS, tem de abandonar a posição irredutível de que não faz governo com o PC.BE/PCP-Verdes/PSP é a única opção para inverter este processo de degenerescência da democracia.
Se não se fizer um pacto entre estes partidos, difícil mas possível, a Direita vai continuar a estar a presidir aos destinos da Política.
No meu caso pessoal percebi em momentos de luta social que sózinhos não podemos fazer nada, a desporproção de forças é tal que não é possível levar a bom termo as mudanças necessárias ao bem estar da população. Alguns dos meus companheiros eram radicais de mais, outros demasiado contemporizadores. Mas sem esta mistura de forças quase antagonistas mas com suportes de natureza dialogante e construtiva não teria sido possível chegar a bom porto.
Fica aqui este convite, camaradas, companheiro(a)s, amigo(a)s, unámo-nos, ganhemos de novo a liderança e capacidade de acção, façamos um Portugal novamente digno.

O movimento fixo, estatísticas...
Instituto Nacional de Estatística
Diz o Instituto Nacional de Estatística;
«O Índice de custo de trabalho atingiu 143, 0 para os "dirigentes e quadros superiores de empresa" no 4º trimestre de 2003...»
[estes dados têm como assumido que em 1995 o valor era 100] [a maior subida de todos os grupos considerados]Também se diz que a média do Índice variou para aqueles assalariados 1,5% em relação com o ano passado, em que foi de 3,5%.
Diz-se ainda que a descida na variação aconteceu a todos os Grupos Profissionais considerados.
Trocado em miúdos, os que mais ganham, ganham sempre mais que os outros.
Mas num clima de crise porque é que os dirigentes e quadros superiores de empresas ganham cada vez mais e mais que os outros assalariados, se a responsabilidade da crise se deve em boa parte à ineficácia dos dirigentes e quadros superiores?
Honi soit qui mal y pense.
Índice do custo do trabalho, é um índice de base fixa onde as varições de volume (de emprego e horas trabalhadas) não afectam os índices obtidos, ou seja, a esrtrutura no período base mantem-se fixa ao longo dos períodos observados. O indicador é construído considerando a evolução dos componentes de custo sobre remunerações( salários, prémios e subsídios) e outros encargos (obrigatórios contratuais e facultativos) da entidade patronal para as categorias profissionais observadas dentro do establecimento seleccionado.
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Há uns 5 000 anos, na Suméria, uma pessoa escreveu que a nova geração se estava a degenerar de maneira não vista até ali.
Um par de milénios depois Sócrates foi condenado à morte porque pretendia ensinar coisas consideradas muito prejudiciais à sociedade.
Em qualquer dos casos os "velhos do Restelo ", estavam enganados, nem a Súméria se auto destruiu nem Platão
" morreu ".
Não pretendo saber ou perceber, sequer um milésimo do que é o mundo e as suas cambiantes, nem quem é são os mais esclarecidos ou mais merecedores de aplausos.
Mas posso analisar as coisas e as pessoas com a centelha de entendimento que me calhou para constatar que de facto o Mundo é uma coisa de pasmar.
Para lá do problema, real, de saber se o universo é aberto ou fechado, se há matéria ou não suficiente para que seja este ou aquele, final ou renascimento, o destino do universo, existem as pessoas, que me parecem mais importantes desde logo por ser com elas que vivo, ou tento viver.
Também me ocorre que o espanto perante a natureza da matéria e da humanidade é questão que atravessa as vidas de toda a a gente de todos os tempos, pelo que não há nada de novo nesta perplexidade.
No tempo que corre, acontecem demasiadas coisas para serem enunciadas pelo que me refiro apenas a algumas que têm impacte directo nas nossas vidas.
Hoje faz 1 ano que Collin Powel foi às Nações Unidas explanar aquilo que era considerado pelo militar como provas da existência de armas proibidas no Iraque.
Os mesmos que na altura tentavam convencer as pessoas, vão agora instaurar inquéritos às suas fontes, aparentemente, sentem-se enganados.
Estas coisa não são propriamente do tipo de tentar saber quem é o responsável pelo facto de um poste eléctrico estar no meio da rua, se é o Instituto das Estradas de Portugal ou a EDP. Estamos a falar da mais bem apetrechada organização de inteligência, nome dado aos espiões de segredos de pessoas e nações, como as dos E.U.A. ou do Reino Unido.
