
Datado de 1206, 35 cm de altura,
Autor, Ali ibn Muhhamad ibn Abu'l-Qasim an-naqqash
Este aquamanil, (recipiente destinado a levar 'água às mãos' e a sua utilização estava reservada à mesa em ocasiões de cerimónia, em Portugal são conhecidos dois), com a forma de uma vaca com a sua vitela, sendo atacada por um leão, é o exemplo conhecido mais antigo de um vaso persa com forma animal. A superfície desta esplêndida composição foi em tempos ricamente decorada com embutidos de prata.
A criação de um projeto tão complexo foi um enorme feito do artesão que, na inscrição persa, enfatizou que tinha moldado este grupo como um único corpo. A decoração neste aquamanil demonstra que o objeto é do período Khorosan.
Emhttp://www.hermitagemuseum.org/html_En/03/hm3_5_5c.html
(...)“Khorosan seria a região mencionada na Bíblia como ‘Terra do Norte’ e os comentários dos autores mencionados identificam a área para a qual os judeus exilados foram como sendo Khorosan, que corresponderia ao que é hoje parte do Irã e do Afeganistão”(...)
Em http://www.morasha.com.br/conteudo/ed35/presenca2.htm
«(...)Ao contrário do que diz o mito, a civilização islâmica não veio do deserto e era impensável que tal tivesse sucedido, diz o arqueólogo Cláudio Torres, o fundador do primeiro museu islâmico de Portugal. A civilização islâmica é a soma, a continuidade das velhas e milenares civilizações que convergem lentamente ao longo dos séculos para o apogeu civilizacional dos séculos X-XI. Surgiu fundamentalmente nas grandes cidades do Próximo Oriente, em Alexandria, no Cairo, em Antioquia. É uma civilização profundamente urbana, que nasce dentro das comunidades mercadoras do Mediterrâneo. E que entra em decadência por circunstâncias ainda não claramente esclarecidas.»(...)
«(...)Devemos à civilização islâmica a preservação dos escritos clássicos e a sua transmissão posterior ao Ocidente renascentista[ Na queda de Constantinopla, a da Capital Império Romano do Oriente em 1453, não se destruiram aqueles aqueles escritos nem se proibiram as práticas cristãs.] Mas não só. Conhecem-se ainda mal as possíveis fontes de origem islâmica de Francisco Maurolico, Pedro Nunes, Nicolau Copérnico e de outros homens da ciência europeia. Mas as contribuições da ciência árabe no campo das matemáticas, das ciências náuticas e da astronomia deixaram marcas indeléveis. Basta pronunciar a palavra "álgebra", por exemplo.(...)»
«(...)O actual puzzle do Médio Oriente começou a ser delineado depois da Primeira Guerra Mundial, com o desmembramento do Império Otomano. O resultado mostrou que não é fácil, mesmo para as principais potências do planeta, fazer e desfazer países.(...)»
«Precisamos que todas as forças intelectuais e todas as forças políticas lutem connosco [os árabes] contra o esquema imperialista que pretende reformular as nossas vidas sem o nosso consentimento. Porque tem a resistência de ficar entregue apenas ao extremismo e a bombistas suicidas desesperados?»
Os quatro últimos trechos aqui mencionados são de um artigo de 14 de Novembro de 2003, no webblog História e Ciência em http://historiaeciencia.weblog.com.pt/mais precisamente emhttp://historiaeciencia.weblog.com.pt/arquivo/033586.html
A quem aproveito para agradecer.
Publicado por terramann em março 19, 2004 05:41 PMBem, amigo!
Este tipo de mensagens não passa para cá, companheiro. Eles - os imperialistas - querem assim.
Um abração do
Zecatelhado
o Mundo Arabe impressiona-me pela Arte em geral e em especial pela musica.Oum Koulthoum ,Fairouz, Warda são autênticas Divas no melhor estilo...
Afixado por: valeria em março 20, 2004 03:47 PMSabes Valéria, embora não conheça pelos nomes também gosto muito da música deles e em particular impressionou-me a mistura que conseguem fazer entre a musica do Flamenco e a do Norte de África, um som extraordinário.
Afixado por: Pedro Lima em março 20, 2004 06:46 PM