Ainda acerca da palestra proferida por Bertrand Russel, a 6 de Março de 1927 na "Câmara Municipal" de Battersea, sob os auspícios da Nacional Secular Society, Inglaterra, com o título;
Porque não sou cristão.
Quando se refere O Argumento da Prova Teológica da Existência de Deus (Desígnio Divino), diz o autor a dada altura:(...)«Achais, acaso, que, se vos fossem concedidas onipotência e onisciência, além de milhões de anos para que pudésseis aperfeiçoar o vosso mundo, não teríeis podido produzir nada melhor do que a Ku-Klux-Klan ou os fascistas?»(...)
Diziam os filósofos mais consagrados que nada sabemos a não ser isso mesmo, que nada sabemos. Pelo que é muito difícil para qualquer pessoa tentar, mesmo com tempo para isso, encontrar na sua imaginação, um conjunto de conhecimentos e capacidades ilimitadas de modo a imaginar um mundo melhor do que aquele que existe. Sempre que o faço levantam-se-me questões para as quais não tenho resposta. O mesmo é dizer que não consigo imaginar por causa daquelas limitações, um mundo melhor que este que temos, por haver sempre um dado que me falta para sustentar o "meu mundo imaginado". Há sempre uma variável que não controlo e que me detém na chegada a esse paraíso. Outra coisa é conceber um mundo melhor, o que é completamente diferente.
Mas lembro-me das sociedades encontradas pelos aventureiros e antropólogos na Amazónia por exemplo, onde em alguns casos as sociedades viviam harmoniosamente entre si e eram infinitamente mais felizes que nós - os Ocidentais, assim nos chamamos - da idade da informação. O que me leva a pensar que os infortúnios e desconcertos vividos pela humanidade têm mais que ver com a maneira como se organiza e com as escolhas que faz do que com a inevitabilidade de que aquilo que produz tenha de ser mau.
Texto referido consultável emhttp://www.str.com.br/Forum/viewtopic.php?t=4002&start=0&postdays=0&postorder=asc&highlight"><FONT