Teve como resultado uma guerra, curta é certo, mas não sem o seu rasto de horrores.
Mas que aquela gente se desdobre em manobras e golpes de cintura para sacudir a água do capote não me surpreende por aí além.
Agora que haja pessoas que ainda acham que as mesmas armas existiam de facto é que acho assombroso, mais ainda, que não constitua esta mentira, motivo de escândalo.
A nossa GNR e GOES já para lá foram e portanto não se trata de uma questão que afecta apenas Iraquianos e Anglo-saxões.
Chegando aqui mais para a nossa praça, decorre também um ano sobre as primeiras detenções no "Casa Pia". De mais de uma dúzia de constituídos arguidos poucos permaneceram em prisão. Quando se prendem quaisquer pessoas e pessoas poderosas tem de ser ter absoluta certeza do que se está a fazer, e assim, como explicar que o Ministério encarregado de proceder à constituição de prova, não tenha sabido que os alguns arguidos estavam ausentes do país quando se deu o alegado crime?. Aqui está uma coisa digna de pasmar.
O mundo vai continuar a evoluir com as mesmas características de sempre. Há no entanto algumas fases cíclicas como a que acho que estamos a ver chegar de novo.
Estaremos a entrar numa fase em que a razão cartesiana, a lógica, o raciocínio é assente, já não na análise objectiva dos vários fenómenos, mas numa era em que se adopta uma postura do tipo religioso e dogmático e de fascínio pelo fantástico, fazendo a leitura dos acontecimentos, e da soluções para os mesmos, com as armas de uma convicção ou de uma crença.
Um Eixo do Mal invocado com razão ou sem ela por um político, não é habitual, costumava utilizar-se outra linguagem mais laica, sem a Moral e dos seus símbolos.
Do outro lado, os chamados Fundamentalistas invocam a mesma ordem de razões; a dos que defendem o Bem e estão contra o avanço do Mal.
Há uns anos via na Alemanha uma coisa que me fez estacar para perceber o seu significado profundo; de noite ao longe, nas esplanadas dos cafés havia velas a arder. Não se destinavam a casais enamorados mas para todos poderem desfrutar da suavidade daquela luz.
Este facto, só por si não quer dizer nada, mas quando se começa a pensar nos filmes e livros que vão tendo mais tiragem ou vendendo melhor internacionalmente, a coisa fica mais densa, senão vejamos;
Filmes como o Senhor dos Anéis, em que somos remetidos para uma grande carga simbólica não utilizada há muito pelos produtores de cinema, foi considerado por um articulista da nossa praça como ilustração da eterna batalha entre o Bem e o Mal.
Insisto, este filme é um êxito estrondoso, à semelhança de outros com aquele perfil, o mesmo é verdade para a literatura que cada vez mais adeptos ganha. Autores como Paulo Coelho que fala das coisas como não pertencendo ao universo das coisas sustidas pela lógica, mas sim do fantástico, são disso exemplo, ou obras como " Harry Potter ", que têm mesmo honras de estrear no Panteão Nacional.
Se é verdade que o "crime e terror" sempre vendeu bem e que Stephen King, é o mais bem pago escritor do mundo, o facto da autora de Harry Potter ganhar 500 doláres por palavra escrita não é uma coisa de menor importância e sem qualquer significado profundo. Tanto mais que o seu público alvo são as crianças, barómetro do que será o futuro.
O facto de as práticas religiosas não convencionais ou tradicionais, crescerem rapidamente, IURD, por exemplo, e ganharem terreno no campo do antigo principal detentor dos dogmas, a Igreja Católica, merece uma reflexão mais pausada, porque sabemos que a carga emocional associada à religião, é ali exacerbada, mais do que o era quando as mesma pessoas acorriam aos templos católicos.
Há portanto um crescendo nesta postura desligada da reflexão, uma postura acrítica, que tem por bússula apenas as sensações.
Por outro lado, nas as televisões, os programadores televisivos que conhecem bem as sensibilidades dos públicos, apresentam agora, uma nova rubrica que está para lavar e durar, a Astrologia, escalou das páginas das revistas e tem agora uma maior exposição e ampla aceitação. De tal forma que se chega a asssistir a consultas ao vivo e em directo.
Tudo aquilo que não é laico é agora cultivado, e manifesta-se, de outras forma, mas com uma intensidade que tanto quanto me consigo aperceber já não existia neste crescendo há já muito, muito tempo.
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«E acabamos também uma vez mais por chegar à mãe, síntese essencial de qualquer mulher, popular ou aristocrática, jovem ou idosa, companheira de um homem ou prostituta de muitos, com filhos ou sem eles... Não há nemhuma mulher nenhuma na terra que não considere o seu parceiro «seu» filho, acima de tudo, pelo facto de a mulher pensar - e com que razão! - muito menos com a cabeça do que com a imensa esfera afectiva que o seu ventre para ela representa. Até um companheiro forte e pujante não deixa de ser seu filho, já que se encontra desprovido dos segredos da vida e das coisas, aos quais ela pelo seu lado tem acesso.
É nesta prespectiva que, através da mulher, um homem pode renascer dia a dia ou morrer.Uma criança está predestinada a libertar-se da mãe, para «voar» por si. No entanto a mulher-mãe pode ligar-se ao rebento de tal forma que o impeça de «levantar vôo» - outro tanto sendo igualmente dado à mulher-esposa fazer com o marido. este fenómeno pode parecer-nos estranho mas acaba por ser compreensível: afinal, um pintor, depois de gastar horas e horas a pintar um quadro ou se separa dele sentindo o coração apertar-se-lhe, ou o conserva consigo. Custa-lhe tanto deixá-lo fugir, que pode não acontecer escapar à tentação, a fim de poder contemplá-lo indefinidamente, qual Narciso embevecido. este dilema - entre dar e guardar - que atinge qualquer artista ou criador é o mesmo que afecta - e com que dramatismo! - qualquer mãe, no que diz respeito aos filhos.
Mulher-mãe: ser comovente e terrível, com a propensão que a caractriza para se debruçar e proteger quem quer que veja enfraquecido, desprovido, débil, aleijado - quem quer que veja e se torne n'«uma criança», afinal de contas. seja amigo ou inimigo, amável ou rude, a mulher não lhe pergunta quem é ou quem não é, de onde vem nem para onde vai. É mesmo capaz de nem lhe perguntar o nome, limitando-se a sará-lo, a ouvi-lo, a compadecer-se. Bem o sabem os falsos vagabundos, que da mulher logram a obtenção de alguns favores pelo simples facto de, mentindo, lhes dizerem que sofrem...A mulher está sempre predisposta a dedicar-se com devoção - a dar-se de corpo e alma - aos que estão carentes.
Tudo isto nos faz mergulhar em vastas e profundas zonas do ser, constantemente em mutação tal como o mar, mas participando apesar disso, toda elas da mesma essência. de recordar, entretanto, que também o mar transporta os navios mas, de quando em vez, os atrai para o seu seio...»
excerto de "Compreender as Mulheres, e a sua psicologia profunda.", de Pierre Daco, Vega, traduziu Miguel Ramos
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Em Portugal, país pequeno, o nosso poder político resolveu que devia pôr-se ao lado do mais forte na questão da guerra do Iraque. A razão é simples; o raciocínio é frio e calculista e pode ser enunciado assim; vai haver uma guerra, sabe-se como começa mas não se sabe como acaba, o melhor é ficar a apoiar aquele que acho que vai ganhar, não vá depois fazer-me mal a mim. Não entram aqui quaisquer juízos de valor em relação ao objectivo e razões da justeza da guerra, o tipo de aliança é o mesmo que era prática comum numa parte qualquer do Ocidente na Idade Média.
Começam agora os agressores a reconhecer que afinal talvez estivessem enganados e não existiam com tanta probabilidade assim, as armas de destruição massiva de que já tiveram provas. Bush e ministros de guerra, com eleições à porta começam a esvaziar a força dos opositores internos quando estes enfatizavam a falsidade dos argumentos pró ataque. Uma manobra inteligente, de raciocínio frio e calculista.
Pacheco Pereira, o do blog, comentando na televisão a greve da Administração Pública, apela ao mesmo tipo de raciocínio, frio e calculista. Pretendendo dividir e antagonizar os cidadãos, dizia que aqueles funcionários já tinham uma condição que os outros careciam; não podiam ser despedidos. Assim, a maior greve alguma vez realizada naquele sector fica desprovida de mais cambiantes.
O interlocutor, também acha a greve uma coisa sem sentido, diz por duas vezes, antes e depois de pedir um comentário.
Ele pode ser despedido, o seu patrão é figura de referência no partido do primeiro ministro e o comentador outra figura incontornável na mesma força política. O raciocínio é frio e calculista. O método ancestral.
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A democracia não é um sistema perfeito, mas é o melhor que temos.
A maioria quando questionada sobre a descriminalização do aborto votou contra.
Recolhem-se, agora, assinaturas para levar a população a responder à mesma pergunta.
Esgrimem-se argumentos.
Não creio que a ética, os princípios e os valores devam, obrigatoriamente, ser partilhados por todos.
A prática do aborto foi sempre considerada uma medida extrema, a última a tomar.
Na sociedade em que nos inserimos, chamada de Ocidental, começam a colocar-se questões para as quais nunca tinha havido lugar.
Entre as quais, os casamentos homossexuais, as mudanças de sexo, a descriminalização do aborto, da eutanásia, do consumo de drogas .
Com excepção da segunda, todas as outras se praticaram de uma maneira ou de outra, tal como agora, sem grande alarido.
Sempre estas práticas se verificaram e não há motivos para pensar que as coisas vão mudar.
O conjunto das duas questões em que é a continuidade de vidas que está em jogo, será o que mais acesas discussões provoca. Porque é o futuro de uma vida que se pretende decidir.
Quer no domínio da prática da eutanásia, aonde começa a emergir uma corrente que defende e, pretende descriminalizar mesmo, a sua prática, quer no da prática do aborto, o denominador comum e razão pela qual as pessoas se dividem, prende-se com o facto de o futuro de uma vida estar nas mãos de uma pessoa, pessoa que pode decidir sózinha, fazendo depender esta acção da sua exclusiva vontade, no caso do aborto ou no caso da eutanásia com a vontade expressa do doente. Mas em qualquer caso é de vida que se trata.
Que a orientação sexual e a escolha do género, ou ainda o consumo de drogas, cabe sómente ao indivíduo e não à moral
maioritária, parece ser razoável e aceite de uma maneira geral.
O mesmo não se passa em relação ao que diz respeito à vida de entidades como o feto ou o doente terminal sofredor.
Em tempo de guerra e convulsões sociais graves, o valor e respeito reconhecidos à vida são negativamente afectados, de tal maneira que chega a ser louvável eliminar muitas vidas inimigas, como na guerra, por exemplo.
Em tempo de paz o respeito pela vida, seja ela qual for, é o valor vigente, neste estádio de civilização.
Defendem-se arbustos e insectos que existem do outro lado do Oceano, criam-se grupos de pressão nesse sentido e esta posição é, senão comungada por todos, pelo menos pacífica.
É o deslumbramento perante a vida e a riqueza da sua variedade, assim como a saúde do planeta, o que nos move.
Na prática da interrupção provocada do processo de gravidez o que nos divide é saber até que ponto o feto, por si só, é digno de valorização e respeitabilidade suficientes para mantermos o código usado em tempos de paz, ou se, o que se verifica é um conflito de interesses incompatíveis, de tal modo que aquele conjunto de células pode ou não, do ponto de vista legal, ser morto e se isso, não deve depender também do entendimento da sociedade no sentido lato, mas sómente da vontade e juízo, sobre a questão, da mulher.
O argumento a favor da descriminalização mais invocado é aquele que pretende defenir que o feto é parte não distinguível do corpo da progenitora e portanto esta tem competência para fazer o que acha melhor para si, acção para a qual não necessitaria que alguém esteja de acordo consigo, nem mesmo quando essa falta de acordo seja a do progenitor.
Esta interpretação intrincheira-se, no combate das ideias, pretendendo fazer notar aos adversários que, se entenderem de forma diferente esta questão, estão a ser fundamentalistas, no sentido em que querem impôr, como quem tem autoridade, a sua moral aos outros, não descriminalizando esta prática.
Os que se lhes opôem pensam de maneira diferente, têm uma noção diferente da esfera de autonomia do indivíduo.
Desde logo, o indivíduo só o é, porque existem outros, se assim não fosse, se pudesse existir sózinho, qual naúfrago em ilha perdida pelos mapas, a questão da competência da mulher, nem sequer se equacionava por não haver ninguém com quem se relacionar ou discordar, desta equação resulta também a inexistência de qualquer feto.
Do conjunto de pessoas vivendo em sociedade.
Da interacção equilibrada entre estas e do código vivencial adoptado.
Porque maioritariamente consensual, acerca desta como de outras questões.
Surge decorrente, a consideração de que, a tabela de valores, princípios e ética, que assiste a posição descriminalizadora, não respeita o establecido entre os indivíduos, establecimento sem o qual não faz sentido haver sociedade tal como a conhecemos, já que penderia para o caos, o que é absurdo como ideia e como objetivo, e não concorre para a construção da civilização.
Não é esta uma questão menor, uma vez que um dos pilares da construção da sociedade é ou devia ser o respeito pela vida, e pela humana em particular.
Trata-se portanto de uma interpretação diferente do que é a esfera privada do indivíduo.
A qualidade, autoritarista desta última interpretação, nasce da natureza dos relacionamentos e das suas implicações, construtoras do edifício dos direitos e deveres das pessoas, toda e qualquer que seja.
Do corpo da mulher não faz, nunca enquanto propriedade, parte, o feto.
Este, é abrigado pelo corpo de uma mulher quando se verifica uma interacção e só neste caso; a de um óvulo, célula feminina, da mulher e, um espermatozóide, célula masculina.
Sendo a mulher um ser humano que tem a capacidade, para abrigar este organismo, resultante da fusão daquelas células, não é única responsável pela sua existência.
Este organismo emergente, não resultou de um esforço da sua vontade e decisão, não em exclusivo.
Outros organismos vivem dentro de nós e são necessários ao bom funcionamento do corpo humano.
As mitocôndrias por exemplo.
Ninguém se oporá a que um qualquer indivíduo resolva eliminar do seu corpo estas células, embora tenham um código genético diferente do humano e sejam distintos do nosso, não têm a qualidade humana do feto.
Ao passo que um organismo destes nunca será outra coisa que não seja uma mitocôndria, um feto será um embrião, uma criança e um adulto.
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«Concorda que deixe de constituir crime o aborto realizado nas primeiras dez semanas de gravidez, com o consentimento da mulher, em estabelecimento legal de saúde?»
Esta a pergunta que se deve ler antes de assinar a petição para o referendo, no caso de concordar. O objectivo deste documento é levar os legisladores a modificarem a lei vigente, por uma que compreenda aquela redacção, utilizando para isso, legitimamente, a pressão que um referendo com resultado maioritário favorável acarretaria.
(Petição que pode ler aqui; http://www.bloco.org/pdf/peticao.pdf )
Também se lê na mesma petição: « (...) O Código Penal actual prevê que a mulher que interrompa a gravidez, excepto em casos excepcionais, deva ser acusada, julgada e condenada a pena de prisão (...) ».
Na lei actual, com toda a clareza pode ler-se, no Código Penal, artº 140 e CAPÍTULO II do Decreto-lei nº 48/95 de 15 de Março, no artº 142º que;
não é punível a interrupção da gravidez,
nomeadamente, se:
artº 140
1. a) (...) existir perigo de vida ou de lesão grave para a grávida (...)
b) (...) doença grave ou mal formação congénita do feto nas primeiras 24 semanas e se o feto for inviável, em qualquer altura (...)
artº 142
1. b) 2. (...) no caso de violação, até às 16 semanas (...)
Todas estas situações devem ser devidamente documentadas e comprovadas medicamente.
Assim sendo, o que se pretende com o referendo e a lei que se lhe seguiria e cujo texto é enunciado na petição, como se pode ler acima, é que neste país uma mulher possa fazer um aborto sempre que lhe pareça conveniente, sem necesidade do acordo do pai biológico,companheiro ou conjuge.
O argumento da defesa da igualdade dos géneros, invocada na petição quando naquela se lê:« ... o fim da descriminalização do aborto é uma questão de respeito pela dignidade das mulheres e dos homens e contribui para para proporcionar o exercício da maternidade e da paternidade responsáveis.», cai pela base, porque não há qualquer respeito pela opinião do pai biológico, companheiro ou conjuge na decisão de abortar ou não, inviabilizando a referida paternidade e também a dignidade «(...) dos homens(...) », atrás mencionada naquele texto.
Naquele texto também se quer defender as mulheres da « ...exposição pública da sua intimidade [da mulher]...» quando é julgada por ter abortado fora dos parâmetros da lei vigente.
Desde logo, quando as pessoas que se foram manifestar publicamente à porta do Tribunal da Maia, onde estavam a ser julgadas as mulheres e restantes agentes no processo, dando, por isso, um contorno mediático ao caso, não estariam conscientes da potencialização dessa exposição ?
No documento, também se pode ler que «...a criminalização actualmente em vigor cria um campo adequado para que a sua prática clandestina se desenvolva.».
Não é a criminalização que dá existência, origina ou produz a prática clandestina do aborto senão vejamos:
A prática existe, é originada, é produzida pela decisão da mulher e dos agentes envolvidos no aborto. A qualidade clandestina da prática do aborto existe, é originada e produzida porque é ilegal.
A prática não clandestina, também existe e é a que é praticada pelas mulheres e agentes co-responsáveis no aborto legal nos parâmetros descritos acima no respeito pela lei.
Por exclusão de partes, os casos de aborto que se pretende ver saidos da clandestinidade, dando-lhes cobertura legal, são os de aborto até ás dez semanas qualquer que seja a motivação da mulher e só desta, como única capaz de decidir se;
Ou, o ser vivo humano cuja gestação provoque efeitos perniciosos graves na saúde da mãe, não padeça de malformação congénita detectável antes das vinte e quatro semanas ou tenha resultado do crime de violação até às dezasseis semanas, deve ser expulso do útero da mulher e portanto morrer,
ou deve desenvolver-se naturalmente dando sequência normal ao processo de gestação e tornar-se numa pessoa.
O destino do feto não pode ser determinado pela mulher na qualidade de portadora da vida uterina porque o feto tem origem no encontro de um conjunto de duas células, uma da mãe e outra do pai.
Por outro lado, o feto num estádio mais avançado - avanço ditado pelo código genético resultado da fusão das duas primeiras células - quando já é composto por mais do que uma célula, duas, quatro, oito, dezasseis ou mais células é por muitas pessoas considerado um ser vivo, humano, porque resultado do encontro sexual de dois seres humanos, não independente ainda, mas com a dignidade de uma pessoa.
O aborto é uma questão de vida ou de morte para o feto.
Tem sido consensual, ao longo dos tempos, proteger mais os mais frágeis, não porque valham mais mas para lhes dar as mesmas possibilidades que têm os mais fortes. Isto é verdade quando um soldado arrisca a vida para salvar um camarada caído e portanto debilitado. isto é verdade quando num incêndio ou naufrágio, ás crianças, aos doentes e ás mulheres é dada prioridade na evacuação.
A sociedade, tomada como conjunto, tem-se organizado de maneira a proteger os seres humanos mais frágeis e também os mais dependentes incluindo os dependentes de terceiros.
E é por estas razões que os fetos, seres vivos humanos, são tão protegidos pela lei.
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Muito se tem falado sobre o aborto mas poucas vezes sem demagogia.
Ontem, por exemplo, no Prós e Contras, o melhor programa do género na nossa televisão, aconteceu o mesmo. A participação dos vários intervenientes não fez luz sobre o assunto.
Da esquerda comunista veio, e ainda bem, uma mulher. Mas esteve mal, já que o argumento mais forte era o seguinte: não temos nós, nem ninguém, o direito de decidir na escolha de abortar ou não, a não ser a própria mulher.
A escolha deste argumento como referência tem que ver com o facto de ser o mais consensual e o mais esgrimido entre aqueles que defendem o referendo como forma de chegar a uma legislação que contemple a descriminalização do aborto, todo e qualquer que seja, até ás dez semanas de gestação.
Neste último caso, que é o que interessa discutir, por se querer referendar, o mais comum é o aborto ser provocado por não haver condições ou motivação para levar a gravidez até ao fim.
As razões mais comuns para recorrer ao aborto são; a gravidez não ser planeada, não ser desejada.
O que está a querer resolver-se com o aborto para desciminalizado para todos os casos é a resolução de um problema da mãe. E o problema não é o feto em si mesmo, mas o facto de este se vir a desenvolver e tornar-se um embrião e mais tarde uma criança que se terá de cuidar e amar, o que exige maturidade, dedicação, tempo e disponibilidade. Ou seja, não é a gestação em si que é constitui um problema mas sim, aquilo em que se transformará o ser gerado; numa pessoa com a dignidade que, na nossa sociedade, lhe conferimos.
Levar a gravidez até ao fim, curso natural das coisas, portanto, constitui um problema para uma mulher, ou casal, porque ela não encontra na família e na sociedade, apoio, meios, solidariedade ou compreensão e empatia, ou ainda, não se considera ou é considerada incapaz para a enfrentar a dificuldade de gerir a relação que terá de experienciar nos meses seguintes e nos anos vindouros de maneira a proporcionar um crescimento equilibrado do novo ser humano, tarefa exigente e que implica ter menos espaço para as mulheres elas próprias e também dos pais no caso do casal.
No passado, como hoje, acontecia não se querer levar a cabo uma gravidez por falta de condições materiais; alegava-se que não seria possível prover ás necessidades consideradas mínimas ao novo ser humano em gestação e isso podia querer dizer miséria, fome, frio, enfim, uma péssima qualidade de vida não estando a sua sobrevivência garantida.
Por outro lado, o facto de uma mulher ser mãe de um filho de uma relação fora do casamento, e portanto não aprovada pela sociedade, era considerado um tão grande escândalo e aquela e o futuro filho seriam tão estigmatizados que se a futura mãe se sentiria ou seria pressionada a abortar ou a esconder a identidade do pai biológico.
Uma terceira hipótese se colocava como opção; se fosse posssível esconder a sua condição de grávidas, durante aqueles nove meses, as crianças podiam ser adoptadas, sendo entregues a, por exemplo, ordens religiosas, que faziam a recepção dos recém nascidos que lhes fossem confiados. As crianças eram depois encaminhadas pela vida fora com a colaboração dos tecidos sociais que trabalhavam em colaboração e lhes facultavam uma vida digna.
Algumas destas pessoas, cresceram, tiveram descendência e, por conseguinte, estão no meio de nós e podem ir votar no próximo referendo.
Hoje, mais do que ontem, existem muitas organizações privadas e públicas de carácter religioso ou não, que fazem a transposição do bébé do colo da mãe biológica, se esta o desejar, para o de uma mulher que esteja nessa disposição e possa exercer essa função de mãe.
Não se trata de um exercício de retórica, estes sítios existem .
Não é crível que, mesmo no Portugal mais profundo que é o mais representativo, uma mulher ainda que adoloscente grávida, não possa, calmamente e com a ajuda de outras pessoas mais maduras e sensatas, optar pela adopção, mesmo que para isso seja necessário deslocalizar-se durante o tempo que medeia a gestação e o parto, em detrimento da opção pelo aborto, que é sempre, um processo traumático.
Há falta de melhor opinião, proponho-me agora questionar a autoridade e competência, concentradas na mulher grávida, para decidir ou não pelo aborto de um feto humano, o que muitos defendem.
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Ditas e desditas
Desde muito jovem senti a fantasia dos poetas porugueses, a atracção pelo mar nas ondas de sol a sol, o encantamento da apoteose que é sempre um pôr de sol, em suma aquilo que faz em nós a diferença. A tudo isso acresecentava dúvidas. Já adolescente, li a História na tentativa de perceber o Portugal que fomos e o Portugal que estavamos a ser. Agora, já adulta, defronto-me, por vezes com raiva, mas sempre com tristeza, diante do Portugal que somos.
Este ano de 2004, que tudo aponta como a celebração da China na Europa - os grandes museus já iniciaram as actividades nesse sentido - deparo-me com a probeza nacional. Que eu saiba, não há nenhuma iniciativa agendada. E, Portugal, é o país europeu, por excelência, aquele que tem melhores arquivos, melhores espécies, melhor história. Estou a referir-me à odisseia da porcelana chinesa, aquela que foi monopólio dos mercadores árabes até abrirmos a rota das Índias (1498) e, mais tarde, nos instalarmos mesmo nas portas da China, em Macau (1557) inaugurando a via do fornecimento directo da porcelana chinesa. Os galeões portugueses traziam cargas em tal quantidade que abasteciam os mercados europeus.
De sublinhar que a produção da porcelana chinesa esteve centralizada em King-to-tchen, hoje Jingdzhen, cidade situada a mais de 900 Km de Cantão numa província que dependia estritamente do poder imperial a quem pertencia a primeira das quatro qualidades fabricadas. A porcelana cozida nos fornos imperiais e ou particulares só podia ser expedida se tivesse algum defeito e, por esse motivo, não interessasse ao mercado interno.
É obvio que a porcelana encomendada pelos portugueses com os motivos religiosos ou emblemáticos, próprios da nossa cultura e identidade, constituiam excepção às normas estabelecidas de venda para o exterior da China.
No entanto, parece que há uma sina que persegue este país tanta vez defrontado com problemas. E quando tudo parecia que no céu português só se desenhavam castelos, palácios e colossos, veio a insensata aventura de Alcácer-Quibir, a consequente morte de D. Sebastião, as convulsões que se lhe seguiram e, por fim, a dominação Filipina. Além das riquezas que daqui saíram para Espanha e que hoje engrossam as colecções reais do país vizinho, ainda tivemos de sofrer os resultados nefastos da interdição decretada pela Espanha de fornecermos as nações protestantes.
E o que ganhamos com isso? Não ganhamos. Perdemos ! A Holanda lançou-se na conquista dos mercados europeus fundando em 1602, a VOC ( Vereenidge Oostindische Compangnie ), primeira companhia privada comercial com o Oriente. E, muito embora saibamos que a Company of Merchands of London Trading to the East Indies, foi criada em 1600, em termos históricos essa data não conta, pois permitiu a primazia da VOC, posto que a sua actividade se processou com muita lentidão.
E foi assim que, por uma má gestão, uma decisão insensata, Portugal foi ultrapassado pelas diversas Companhias das Índias europeias, que facilmente forneceram os mercados do Ocidente de porcelanas, sedas, especiarias...
Depois lá nos libertámos da dominação Filipina e lá tivemos um golpe de sorte, sob o reinado pacifista do segundo imperador da dinastia Quing, de nome Kangxi (1662-1722). Ele, apoiante dos Jesuítas e dos cristãos concedeu a Portugal uma situação de privilégio.
E porque não nos queremos afastar do tema da China, lembramos a quem nos possa ler que em Portugal existiam muitos serviços completos para numerosos convivas (entre 40 e 60), os quais começaram a ser alvo preferencial dos antiquários estrangeiros nos Anos 20. Calcula-se que apenas no ano de 1920 tenham saído do país cerca de trezentos serviços completos, os quais se encontram hoje em museus e colecções particulares espalhados pelo mundo.
O espírito português do "nós por cá tudo bem", tem de ser forçosamente sacudido. Ao menos mostremos aos nossos filhos quem fomos e quem podemos ser. Basta montar uma exposição sobre a porcelana da China, dita Companhia das Índias, espalhada pelos museus do mundo com os brasões das famílias portuguesas para se ter uma ideia do que foi a enxurrada desta porcelana em Portugal.
Será que não se pode salvar a honra deste "convento"?
É que há em cada um de nós uma chama de esperança que convém manter acesa...
Sara Amszalack
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(Mito da criação)
No princípio existia uma enorme gota de leite.
Então chegou Doondari e criou a pedra.
A pedra criou o ferro;
E o ferro criou o fogo;
E o fogo criou a água;
E a água criou o ar.
Então Doondari desceu pela segunda vez.
Juntou os cinco elementos,
E moldou-os num homem,
Mas o homem era orgulhoso.
Então Doondari criou a cegueira e a cegue